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terça-feira, 25 de abril de 2023

AVENIDA DA LIBERDADE


Subamos e desçamos a Avenida,

enquanto esperamos por uma outra

(ou pela outra) vida.


Alexandre O’Neill

terça-feira, 26 de abril de 2022

Sobre o 25 de Abril e o PCP



 Este  cartoon é fantástico e foi publicado peloAntónio Antunes (conhecido como António ), mas não é dele. Não sei quem é o autor.

Este ano não há como não associar esta data  à actual atitude desumana, agressiva, alucinada do PCP em relação à guerra na Ucrânia.

O Partido Comunista Português foi  considerado, durante muito tempo, um símbolo da resistência contra a ditadura e, depois, da Liberdade e Democracia  que a Revolução dos Cravos trouxe a Portugal. 

Porém, com as recentes tomadas de posição que culminam com a  resposta à intervenção do Presidente Volodymyr Zelensky no parlamento português, em que obstinadamente incrimina o país agredido de forma hedionda e defende o déspota invasor e agressor Putin, o PCP retirou-se definitivamente do quadro da democracia portuguesa. 

A atitude do PCP é um borrão indelével na história de Portugal após 25 de Abril de 1974.

Quem diria que esta data tão importante, que assinala  os 48 anos da Liberdade Democrática, foi comprometida pelo comportamento de quem, sendo muito mais velho, se diz seu pai? Não é senilidade, é falta de respeito, elevação e honestidade. 

Tudo isto é triste , mas não é um fado.

LCB









sábado, 25 de abril de 2020

Herman Enciclopédia- 25 de Abril sempre!


 *Miguel Guilherme

Sobre o 25 de Abril ( reposição)


Revolução dos Cravos: 25 de Abril 1974 - Noticiários RTP

 O 25 de Abril devolveu a Portugal a  liberdade e trouxe-nos  a democracia .   É por isso que acho que quem não valoriza esta data  parece, no mínimo,  gente desdentada que, por isso, desdenha nozes. 
Devido a variadíssimas circunstâncias, somos hoje muito menos livres do que queríamos e devíamos ser. A nossa democracia já não é bem assim.
Não, não estou a falar do confinamento originado por esta pandemia que nos assola. Mas é verdade que estamos a sofrer e a fazer muitos sacrifícios e mais  virão.   É por isso que não me vou esquecer nunca que esta data tão simbólica foi , este ano, ridicularizada  pelas palavras e atitudes de Ferro Rodrigues. É o  Presidente da Assembleia da República , a segunda figura do Estado Português. 
 O povo português tem que ser melhor servido . Merece, quer ser respeitado.
LCB




"Disseram para o pessoal ficar em casa, mas saíram todos para a rua" 1974 Abril
 Faz sentido.

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Amália Rodrigues - Grandola Vila Morena ( Central da cerveja Lisboa 6 de Outubro de 1974. Discussão com Pedro Jordão)

Outro registo de muito valor 



No dia 6 de Outubro de 1974 todo o país se prontificou a oferecer um dia de trabalho voluntário para a Revolução. Toda a gente aderiu e os artistas, necessariamente, também. Amália Rodrigues foi cantar à Central de Cervejas de Lisboa. Depois de interpretar, entre outras coisas, uma versão do "Grândola, Vila Morena" absolutamente estonteante (aquilo parecia quase a "Casta Diva" da Norma, tal as grandes linhas em legato, o clima sonhador, o carácter lírico**) recebeu - obviamente - uma tremenda ovação. Há então uma vozinha que se eleva no meio da multidão... a achar mal a ovação. Era a vozinha de um tal Pedro Jordão*, ilustre desconhecido. Mas a Amália quis saber por que é que ele discordava do aplauso e foi falar com ele. Bem, embrenharam-se os dois numa discussão monumental. É material verdadeiramente histórico, que ilustra uma fase política do país, uma fase na vida da Amália, e, infelizmente, tira do pó total do esquecimento um zé-ninguém da música portuguesa.
http://valkirio.blogspot.com/2011/10/sociedade-central-de-cervejas.html


 *Pedro Jordão não é um desconhecido
**   Há interpretações bem melhores a começar pela  original, a  do Zeca Afonso.

Mlehor do que falecer (Episodio 10) - Maria do Céu Guerra interpreta texto de Ricardo Araújo Pereira

A gente agora fala, fala, fala, mas não diz nada. 






Conta  Ricardo Araújo Pereira :

"Quando a contactei ( Maria do Céu Guerra) ainda não tinha o sketch escrito, só duas ou três ideias, e disse-lhas por telefone, qualquer coisa do género: “olhe, queria que fizesse uma personagem. Aquilo é mais ou menos a minha avó.” Disse isto embora houvesse coisas em que não era a minha avó; não havia a violência doméstica, mas havia a nostalgia do tempo do Salazar, o “ao menos havia respeito”, que não é exactamente fascista. A minha avó era aquilo, mais ou menos. Foi isso que disse à Maria do Céu Guerra:” isto vai dar no dia 25 de Abril e talvez fosse divertido fazer uma senhora cuja postura é: «o fascismo usava-se, tal como as calças à boca de sino»”.

