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quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Luís Trigacheiro - "As Mondadeiras"

 Alma



Eu aprendi a cantar

Lavrando em terra molhada

Lá na solidão do campo

Pensando em ti, minha amada

 

As mondadeiras cantando

Suas penas, seus amores

Não cantam, estão rezando

Num altar cheio de flores

 

Num altar cheio de flores

Cada uma é um desejo

Os anjinhos são pastores

A capela o Alentejo

 

As mondadeiras cantando

Suas penas, seus amores

Não cantam, estão rezando

Num altar cheio de flores


quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Rusga de Godinhaços

Godinhaços é uma freguesia do concelho Vila Verde.
Um destes dias vou descobrir quem toca assim. Vou, vou.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

A Moda do Entrudo

( pr'animar)

"Eu quero ir para o monte
Eu quero ir para o monte
Onde não veja ninguém
Que no monte é qu'eu estou bem"



*Música Tradicional Portuguesa, da Beira Baixa , Castelo Branco. Era cantada ao som de Adufes. 

sábado, 8 de setembro de 2018

Eu hei-de dançar, de dia ao sol, de noite ao luar

  É uma família Minhota, sim, senhores.


" Não podeis ouvir as concertinas e as castanholas, que ficais logo todas excitadas!"
Pois é.

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Cantadeiras do Rancho da Casa do concelho de Ponte de Lima em Lisboa - "Joaninha"

  (Tema tradicional da freguesia de Estorãos,  concelho de Ponte de Lima,  Minho, Portugal)





Ó Joana, minha Joaninha,

És pequena mas és jeitosinha,

Mas és jeitosinha, mas és jeitosinha,

Ó Joana, minha Joaninha.



Ó Joana, minha Joaneira,

 És pequena mas és feiticeira,

Mas és feiticeira, mas és feiticeira,

Ó Joana, minha Joaneira.



Ó Joana, minha Joanada,

És pequena mas és estabanada,

 Mas és estabanada, mas és estabanada,

Ó Joana, minha Joanada.



terça-feira, 19 de dezembro de 2017

A Moda Mãe - Ao passar da ribeirinha

 Fala quem sabe:
" O que dizer do desafio(...) em que o  primeiro começa a moda num tom muito alto para desafiar o segundo a aguentar-se depois no alto!. E não é que o magano do jovem se aguentou muito bem?"


  Vozes de António Caixeiro, Luís Caixeiro, Bernardo Emídio, José Emídio

sábado, 4 de novembro de 2017

Miguel Poveda- "Triana, puente y aparte"

     

"Esto lo tiene todo, alegria, magia, salero, misterio, desbordamiento.... "



(Vendo estas e outras as imagens , assistindo ao vivo , lendo textos como este , reparando na polémica que tantas vezes  ambos suscitam ,   pode pensar-se  que  o Flamenco-Baile- Espanha e  o  Cantar ao Desafio do Alto Minho-Portugal , são formas de expressão cultural e regional  da Península  Ibérica com muitos pontos comuns.) 


"Os primeiros registros da presença cigana na Espanha são do século XV. Os documentos falam de um povo colorido e alegre que havia chegado do oriente. Contrastavam com os espanhóis vestidos em negro, em uma época em que os corantes eram artigo de luxo e foram o principal produto de uma grande colônia dos reinos ibéricos: o Brasil.

Por volta de 1740, os ciganos chegaram em Sevilha, cidade separada pelo rio Guadalquivir. Foram assentados fora dos muros da cidade, depois de sua margem direita, no bairro chamado Triana. Apesar da separação física, tornou-se uma população integrada aos não-ciganos. Trabalhavam como ferreiros, açougueiros e exerciam tantos outros trabalhos importantes para a cidade.


Era um povo pobre, mas pacífico e muito unido. Em suas casas, cortiços e assentamentos de clãs diversos o que prevalecia era a generosidade.
Era também um povo muito alegre. Ali nasceram muitos dos principais bailaores flamencos de Sevilha, que formaram um bailado dentro de sua própria casa e nos pátios, com amigos e vizinhos. Ali, o flamenco era circular, e não de palco. Com participantes, e não expectadores. Era um bailado de força, graça, comicidade e provocação sexual. Em Triana, o flamenco era celebração e festa com improviso, longe das questões comerciais que marcam os belíssimos shows que vemos hoje em dia, cheios de ensaios, cenários e figurinos.
 ( ver mais em https://caravanadovento.wordpress.com/2014/11/09/triana-que-um-dia-foi-um-bairro-cigano)

domingo, 1 de maio de 2016

O gato remeumeu ( interpretado pelas Cantadeiras do Vale do Neiva) , a minha minha Mãe e eu...

