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terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Incentivos à natalidade - Gato Fedorento


Note-se que este sketch, que satiriza uma certa mentalidade portuguesa, tem pelo menos 15 anos. 
Portugal é cada vez mais um país de velhos, o Estado não tem políticas de apoio à natalidade e, de acordo com estudos recentes, nem a imigração, que traz força de trabalho jovem e contribuiu bastante para o ligeiro aumento de nascimentos em 2025, consegue inverter a situacao. 





segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

Best of the Bottom Christmas Special | Bottom | Comedy Greats

Tenho pena de não conseguir publicar o episódio inteiro, o que com mais tempo não seria complicado.


*****Boas Festas ******



 


sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

Alexandre O’ Neill / Um Conto de Natal - Exercícios de auto-apoucamento ( com vista ao próximo Natal)

(  O culto da ironia.
Repetido, mas vale a pena reler. )

A ideia de há muito que o andava a desassossegar. Depois dos primeiros ensaios de auto-apoucamento, Valério conseguiu um primeiro grande resultado: meter-se todo, todinho, numa das pernas (por sinal, a esquerda) do par de calças de sarja que comprara nas Confecções Nilo por trezentos convidativos escudos. Com voz-de-dentro-de-calça chamou a mulher:

- Ó Quinhas anda ver!

Quinhas levou um susto ao dar com uma perna de calça sustentando-se em pé sem, aparentemente, homem lá dentro. Logo se refez para fingir que não era capaz de o encontrar:

- Mas onde é que se teria metido meu Lèrinho!

- Aqui, sua estúpida! – desabafou-abafou a voz de Valério.

Quinhas continuava a brincadeirinha apalpando a perna vazia e bichanando:

- Lèrinho, Lèrinho!

Quando Valério, por fim, se libertou da perna da calça e retomou o seu (natural) ascendente, trocaram prazenteiramente insultos como só os casais muito unidos sabem trocar.

Quinhas seguira os exercícios de auto-apoucamento de Valério. Este começara a enovelar-se pelos cantos da casa: passara de seguida aos gavetões da cómoda e acabara por ser encontrado numa das gavetas da mesa da cozinha. Dessa feita, Quinhas gritara. É que Valério saltara lá de dentro e avantajara-se brandindo aos urros um facalhaz.

- Que horror, querido, pareces um cossaco! – dissera Quinhas que, no autocarro dessa manhã, lera nas Selecções um artigo dum biólogo americano sobre cossacos.

E, então, solenemente, como só os casais muito amigos sabem fazer, combinaram logo ali que Valério, por mais apoucado e encafuado que estivesse, não pregaria sustos daqueles à sua Quinhas. E beijocaram-se, prazidos. Os exercícios de auto-apoucamento de Valério tinham um fim: preparar a grande surpresa para o Necas, quando ele viesse a férias pelo Natal. E vai daí – como o tempo corre! – o Necas veio. Valério considerou o filho com apreensão. Valeria a pena a surpresa? Necas estava tão grande! Aquela sombra no beiço, aquela voz do peito pontuada de estridulações…

- Ora, o Necas é ainda tão criança! – sossegou-o Quinhas.

Criança que era, o Necas só muito raramente acordava no meio do sono com as movimentações tardias que naquela casa estavam a ser o teor diário. Mas na véspera do Natal, o silêncio foi inesperadamente tão grande que o Necas passou toda a noite numa excitação que nem te digo. Coisas de crianças, coisas da quadra?

Ao levantar-se, pés nus, para ir ver o sapatinho, o Necas já ia a bordo dos patins que a mãe lhe prometera. Quando deu com o pai, apoucado, a acenar-lhe amigavelmente da amurada do sapato, Necas fugiu a procurar no regaço de Quinhas a verdadeira dimensão do seu horror:

- Sa…Sa…Saiu-me o…o… o pai no sa…sa…sapato! – soluuuuçava o órfão de vivo. E a mãe, ultrapassada pela reacção do Necas, consolava-o como ia podendo, prometendo-lhe que o pai voltaria a crescer, a crescer.



(Coord. de Vasco Graça Moura, Gloria in Excelsis, Histórias Portuguesas de Natal, col. Mil Folhas, Público)

Presente de Natal - João Gilberto


 ****! Bom Natal !****

 


Papai Noel me deu um bom presente de natal
Você embrulhadinha num papel monumental
Papai Noel me deu um bom presente de natal
Você embrulhadinha num papel monumental
Quem ganha boneca é menina eu sei
Mas eu sou menino e também ganhei
Não foi uma bola nem sequer um cavalinho
Mas foi você amor que veio então pra ser o meu benzinho
Cabeça de papel

terça-feira, 22 de dezembro de 2020

sábado, 21 de dezembro de 2019

***FELIZ NATAL ***

These are difficult tmes . We all need cookies, a lot of cookies and much more moments of joy and hapiness .
 !!**Merry Christmas **!!

 A Christmas Pageant in Sesame Street- Prairie Dawn production  

(Open the curtain:)




domingo, 17 de dezembro de 2017

Conto de Natal

A ideia de há muito que o andava a desassossegar. Depois dos primeiros ensaios de auto-apoucamento, Valério conseguiu um primeiro grande resultado: meter-se todo, todinho, numa das pernas (por sinal, a esquerda) do par de calças de sarja que comprara nas Confecções Nilo por trezentos convidativos escudos. Com voz-de-dentro-de-calça chamou a mulher:

- Ó Quinhas anda ver!