Leia mais em:
https://shifter.sapo.pt/2016/12/ricardo-araujo-pereira-entrevista/

Programa Riso e Ritmo -1966- Amália Rodrigues

 Este vídeo  é uma preciosidade,
Achei pertinente  publicá-lo aqui, no dia  em que se festejam  os 45 anos do 25 de Abril .    


" É um tribunal de opinião pública" ( 1966)



 Amália diz que cantou Guerra Junqueiro.
 

Nada do que  se afirma neste artigo retira à fadista a intenção,  coragem e o mérito de ter trazido poesia erudita para o fado no contexto social e político da época. ) http://visao.sapo.pt/jornaldeletras/musica/amalia-nunca-cantou-guerra-junqueiro=f541749

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Democracia à portuguesa


"sexta-feira, 25 de abril de 2014


A democracia portuguesa teve início a 25 de Abril de 1974 e, 40 anos depois, há quem diga que  ainda está em construção… Pois não falta por aí quem lhe queira retirar o alvará e embargar obra. "
LCB

segunda-feira, 25 de abril de 2016

25 de Abril e Liberdade de Expressão

O 25 de Abril foi muito importante, porque sem ele não haveria facebook, blogues e afins .... a possibilidade de dizer BODEGAS como esta, ou outra completamente diferente.
A quantidade de coisas que hoje se podem dizer é quase infinita, se exceptuarmos a LEVE CENSURA do política e socialmente correcto, daquele(s) e daquela(s), etc. .........(por aí adiante que agora estou sem paciência ) .
Tenho o direito de pensar e escrever que tamanha LIBERDADE reduz a EXPRESSIVIDADE. A quantidade raramente gera qualidade, menos é mais, quanto menos, melhor .
Ou seja: tudo que o cada um de nós diz ( e somos muitos ) rindo ou chorando, com ou sem cravo na mão, mesmo que seja do agrado de vários outros, não serve o conjunto que é o povo português .
Se a LIBERDADE DE EXPRESSÃO é sempre fundamental, convém não a desbaratar, desvirtuando-a. Há momentos em que ela é crucial para unir as pessoas, devolver ao povo ( que somos todos , embora alguns se julguem ..."sei lá!") essa força que ele, em democracia, confiou ao poder politico.
Ora não é verdade que há tanto tempo atravessamos momentos desses? Atrevo-me, porque posso, a perguntar.
LCB

domingo, 28 de abril de 2013

Carmen Souza canta " Os Bravos" de Zeca Afonso

Carmen Souza é uma cantora e compositora,  nascida em Lisboa em 1981 numa família cabo-verdiana. (https://www.facebook.com/carmensouzaofficial)




Arranjo- Carmen Souza e Theo Pas'cal
Carmen Souza - Voz
Theo Pas'cal -Contrabaixo
Jonathan Idiagbonya - Piano
Sebastian Scheriff - Percursão




Os Bravos
Eu fui à terra do bravo
Bravo meu bem
Para ver se embravecia
Cada vez fiquei mais manso
Bravo meu bem
Para a tua companhia

Eu fui à terra do bravo
Bravo meu bem
Com o meu vestido vermelho
O que eu vi de lá mais bravo
Bravo meu bem
Foi um mansinho coelho

As ondas do mar são brancas
Bravo meu bem
E no meio amarelas
Coitadinho de quem nasce
Bravo meu bem
P'ra morrer no meio delas


Zeca Afonso

sábado, 27 de abril de 2013

João Pedro Pais canta " Vejam Bem" de Zeca Afonso

Introdução: "Verdes Anos" de Carlos Paredes
Brilhante!




Vejam bem
Que não há
Só gaivotas
Em terra
Quando um homem
Se põe
A pensar

Quem lá vem
Dorme à noite
Ao relento
Na areia
Dorme à noite
Ao relento
Do mar


E se houver
Uma praça
De gente
Madura
E uma estátua
De febre
A arder


Anda alguém
Pela noite
À procura
E não há
Quem lhe queira
Valer

Vejam bem
Daquele homem
A fraca
Figura

Desbravando
Os caminhos
Do pão


E se houver
Uma praça
De gente
Madura
Ninguém vai
Levantá-lo
Do chão


Vejam bem
Que não há
Só gaivotas
Em terra
Quando um homem
Se põe
A pensar


Quem lá vem
Dorme à noite
Ao relento de areia
Dorme à noite
ao relento do mar


Zeca Afonso

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Fausto Bordalo Dias e José Afonso -Não canto porque sonho

Do álbum "P'ro que der e vier", letra de Eugénio de Andrade e música de António Pedro Braga e Fausto Bordalo Dias.