 Também devo à minha Mãe o facto me ter posto a ouvir música, praticamente, desde o dia em que nasci. Foi marcante, moldou muito a minha personalidade, não tenho dúvida.

 Fui educada no
 interior do Minho.  Vivíamos em Freixo, uma terra com dois largos : o da Igreja (muito perto estava a escola primária) e o da Feira, à volta do qual havia uma "Casa do Povo", casas como a nossa, uma farmácia, duas mercearias, alguns (nessa altura talvez dois ), cafés, talho, loja de ferragens, relojoaria e pouco mais... Aí havia feira de quinze em quinze dias e paravam as "carreiras" que mais tarde nos levariam, aos que continuaram a estudar,  para a escola em Ponte de Lima e liceu em Viana do Castelo (nessa altura já só ia a casa  uma vez por semana.)
De vez em quando passava por lá a carrinha da Biblioteca Itenerante ( grande Gulbenkian!)
Lembro-me de não haver luz eléctrica na aldeia.

O rádio ficava todo o dia ligado ao pé do berço. Sempre houve música por todo o lado, até na casa de banho.
 O meu Pai era mais para os livros. Sendo "duro" de ouvido ,dizia que  tocava campainha muito bem... No entanto era engenhocas , gostava de máquinas e também deste ambiente, que era alegre, lúdico e pedagógico. Colaborava, arranjando boas e modernas "aparelhagens", mandando vir colecções musicais pelo correio.... Sem ele e o seu engenho nada teria sido possível.
Mas é à minha Mãe e à sua sensibilidade musical que devo (e os meus irmãos também) não só o gosto, mas também a curiosidade por variadíssimos tipos de música e sonoridades.

Vêm-me à memória as viagens de carro para a praia em que, muito pequenos, todos cantávamos e só eu desafinava... A minha Mãe fazia-me tomar consciência disso, deixando-me fula, é claro, mas também me ensinava e emendava. Água mole em pedra dura "taratara" , um dia deixei de estragar o coro da ida à praia ( ó que bonita!), ou o "coiro" passou a coro....

 E não me esqueço das cassettes que mais tarde lhe gravava para o carro, depois de horas, dias, de selecção cuidadosa . Durante anos houve essa " brincadeira" entre nós...

Uma das canções que cantávamos ,embora de forma ligeiramente diferente e pior com certeza mas, pelo menos, a duas vozes ( depois... já não sei se era a Mãe quem fazia o "rabo"), era esta :






LCB

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Delfim Jr e Danilo di Paolonicola, Campeão do Mundo de Concertina -

Delfim Júnior ( à direita) e Danilo di Paolonicola ,um Italiano  que é, pela sexta vez, o Campeão do Mundo de Concertina, juntaram-se e t(r)ocaram música. Neste espectáculo ( que só tem um defeito : na minha opinião a bateria é não só  perfeitamente escusada,  mas até prejudicial),  o  Italiano acompanha o Português na "Rosinha",  tema tradicional  minhoto, que desconhecia.  "Birou"!
  


 Pois é... filho de peixe sabe nadar.


 E do Pai Delfim muito há a mostar . Merece página especial, um dos melhores cantadores e tocadores de concertina do Alto Minho, Arcos de Valdevez. Lá chegarei.

terça-feira, 7 de julho de 2015

O Povo Que Ainda Canta - Alto Minho

 É de muito  valor o programa, de Tiago Pereira, que passa na RTP2.
  Obviamente o 14º episódio tem, para mim, um sabor especial. 


sábado, 13 de junho de 2015

Quem diria!


 Eu , do Minho natural, encontrei esta imagem, publicada  na revista Sábado de hoje,  que relata sucintamente a primeira edição  das Marchas Populares de Santo António de Lisboa.   

 Aproveito  para mostrar  um  tema tradcional da minha terra onde,  além da melodia e do intrumental, destaco as quadras que são cantadas, a afinação( aconselho o uso de auscultadores) e as imagens de alguns dos trajes regionais minhotos. Ah! e a alegria é tão óbvia, que só não sente quem não quer. 

