quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Stacey Kent - close your eyes


Zygmunt Bauman - sobre os laços humanos, redes sociais, liberdade e segurança

Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, idealizador do conceito "modernidade líquida".
 A superficialidade das relações na pós modernidade , a manipulação dos meios de comunicação e a superficialidade das redes sociais.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

art of motion Talk: About Contemporary Pilates

Yes, this makes a lot of sense.
You must try to feel it.

Dexy's Midnight Runners Reminisce (Part Two)

"We were both 16, they were sweet, warm nights and it's a fond memory now. We decided we should adopt a song, a song that was current. She wanted "I'll Say Forever, My Love" by Jimmy Ruffin, I wanted it to be "Lola" by The Kinks(...)Well, she won. It was never really acknowledged but "I'll Say Forever" became the song."

"The overall theme of these columns has been the interplay between place, song and listener in acting as a

trigger for memories or impressions.The ability of music to do this is well known, a Proustian effect by which hearing even a snatch of a song can bring recognition of the past in a present moment(...)

(...)Songs, of course, aren’t usually written with this mind – they are, more likely, intended for the moment.

(...) The track here, however, Reminisce Pt 2 by Dexys Midnight Runners, takes a step back by being a song not primarily about a place but about memories –in this case, of a teenage love affair – recalled by songs of the time.This came from their 1985 album, Don’t Stand Me Down.(...)

There is, however, something troubling about this reminiscence – the date the song recalls and the tunes it is remembered by don’t match up. The words place the romance in the summer of 1969. However, the two songs in the running for the couple’s special tune, Lola by the Kinks andI’ll Say Forever My Love by Jimmy Ruffin, came from the summer of 1970(...)Likewise, the two songs played on the radio and by which Kevin Rowland remembers that summer - Wedding Bell Blues andLeaving On a Jet Plane – weren’t summer songs at all by the time they reached the UK. Wedding Bell Blues was an early Laura Nyro song, performed by her at the Monterey Festival in 1967, but the USA and UK hit was by the Fifth Dimension, reaching the UK charts in January 1970. Similarly, Peter, Paul and Mary’s version of Leaving On A Jet Plane was on the radio in the winter of 1969 and in the charts in early 1970.

(...)In a real sense, this doesn’t matter and could be poetic licence. This is a song, not a historical record, and there may be good reasons for the switch in year and telescoping songs over a period of time into one summer. (...)Perhaps, in the same way, a lost love is more appropriately remembered by I’ll Say Forever My Loverather than, say, by Middle of the Road and Chirpy Chirpy Cheep Cheep.
(...)Perhaps, too, it merely shows that memory is fallible though, in truth, both Leaving On A Jet Plane and Wedding Bell Blues do sound like summer songs. It is human for the mind to recast the past. It didn’t always snow at Christmas ; the first gig you went to wasn’t really the Sex Pistols at the 100 Club; and it wasn’t always a golden summer on Cromer beach. It only becomes dangerous if you go searching for a rewritten past and expect to find it in the present. This is an odd song.(...)It does make me think about the past though, and realise that the distance between now and this song is greater than between the song and the young love it describes. In the interplay of past and present it has itself become a marker along the way."
Read more in http://songsaboutplaces.blogspot.pt/2011/04/reminisce-part-2.html

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Keith Jarret "The Melody at Night, With You"- Be my Love


"The Melody at Night, With You is a  solo album by American pianist   Keith Jarret recorded at his home studio in 1998 and released on the ECM label in 1999. It was recorded during his bout with  chronic fatigue sindrome and was dedicated to Jarrett's second and then-wife, Rose Anne: "For Rose Anne, who heard the music, then gave it back to me".

In an interview in Time magazine in November 1999, he explained ″I started taping it in December of 1997, as a Christmas present for my wife. I'd just had my Hamburg Steinway overhauled and wanted to try it out, and I have my studio right next to the house, so if I woke up and had a half-decent day, I would turn on the tape recorder and play for a few minutes. I was too fatiqued to do more. Then something started to click with the mike placement, the new action of the instrument,... I could play so soft,... and the internal dynamics of the melodies... of the songs... It was one of those little miracles that you have to be ready for, though part of it was that I just didn't have the energy to be clever.″

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Féloche - Silbo

Il existe un endroit où les hommes parlent comme les oiseaux.
Sur l'île de La Gomera, on entend "el silbo" en écho.

Entre deux montagnes amarées aux nuages,
Un "guache" siffle pour s'inviter à dîner.

Au menu ? Un "mojo" piquant qui monte aux yeux.
Et, à nouveau, un sifflement pour se dire adieu.

A le voir crapahuter, le pied agile, les jambes arquées,
On ne le distingue dans l'argile que par le son de son sifflet.