Não canto porque sonho.
Canto porque és real.
Canto o teu olhar maduro,
teu sorriso puro,
a tua graça animal.

Canto porque sou homem.
Se não cantasse seria
mesmo bicho sadio
embriagado na alegria
da tua vinha sem vinho.

Canto porque o amor apetece.
Porque o feno amadurece
nos teus braços deslumbrados.
Porque o meu corpo estremece
ao vê-los nus e suados.


Eugénio de Andrade

Cristina Branco canta "Menino d'oiro" de Zeca Afonso ( letra e música)



O meu menino é d'oiro
É d'oiro fino
Não façam caso que é pequenino
O meu menino é d'oiro
D'oiro fagueiro
Hei-de levá-lo no meu veleiro.



Venham aves do céu
Pousar de mansinho
Por sobre os ombros do meu menino
Do meu menino, do meu menino
Venha comigo venham
Que eu não vou só
Levo o menino no meu trenó.

Quantos sonhos ligeiros
p'ra teu sossego
Menino avaro não tenhas medo
Onde fores no teu sonho
Quero ir contigo
Menino de oiro sou teu amigo

Venham altas montanhas
Ventos do mar
Que o meu menino
Nasceu p'r'amar
Venha comigo venham
Que eu não vou só
Levo o menino no meu trenó.

O meu menino é d'oiro
É d'oiro é de oiro fino ....

Venham altas montanhas
Ventos do mar ....

quarta-feira, 24 de abril de 2013

De Abril , canções mil..... Há uma música do povo

Por estes dias  publicarei, principalmente, interpretações de canções portuguesas  de que gosto especialmente , cujos autores ou/e letras  foram  marcantes no panorama  musical, político e social  pós 25 de Abril de 1974. Tentarei mostrar que a música  dessa época não se resume às canções de intervenção e que, por outro lado, há hoje em dia quem, nesta área,  recrie, modernize, promova e dignifique magistralmente os conteúdos originais , sem revivalismos e nostalgias que  me parecem estéreis.  Realmente a música e a poesia são linguagens universais, para todos e de todos. As emoções e sensação de bem- estar  que provocam permanecem  ao longo dos tempos e  são independentes de conjunturas polítco-económicas e socais. 


Hoje,  24 de Abril de 2013, começo com " Há uma música do povo" adaptação do poema de Fernando Pessoa que transcrevo na íntegra. A música é de  Mário Pacheco, filho do guitarrista António Pacheco que acompanhou alguns dos maiores fadistas portugueses ( estou a lembrar-me  de Hermínia Silva com o seu célebre  "anda Pacheco!").
Esta  melodia é normalmente cantada como fado, sendo muito conhecida a versão de Mariza. 

 O arranjo e trompete  de João Moreira são belíssimos e a  interpretação de Paula Oliveira, cheia graves e profundidade, arrepia. Recriação em jeito de jazz que envaidece a enorme alma portuguesa.     

*24/4/2019 - o vídeo foi cortado ...resta o solo de trompete de João Moreira.  



Há uma música do povo
Há uma música do povo,

Nem sei dizer se é um fado

Que ouvindo-a há um ritmo novo

No ser que tenho guardado...

Ouvindo-a sou quem seria

Se desejar fosse ser...

É uma simples melodia

Das que se aprendem a viver...



E ouço-a embalado e sozinho...

É isso mesmo que eu quis ...

Perdi a fé e o caminho...

Quem não fui é que é feliz.



Mas é tão consoladora

A vaga e triste canção ...

Que a minha alma já não chora

Nem eu tenho coração ...



Sou uma emoção estrangeira,

Um erro de sonho ido...

Canto de qualquer maneira

E acabo com um sentido! 


Fernando Pessoa

quarta-feira, 25 de abril de 2012

E VOCÊ? ONDE ESTAVA NO 25 DE ABRIL?

GRÂNDOLA VILA MORENA: SARA TAVARES E JOEL XAVIER


25 de Abril de 1974: investigação feita por quem nasceu 25 anos depois....


25 Abril de 1974


O 25 de Abril é uma data muito importante para a sociedade portuguesa, sabem porquê? Não sabem? Então eu passo a explicar!
O 25 de Abril foi o dia em que o nosso país se alterou todo! O povo português fez esta revolução porque não estava contente com o governo de Marcelo Caetano que seguiu a política de Salazar (o Estado Novo), que era uma ditadura. Esta forma de governo sem liberdade durou cerca de 48 anos (pesquisei no Google, não fazia a menor ideia)! Nós estávamos atrasados em relação aos outros países da europa em democracia, porque nos outros países não se estavam a fazer estas greves e revoluções.
Esta é a minha explicação quanto ao 25 de Abril.
                                                                                                    
Assina: Pedro ACBQ (futuro Presidente da República)