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Senhora da Boa Morte pela Escola de Cordas da Correlhã

 Sim, foi o Cante Alentejano que foi declarado património de Humanidade. Fico contente, claro, é  bom para Portugal, aprendi imenso nestes últimos dias.
No Minho e noutras regiões de Portugal  há cantares,  tocares, dançares  fabulosos , alguns dos quais  já tenho publicado nestas bandas.... o que não há , parece,  é interesse real das  instituições em promove-los. Que pena!
Aqui fica mais uma amostra.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Danças e cantaes do Minho- Cantadeiras do Vale do Neiva

  Nem só de concertinas, chulas e viras é feito o folclore  minhoto. Nesta região canta-se muito e bem , de forma muito própria. Vulgarmente desvalorizados,  como se tratassem de  gritos e vozes esganiçadas, os cantares do Minho são afinadíssimos nos seus tons agudos e ricos nas palavras. Pena é que não sejam mais divulgados ( ao contrário do que acontece  relativamente ao que se canta noutras regiões, nomeadamente o Alentejo) e que, pela  internet fora, pululem vídeos de registo de som e imagem de péssima qualidade. É uma coisa que me custa a compreender . 
Por isso,  hoje publico um belíssimo  filme realizado há muitos anos .
 Nas palavras de José  Luís da Rocha Paris  a quem agradeço esta oportunidade " Este vídeo (...)foi filmado em Vila Praia de Ancora há muitos anos pelo menos 15 anos. Mesmo 17 anos. Por um lado foi Jean-Pierre Bertrand quem o filmou e por outro lado eu próprio. Infelizmente nessa altura a minha câmera que era muito boa não chegava para dar toda a luz a essas cantadeiras do Neiva"
 




Mas  as Cantadeiras do Vale do Neiva existem ainda hoje e, na minha opinião, são um dos melhores grupos de cantares do Minho da actualidade.

sábado, 22 de março de 2014

Domingos Pereira Mendes, José Manuel Silva e Manuel da Soalheira - "Desgarrada"

A Música Portuguesa A Gostar Dela Própria: um projecto  brilhante.
Na senda do folclore minhoto mais uma desgarrada, ou cantar ao desafio.
 Um filme que prima pela  intenção, cuidado da realização, qualidade do som , linguagem "contida"e boa dicção dos cantadores-personagens. Além disso, ou talvez por isso, tem graça.
É, na minha opinião, uma amostra especialmente interessante, que documenta bem esta forma de expressão musical  tão característica do Alto Minho.
 Ó i ó ai ..."Assim a tradição não morre, isto faz parte da cultura que temos no nosso País".
   
      Domingos Pereira Mendes, José Manuel Silva e Manuel da Soalheira - "Desgarrada" from MPAGDP on Vimeo.

Instrumentos
Voz e Acordeão

Gravado em Pevidém, Guimarães, Braga, Norte (Ave)
Março de 2011

Realização: Tiago Pereira
Som: Sara Morais

sexta-feira, 21 de março de 2014

Desafios ( trailer)

Excerto do  documentário de "Ao NORTE". Até agora, foi só o que encontrei. Bem  que gostava de ver o filme completo! 


Desafios - Trailer from Ao Norte on Vimeo.

SINOPSE
A tradição das cantigas ao desafio tem uma grande importância no Alto Minho. São uma forma de crítica em verso, em que o cantador ataca o seu par até um deles não ter resposta e se dar por vencido. Há festas, romarias e convívios que não dispensam a concertina e os cantadores.Desafios traz-nos o mundo das cantigas ao desafio através da intervenção de alguns dos mais conhecidos cantadores do Alto Minho, onde se destacam Delfim e Carminda, de Arcos de Valdevez, José Cachadinha, de Ponte de Lima, Armando Marinho, de Ponte da Barca e Augusto Canário, de Viana do Castelo.

FICHA TÉCNICA
realização: Carlos Eduardo Viana;
produção: Associação AO NORTE, para o Museu do Traje de Viana do Castelo;
produção executiva: Rui Ramos; direção financeira: António Passos;
imagem: Nuno Cristino Ribeiro com Joaquim Gomes, João Gomes, Nuno Santiago e Eurico Barros;
som: Alexandre Martins com André Cardoso e Carlos Portela:
montagem: António Soares; pós-produção áudio: Miguel Arieira;
correção de cor: Carlos Filipe Sousa;
intervenientes: Armando Marinho (cantador), Delfim Amorim (cantador), Artur Fernandes (músico), José Cachadinha (cantador), Arnaldo Saraiva (professor e escritor), Abílio Sá Lima (radialista), Augusto Canário (cantador) e Carminda Amorim (cantadeira); outros cantadores: Irene Passos, de Vila do Conde, Irene, de Gaia, José Manuel, do Vale, Maria Celeste, de Ponte da Barca, Rosa Maria, de Ponte da Barca, Carlos Ribeiro, de Guimarães, Naty, de Póvoa de Lanhoso e Soalheira, de Guimarães.

(HD, 83’, 2013)