La "lucha canaria" pour protéger son île,
"El silbo" pour braver la "Guardia civil".

C'est une île au paradis où les humains sifflent aussi.
Le plus beau chant du plus bel oiseau, c'est le silbo gomero.
C'est le silbo gomero.

La "guagua" escalade les jardins en escalier.
Sous le volcan d'la ballade, "el silbo" perce la fumée.

Et me voilà, petit géant, prêt à siffler dans le vent,
Les deux-trois mots que j'ai gardés s'envolent vers toi.
Gomero ! Bonifacio !

Le plus beau chant du plus bel oiseau, c'est le "silbo gomero".

- Silbo : sifflement en espagnol, langage sifflé de l'île de La Gomera (Canaries).
- Guache : berger de chèvre, goatherdsmen.
- Mocho : sauce à base d'ail et de cumin, accompagnant des pommes de terre.
- Lucha canaria : lutte canarienne, sport traditionnel.
- Guardia civil : force de police à statut militaire.
- Guagua : réseau de bus publics, appelés guagua Canaries (prononcé UAUA).

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Adília Lopes - Colorado? Claro?( Jornal o Público -Crónicas)

 Adília Lopes é uma  escritora , poetisa   imprevisível ,  dona de uma imaginação e cultura prodigiosas que lhe permitem abordar e estabelecer ligações entre "alhos e bugalhos" com um fio de raciocínio admirável.
 Nesta crónica , fala de cores , de pintores, da cópia , reprodução, clonagem, d
o lado bom e do lado mau da vida,  da sociedade cinzenta  em que vivemos e muito mais...
Junto  imagens  dos quadros mencionados,  The Umbrellas( Les Parapluies) de  Renoir e  "The Kiss"( "Der Kuss")  de Klint e  vídeos sobre a vida e obra  destes grande pintores.

Colorado? Claro? 
Segunda-feira, 17 de Junho de 2002

Penso que mostrar só o lado cor-de-rosa das coisas é pecar por omissão. Mas mostrar só o lado negro das coisas é pecar também e também por omissão. É preciso mostrar o lado ultravioleta e infravermelho. O lado verde, o lado azul, o lado branco. Gosto de ver. Não sou nada "voyeur" (o feminino deve ser "voyeuse"). Não há, é claro, perversão nenhuma nisto. Gosto de cores, de todas as cores. Do amarelo gritante, berrante, garrido, chilreante da casa em frente. E gosto de ver claramente visto e claramente vista. Gosto de participar e de ajudar.

Pierre-Auguste Renoir (1841-1919), o pintor impressionista, pai do realizador de cinema Jean Renoir, descobriu numa tabacaria o segredo da pintura. Entrou para comprar tabaco a pensar na pintura e nos seus problemas. O empregado mostrou-lhe duas caixas e perguntou-lhe:

- Colorado? Claro?

Renoir respondeu:

- Colorado! Claro!

Mas esta era a resposta à questão que o preocupava de facto: o que é a pintura? Renoir comprou as duas caixas de tabaco e saiu.

Conheço esta história em terceira mão. Vem em Inglês no livro "Renoir" de Colin Hayes, Spring Books, Londres, 1961, p.24. O autor diz que este episódio da vida de Renoir está relatado por Albert André na sua biografia do pintor, "Renoir", Paris, 1923. A terceira mão de que falo é o próprio Renoir a contar a história, vivida por si, a outra pessoa. Originalmente a história acontece com duas palavras espanholas: Colorado, Claro. Dois adjectivos que são também dois nomes próprios. Em Francês, com Renoir e Albert André, em Inglês com Colin Hayes e aqui em Português comigo mantém-se o Espanhol.

Não vale a pena dizer que os quadros de Renoir são lindos e que os devem ver e rever. Uma das coisas mais maravilhosamente democráticas deste meu tempo é haver chapéus-de-chuva com a reprodução estampada do quadro de Renoir "The umbrellas". A minha amiga e vizinha Maria da Luz comprou um chapéu destes em Viena. E ainda mais maravilhosamente democrático é ser cada vez mais fácil poder ir a Londres ver face a face o verdadeiro quadro de Renoir na National Gallery.

Conversar com Renoir face a face e tomar café com ele no café Danúbio como faço com a Maria da Luz seria fantástico. Acredito piamente que um dia, não muito longe, não muito perto, no tempo que há-de vir, no espaço prometido, isso terá lugar, acontecerá.

