É, você que é feito de azul,
Me deixa morar nesse azul,
Me deixa encontrar minha paz
Você que é bonito demais
Se ao menos pudesse saber
Que eu sempre fui só de você
Você sempre foi só de mim.
Piano: Cesar Camargo Mariano
Esta vida tem de tudo. Escrevo sobre o que vejo, o que sinto, o que me interessa, sobretudo se e quando me apetecer. Se me lembrar, posso até contar a história do sobretudo que perdi num dia em que estava mesmo na lua...
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sexta-feira, 2 de agosto de 2019
Só Tinha de ser com voce - Elis Regina & Tom
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Luísa Castelo-Branco
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sexta-feira, agosto 02, 2019
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domingo, 10 de março de 2019
Elis Regina- Águas de Março
Estamos em Março. Por cá , diz o ditado, águas mil só em Abril ... Há porém outras águas que se nos escorrem sempre que a vida quiser.
O que Elis Regina canta, desta forma tão bonita, é o cansaço escrito magistralmente por Tom Jobim.
Disse Thereza Hermmany ( sua primeira mulher) que os primeiros versos de " Águas de Março“ surgiram (...) assim como quem está cansado mesmo (...) Quer dizer: foi uma música que surgiu numa hora em que ele estava querendo descansar"
Escrita em 1972 , Águas de Março, é considerada uma das melhores composições brasileiras de sempre.
Esta é a interpretação de que mais gosto: como que em contra-senso ("é a vida, é o sol / é a noite , é a morte"), Elis começa quase inexpressiva, passando a seguir pela tristeza e o desânimo e termina a sorrir e a rir.
Beleza.
O que Elis Regina canta, desta forma tão bonita, é o cansaço escrito magistralmente por Tom Jobim.
Disse Thereza Hermmany ( sua primeira mulher) que os primeiros versos de " Águas de Março“ surgiram (...) assim como quem está cansado mesmo (...) Quer dizer: foi uma música que surgiu numa hora em que ele estava querendo descansar"
Escrita em 1972 , Águas de Março, é considerada uma das melhores composições brasileiras de sempre.
Esta é a interpretação de que mais gosto: como que em contra-senso ("é a vida, é o sol / é a noite , é a morte"), Elis começa quase inexpressiva, passando a seguir pela tristeza e o desânimo e termina a sorrir e a rir.
Beleza.
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Luísa Castelo-Branco
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domingo, março 10, 2019
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sexta-feira, 30 de março de 2018
Elis Regina - Se eu quiser falar com Deus ( Gilberto Gil)
Sentir..........
Se eu quiser falar com Deus
Tenho que ficar a sós
Tenho que apagar a luz
Tenho que calar a voz
Tenho que encontrar a paz
Tenho que folgar os nois
Dos sapatos, da gravata
Dos desejos, dos receios
Tenho que esquecer a data
Tenho que perder a conta
Tenho que ter mãos vazias
Ter a alma e o corpo nus...
Se eu quiser falar com Deus
Tenho que aceitar a dor
Tenho que comer o pão
Que o diabo amassou
Tenho que virar um cão
Tenho que lamber o chão
Dos palácios, dos castelos
Suntuosos do meu sonho
Tenho que me ver tristonho
Tenho que me achar medonho
E apesar de um mal tamanho
Alegrar meu coração...
E se eu quiser falar com Deus
Tenho que me aventurar
Eu tenho que subir aos céus
Sem cordas prá segurar
Tenho que dizer adeus
Dar as costas, caminhar
Decidido, pela estrada
Que ao findar vai dar em nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Do que eu pensava encontrar!
Se eu quiser falar com Deus!
Se eu quiser falar com Deus
Tenho que ficar a sós
Tenho que apagar a luz
Tenho que calar a voz
Tenho que encontrar a paz
Tenho que folgar os nois
Dos sapatos, da gravata
Dos desejos, dos receios
Tenho que esquecer a data
Tenho que perder a conta
Tenho que ter mãos vazias
Ter a alma e o corpo nus...
Se eu quiser falar com Deus
Tenho que aceitar a dor
Tenho que comer o pão
Que o diabo amassou
Tenho que virar um cão
Tenho que lamber o chão
Dos palácios, dos castelos
Suntuosos do meu sonho
Tenho que me ver tristonho
Tenho que me achar medonho
E apesar de um mal tamanho
Alegrar meu coração...
