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segunda-feira, 11 de março de 2019

Herman Enciclopédia - Baladeiro


Brilhariante!




"Boa noite companheiros, amigos, palhaços que estais aí nessas caravanas de circo que são as vossas casas. As crianças, dizia o poeta, são o fruto da seiva do amor, esse adocicado sémen que fez ninho no ventre da nossa C-O-M-P-A-N-H-E-I-R-A que deu flor. Mas que andamos hoje nós a dar às nossas crianças? Os dragónes Bóis e outros venenos que corroem estes cérebros de moleirinha entreaberta, qual concha prematuramente despojada da sua pérola. Mas eu, Epifânio companheiro, amigo, palhaço, prostituta desta esquina que é a vida, digo não! Não ao estupefaciente animal! Não  ao drograrei(?) as vacas malhoas. Onde estão os velhos baladeiros que fizeram de nós homens de Abril? Como podem os cravos não murchar nestes homens de amanhã? Só descongelando os velhos baladeiros e trazendo de volta para o pé das crianças, as crianças."

sábado, 29 de dezembro de 2018

Herman José - José Chunga

Desejo a todos continuação de tudo bem.



Há muitos anos atrás (!é sempre bom que o passado não se confunda com o futuro! ) o meu pai afirmou publicamente:

- Eu cá sou é da ordem da malta!
Começámos todos – excepto a minha mãe que, por ter nascido numa sexta feira-santa, dizia que não tinha sentido de humor- a rir , a rir , a rir perdidamente (eu, estupidamente, porque não percebi o trocadilho: sabia que de um país com esse nome. De resto, achava "malta" uma palavra cómica que associava a uma espécie de Portugal dos pequeninos , todos muito parecidos , a brincar aos grandes cavaleiros com a roupa dos pais; "ordem" estava relacionada com a forma avermelhada e cuspida que o meu professor de matemática arranjou para me dizer que eu tinha cara de parva e não percebia nada daquilo , obrigando-me a passar para a carteira da frente. Fiquei com a mesma cara.).



Sempre gostei muito de geografia, história, política-tenho até uma faceta protestante- e de fazer o bem: procuro realizar os interesses relacionados exclusivamente com a minha própria pessoa (e imprópria também), especialmente aqueles que dizem respeito à auto- motivação de mim mesma enquanto eu com letra grande. 


Assim é que anos depois à frente (!) da declaração passada atrás(!) do meu pai, posso afirmar que a ordem da malta é uma desorganização humanitária que me faz rir e por isso contribui muito para o bem-estar da pessoa humana que sou.
A malta não caímos, derivados à malta estar sempre em alta.



* derivado à dúvida que possa aparecer quanto aos erros ortográficos deste texto, esclareço que “derivado à” está correcto . Dizem que é uma figura de estilo, a do escritor António Lobo Antunes, o loboantunismo. Acrescentei aquele ”s” que faz toda a diferença, pois sou da ordem da malta, como o meu pai que também se chamava José.
LCB