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quarta-feira, 8 de maio de 2019

Em Defesa das Serras da Peneda e do Soajo


O Parque Nacional da Peneda-Gerês é uma área protegida de Portugal, com autonomia administrativa, financeira e capacidade jurídica, criada no ano de 1971, no meio ambiente da Peneda-Gerês, pelo Decreto-Lei n.º 9/70 de 19 de Junho.
Único Parque Nacional em território Português, situa-se no extremo noroeste de Portugal, na zona raiana entre Minho, Trás-os-Montes e a Galiza. E, o seu perímetro territorial abrange todo o vasto território florestal que se estende desde a Serra da Peneda até a Serra do Gerês - daí a sua designação -, englobando ainda a Serra do Soajo e a Serra Amarela. Sendo recortado por dois grandes rios, o Rio Lima e Cávado.
É considerado pela UNESCO como Reserva Mundial da Biosfera.

É uma das maiores atracções naturais de Portugal, pela rara e 
impressionante beleza paisagística e pelo valor ecológico e etnográfico e pela variedade de fauna (íbex-ibéricos, corços, garranos, lobos, aves de rapina) e flora (pinheiros, teixos, castanheiros, carvalhos e várias plantas medicinais). Estende-se desde a serra do Gerês, a Sul, passando pela serra da Peneda até a fronteira espanhola
 

sábado, 29 de agosto de 2015

Tão actual

   No prólogo de "As Farpas" *,  que constitui uma análise social  de Portugal em 1871,  alude-se à Carta Constitucional de 1826 . O tema é introduzido assim:  

"Vamos rir, pois. O riso é uma filosofia. Muitas vezes o riso é uma salvação. E em política constitucional , pelo menos, o riso é  uma opinião."

*Folhetos satíricos escritos por Eça de Queirós e Ramalho Ortigão e, mais tarde, reeditados em livro pelo primeiro  com o título "Uma Campanha Alegre")

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

O mundo vai começar - Deputado Federal Chico Alencar - PSOL/RJ

O mundo vai começar - Deputado Federal Chico Alencar - PSOL/RJ



O mundo vai começar
Chico Alencar - O Dia - 20/12/2012

O mundo vai mesmo acabar em 2012? Como não há meteoro que vá nos destruir até o fim do ano, alguns explicam que terminará ‘este mundo’ e entraremos em outra etapa da Humanidade... Então, que tal aproveitar o embalo do ‘fim do mundo’ para pôr fim a tanta coisa ruim que existe à nossa volta e dentro de nós? 2013 só não vai acontecer para os que falecerem. Mas, assim como conforta acreditar na vida depois da morte, é preciso conferir se acreditamos na vida antes dela.

Uma regra para o bem viver é colocar a serenidade no lugar da ansiedade, a doença do século, que nos torna irritadiços e infelizes, querendo sempre mais do que nossos braços alcançam e nosso estômago pede. Vamos curtir o paladar do bem mastigado, controlando a voracidade.

Cuidado com isso de vida “normal”: é preciso não ser normal em demasia. É hora de abrir a inteligência, pois a visão crítica nos faz crescer. Coloquemos entusiasmo, alma, em tudo o que se fizer. Afinal, esperança não vem de esperar, mas de um verbo inventado por Paulo Freire, ‘esperançar’.

Todo exercício saudável, até de respiração, prepara melhor que uma obsessiva e vaidosa malhação. Não basta, porém, o preparo individual. Ao nosso lado está o Outro, a nos lembrar do necessário espírito coletivo. Para que todos tenham vez, é preciso praticar a gentileza e jogar fora a estupidez.

Reforcemos a simplicidade de ser, livres de toda empáfia. Será que é a TV quem nos assiste e o computador quem digita nossos caminhos? A relação presencial é mais rica do que a virtual. No mundo das máquinas, indaguemo-nos sempre: estou mesmo integrado à natureza, da qual me sei parte, ou não passo de um consumista, sem nenhuma arte? Saibamos concluir a construção desse mundo novo com o que tem o dom de transformar: nossa capacidade de amar.