E se eu quiser falar com Deus
Tenho que me aventurar
Eu tenho que subir aos céus
Sem cordas prá segurar
Tenho que dizer adeus
Dar as costas, caminhar
Decidido, pela estrada
Que ao findar vai dar em nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Do que eu pensava encontrar!
Se eu quiser falar com Deus!
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Luísa Castelo-Branco
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sexta-feira, março 30, 2018
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sábado, 13 de janeiro de 2018
"É muita dor, num é não?" ( Elis)
Quando olhaste bem nos olhos meus
E o teu olhar era de adeus
Juro que não acreditei
Eu te estranhei
Me debrucei
Sobre teu corpo e duvidei
E me arrastei e te arranhei
E me agarrei nos teus cabelos
Nos teus pelos
Teu pijama
Nos teus pés
Ao pé da cama
Sem carinho, sem coberta
No tapete atrás da porta
Reclamei baixinho
Dei pra maldizer o nosso lar
Pra sujar teu nome, te humilhar
E me vingar a qualquer preço
Te adorando pelo avesso
Pra mostrar que inda sou tua
Só pra provar que inda sou tua
Chico Buarque / Francis Hime
Quando olhaste bem nos olhos meus
E o teu olhar era de adeus
Juro que não acreditei
Eu te estranhei
Me debrucei
Sobre teu corpo e duvidei
E me arrastei e te arranhei
E me agarrei nos teus cabelos
Nos teus pelos
Teu pijama
Nos teus pés
Ao pé da cama
Sem carinho, sem coberta
No tapete atrás da porta
Reclamei baixinho
Dei pra maldizer o nosso lar
Pra sujar teu nome, te humilhar
E me vingar a qualquer preço
Te adorando pelo avesso
Pra mostrar que inda sou tua
Só pra provar que inda sou tua
Chico Buarque / Francis Hime
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quinta-feira, 16 de novembro de 2017
Elis Regina , Tom Jobim - Águas de Março
Excerto extraído do documento 'Programa Ensaio'('MPB Especial'), produzido pela TV Cultura com direção de Fernando Faro (1973).
Elis Regina( Pimentinha)
Tom Jobim( Maestro Soberano)
.....pedra.....caminho
.....toco.....sozinho
Tom Jobim
Elis Regina( Pimentinha)
Tom Jobim( Maestro Soberano)
.....pedra.....caminho
.....toco.....sozinho
Águas de Março
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol
É peroba do campo, é o nó da madeira
Caingá, candeia, é o Matita Pereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mão, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto, o desgosto, é um pouco sozinho
É um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto
É um pingo pingando, é uma conta, é um conto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manhã, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato, na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte, é uma febre terçã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol
É peroba do campo, é o nó da madeira
Caingá, candeia, é o Matita Pereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mão, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto, o desgosto, é um pouco sozinho
É um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto
É um pingo pingando, é uma conta, é um conto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manhã, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato, na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte, é uma febre terçã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
Tom Jobim
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Luísa Castelo-Branco
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sábado, 28 de janeiro de 2017
Elis Regina - Folhas Secas
Quando o tempo avisar
Que eu não posso mais cantar
Sei que vou sentir saudade
Ao lado do meu violão
Da minha mocidade
Que eu não posso mais cantar
Sei que vou sentir saudade
Ao lado do meu violão
Da minha mocidade
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Luísa Castelo-Branco
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sábado, janeiro 28, 2017
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terça-feira, 9 de fevereiro de 2016
Adoniran Barbosa e Elis Regina 1978 (completo)
Encontro de Adoniran Barbosa e Elis Regina.
Músicas: "Iracema", "Um samba no Bexiga" e "Saudosa Maloca".
Bar da Carmela
Bairro: Bixiga
Cidade: São Paulo
1978
Encontraram-se num Boteco ( o que eu gosto desta palavra...) do Bairro do Bixiga ( formado por emigrantes italianos e um dos mais tradicionais de São Paulo).
Tudo, mas tudo neste vídeo me emociona e faz sorrir: os lugares, a decoração, a época e ,sobretudo, os personagens... Enormes na sua simplicidade alegria , admiração mútua, empatia...
É pena que a conversa entre os dois se perca nas traduções necessárias para quem não fala Português, pois trata-se de um documento histórico absolutamente precioso para todos quantos têm interesse pelos costumes e pela música do Brasil.
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Luísa Castelo-Branco
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terça-feira, fevereiro 09, 2016
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domingo, 27 de maio de 2012
Elis Regina - "É Com Esse Que Eu Vou" -Ensaio - MPB Especial
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Luísa Castelo-Branco
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