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terça-feira, 15 de dezembro de 2020

Rui Veloso - Chico Fininho ( concerto acústico )

 Ultimamente tenho ouvido muito este concerto.
 Gosto imenso desta versão de Francisco Subalimentado ( como lhe chamou Tony Silva, o criador de toda a música ró.). É mais redonda.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

A Ilha- Rui Veloso / Carlos Tê





Fiz-me ao mar com lua cheia
A esse mar de ruas e cafés
Com vagas de olhos a rolar
Que nem me viam no convés
Tão cegas no seu vogar

E assim fui na monção
Perdido na imensidão
Deparei com uma ilha
Uma pequena maravilha

Meio submersa
Resistindo à toada
Deu-me dois dedos de conversa
Já cheia de andar calada

Tinha um olhar acanhado
E uma blusa azul-grená
Com o botão desapertado
E por dentro tão ousado
Um peito sem soutien

Ancoramos num rochedo
Sacudimos o sal e o medo
Falámos de música e cinema
Lia fernando pessoa
E às vezes também fazia um poema

E no cabelo vi-lhe conchas
E na boca uma pérola a brilhar
Despiu o olhar de defesa
Pôs-me o mapa sobre a mesa

Deu-me conta dessas ilhas
Arquipélagos ao luar
Com os areais estendidos
Contra a cegueira do mar
Esperando veleiros perdidos

 Carlos Tê

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Rui Veloso | Máquina Zero

 Este vídeo é uma preciosidade.
 Sobre ele escreve Nana Sousa Dias :

"Isto foi em 1983 e não em 1993. Além do Rui Veloso, está o Paleka (bateria), Manuel Paulo (teclados), Manuzé (baixo), Luís Moreira (trompete) e eu (saxofone tenor). A gravação deste vídeo foi só rir! Até o representante da editora (Valentim de Carvalho) , o David Ferreira, foi obrigado a participar pois era o único que tinha umas calças largas que caíam sozinhas, o resto da malta estava de jeans. As calças que se vêem a cair aos pés, são do David..."

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Rui Veloso / Nancy Vieira "Canção de alterne"

Completamente emocional.... impossível não sentir...que bonito!


Neste vídeo  aparecem também Luís Jardim, Carlos Tê ( autor da letra da canção) e, julgo que, Bernardo Sassetti ao piano.


Pára de chorar
E dizer que nunca mais vais ser feliz
Não há ninguém a conspirar
Para fazer destinos
Negros de raiz
Pára de chorar
Não ligues a quem diz
Que há nos astros o poder
De marcar alguém
Só por prazer
Por isso pára de chorar
Carrega no batom
Abusa do verniz
Põe os pontos nos Is
Nem Deus tem o dom
De escolher quem vai ser feliz

Pára de sorrir
E exibir a tua felicidade
Só por leviandade
Se pode sorrir assim
Num estado de graça
Que até ofende quem passa
Como se não haja queda
No Universo
E a vida seja moeda
Sem reverso
Por isso pára de sorrir
Não abuses dessa hora
Ela pode atrair
O ciúme e a inveja
Tu não perdes pela demora
E a seguir tudo se evapora


Carlos Tê