As reproduções de obras de arte fazem mais bem do que mal porque embora as adulterem e banalizem, familiarizam-nos com elas. Ponho aqui, no entanto, duas questões que me parecem fundamentais. Uma caixa de bombons Baci (quer dizer beijos em italiano) com a reprodução de "O beijo" de Klimt na tampa não são beijos: são bombons, são chocolate. E uma reprodução do quadro "O beijo" de Klimt não é o quadro "O beijo" de Klimt. Nunca estudei Biologia, mas sei que um clone de Klimt não pintará outra vez "O beijo". Sabemos que o único acontece uma vez e não se repete. E só há únicos. A reprodução fez sempre muita confusão. Cito J. L. Borges (texto intitulado "Tlön, Uqbar, Orbis Tertius" incluído no livro "Ficciones"), traduzo, "um dos heresiarcas de Uqbar declarou que os espelhos e a cópula são abomináveis porque multiplicam o número dos homens". Apetecia-me escrever muito mais sobre este assunto mas esta crónica já está com 3 788 caracteres. Tem no máximo 4 500 caracteres. Vou parar. Não quero meter o Rossio na Betesga.

Nem tudo são rosas. A par de mim e de tanta gente que se deleita com Renoir há os que não querem, não podem ou perderam a capacidade de se deleitar com Renoir. Há tempos, ao sair do Centro Comercial das Amoreiras, vinda da capela, um pobre, dos muitos que andam por lá à volta, veio ter comigo. Ia-lhe dar uma esmola, mas ele disse-me que não queria dinheiro. Pediu-me que lhe comprasse um croissant com queijo. Não valia a pena dar-lhe o dinheiro porque os seguranças não deixam entrar os maltrapilhos. Voltei atrás, comprei-lhe o croissant com queijo não sem pensar que podia ser um aldrabão que me estava só a gozar. Mas não. Vi-o comer o croissant. Conversámos mais. Passa ali o dia e também, é claro, não o deixam entrar para ir à casa de banho. Fiquei com a impressão de que era um pobre sério. Pus-me a pensar se o deixariam entrar no Centro Comercial das Amoreiras só para ir à capela. Provavelmente não. Isto escandalizou-me, horrorizou-me. Passei a frequentar a igreja de S. Domingos, ao Rossio, as marcas do fogo não foram apagadas e na porta principal há um cartaz discreto mas bem visível que diz "Assistência de emergência". Aí se dão em bom Português moradas e telefones para encontrar em Lisboa comida, abrigo, duche, trabalho, advogado, etc.

Não é fatal que a sociedade do bem-estar exija a sociedade do mal-estar. Mais do que não ser fatal, não é sensato. E é imoral.

O chapéu-de-chuva da Maria da Luz é Made in China, feito possivelmente por chinesas operárias pagas ao preço da chuva.
Adília Lopes

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

JP SImões- Inquietação ( original de José Mário Branco )

(...!!!!?,?,?,? : *****)
Só sei que esta coisa é que é  linda!|

A contas com o bem que tu me fazes
A contas com o mal por que passei
Com tantas guerras que travei
Já não sei fazer as pazes

São flores aos milhões entre ruínas
Meu peito feito campo de batalha
Cada alvorada que me ensinas
Oiro em pó que o vento espalha

Cá dentro inquietação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

Há sempre qualquer coisa que está pra acontecer
Qualquer coisa que eu devia perceber
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

Ensinas-me fazer tantas perguntas
Na volta das respostas que eu trazia
Quantas promessas eu faria
Se as cumprisse todas juntas

Não largues esta mão no torvelinho
Pois falta sempre pouco para chegar
Eu não meti o barco ao mar
Pra ficar pelo caminho

Cá dentro inqueitação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

Há sempre qualquer coisa que está pra acontecer
Qualquer coisa que eu devia perceber
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

Cá dentro inqueitação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Mas sei
É que não sei ainda

Há sempre qualquer coisa que eu tenho que fazer
Qualquer coisa que eu devia resolver
Porquê, não sei
Mas sei
Que essa coisa é que é linda

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Dianne Reeves - Hüsnü Şenlendirici - Bilal Karaman - Jazz Day

 Eh! Dombom -bumdé- bumdé - iadá ......

A música , linguagem universal da humanidade.
A voz, o mais completo dos instrumentos
Dianne Reeves, PRECIOSA  

Tango Du Jour of Arif Mardin.
Dianne Reeves (voice), James Genus (bass), Zakir Hussain (percussion), Hüsnü Şenlendirici (clarinet), Bilal Karaman (guitar), Terri Lyne Carrington (drums)

domingo, 8 de fevereiro de 2015


Mário Vargas Llosa   e o Herói Clandestino.
Yanaqué e Regioberto .
 O Peru , Barrancos, Pirua .
Francisco Salinas
César Moro

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Filipe Raposo - Em Fado

 E por que  daqui se via para ali e  uma coisa leva à outra.....
 Tudo isto é Fado, tudo isto é Alma.