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quinta-feira, 25 de abril de 2019

Mlehor do que falecer (Episodio 10) - Maria do Céu Guerra interpreta texto de Ricardo Araújo Pereira

A gente agora fala, fala, fala, mas não diz nada. 






Conta  Ricardo Araújo Pereira :

"Quando a contactei ( Maria do Céu Guerra) ainda não tinha o sketch escrito, só duas ou três ideias, e disse-lhas por telefone, qualquer coisa do género: “olhe, queria que fizesse uma personagem. Aquilo é mais ou menos a minha avó.” Disse isto embora houvesse coisas em que não era a minha avó; não havia a violência doméstica, mas havia a nostalgia do tempo do Salazar, o “ao menos havia respeito”, que não é exactamente fascista. A minha avó era aquilo, mais ou menos. Foi isso que disse à Maria do Céu Guerra:” isto vai dar no dia 25 de Abril e talvez fosse divertido fazer uma senhora cuja postura é: «o fascismo usava-se, tal como as calças à boca de sino»”.

Leia mais em:
https://shifter.sapo.pt/2016/12/ricardo-araujo-pereira-entrevista/

domingo, 7 de abril de 2019

Maria da Céu Guerra e Artur Semedo (Impossivel Evasão de Eduardo Geada , 1983 -, adaptação de um conto de Urbano Tavares Rodrigues)

  Dois actores brilhantes.

 "O vestido da mulher é como o arame farpado: protege a propriedade, mas deixa ver o material"
Extraordinária, esta frase. 

 Uma cena  que retrata certos usos e costumes das mulheres e dos homens num Portugal já... antigo (será?).
 Felizmente a tradição já não  é o que era : hoje em dia  há direitos, há tortos, há quem se deixe entortar , quem  se queira endireitar e.... assim. De resto, continua tudo na mesma - o que não é tradicional, quero dizer (e mesmo que o  fosse, porque não também?).  Depois, há sempre a tradição boa e a tradição má e a mais ou menos....
( nada disso, disse.) 

LCB