Quinhas levou um susto ao dar com uma perna de calça sustentando-se em pé sem, aparentemente, homem lá dentro. Logo se refez para fingir que não era capaz de o encontrar:
- Mas onde é que se teria metido meu Lèrinho!
- Aqui, sua estúpida! – desabafou-abafou a voz de Valério.
Quinhas continuava a brincadeirinha apalpando a perna vazia e bichanando:
- Lèrinho, Lèrinho!
Quando Valério, por fim, se libertou da perna da calça e retomou o seu (natural) ascendente, trocaram prazenteiramente insultos como só os casais muito unidos sabem trocar.
Quinhas seguira os exercícios de auto-apoucamento de Valério. Este começara a enovelar-se pelos cantos da casa: passara de seguida aos gavetões da cómoda e acabara por ser encontrado numa das gavetas da mesa da cozinha. Dessa feita, Quinhas gritara. É que Valério saltara lá de dentro e avantajara-se brandindo aos urros um facalhaz.
- Que horror, querido, pareces um cossaco! – dissera Quinhas que, no autocarro dessa manhã, lera nas Selecções um artigo dum biólogo americano sobre cossacos.
E, então, solenemente, como só os casais muito amigos sabem fazer, combinaram logo ali que Valério, por mais apoucado e encafuado que estivesse, não pregaria sustos daqueles à sua Quinhas. E beijocaram-se, prazidos. Os exercícios de auto-apoucamento de Valério tinham um fim: preparar a grande surpresa para o Necas, quando ele viesse a férias pelo Natal. E vai daí – como o tempo corre! – o Necas veio. Valério considerou o filho com apreensão. Valeria a pena a surpresa? Necas estava tão grande! Aquela sombra no beiço, aquela voz do peito pontuada de estridulações…
- Ora, o Necas é ainda tão criança! – sossegou-o Quinhas.
Criança que era, o Necas só muito raramente acordava no meio do sono com as movimentações tardias que naquela casa estavam a ser o teor diário. Mas na véspera do Natal, o silêncio foi inesperadamente tão grande que o Necas passou toda a noite numa excitação que nem te digo. Coisas de crianças, coisas da quadra?
Ao levantar-se, pés nus, para ir ver o sapatinho, o Necas já ia a bordo dos patins que a mãe lhe prometera. Quando deu com o pai, apoucado, a acenar-lhe amigavelmente da amurada do sapato, Necas fugiu a procurar no regaço de Quinhas a verdadeira dimensão do seu horror:
- Sa…Sa…Saiu-me o…o… o pai no sa…sa…sapato! – soluuuuçava o órfão de vivo. E a mãe, ultrapassada pela reacção do Necas, consolava-o como ia podendo, prometendo-lhe que o pai voltaria a crescer, a crescer.
 
Alexandre O’Neill
Exercícios de auto-apoucamento(com vista ao próximo Natal)

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

RIVER ~ JONI MITCHELL

Its coming on christmas

Oh I wish I had a river
I could skate away on
But it dont snow here
It stays pretty green
I wish I had a river so long
I would teach my feet to fly
 I made my baby cry

Merry Christmas Mr. Bean part 3/3

E por falar em Natal...
Deixo aqui um trecho deste episódio de Mr Bean.  Rio-me sempre até não poder mais ... é um  género de humor que me encanta.Vale a pena ver o episódio inteiro.

domingo, 20 de dezembro de 2015

LENDA DO BOLO-REI



O Bolo-Rei é o bolo tradicional natalício português por excelência. A sua origem tem várias raízes. 

A ideia de um bolo misturado com fruta cristalizada terá surgido na corte do rei Luís XIV, em França, e com os tempos foi-se espalhando pelo resto da Europa. Chegada a Portugal a receita foi adaptada, adquiriu a forma de coroa com que é vendido actualmente e passou a ser associado à época natalícia.
A introdução da fava vem do tempo dos Romanos, em que era costume durante as festividades eleger-se o “rei da festa” colocando-se uma fava num bolo.
Já a inclusão do brinde como recompensa (ficando o perdedor com a fava) é uma criação portuguesa, embora este costume tenha sido, há uns anos,  proibido por apresentar risco de sufoco, sobretudo para as crianças.
Apesar do nome “Bolo-Rei” não vir, como erroneamente se pensa, do dia de Reis – a nomenclatura “Rei” é apenas uma indicação da riqueza de ingredientes com que é feito, tornando-o no bolo “maior” das festividades – isso não impediu a tradição oral de o associar aos Reis Magos, havendo inclusive uma lenda portuguesa que lhes atribui a origem do bolo e lhe dá simbologia.

Segue-se a história:

Conta a lenda que num país distante viviam três homens sábios que analisavam e estudavam as estrelas e o céu. Estes homens sábios , a que a tradição deu a nomeação de “três Reis Magos”, chamavam-se Gaspar, Melchior e Baltazar .
Uma noite ao  olharem para o céu, viram que se movia uma nova estrela, muito mais brilhante do que as restantes e interpretaram-na como um aviso de que o filho de Deus nascera.
 Resolvidos a segui-la, levaram consigo três presentes: incenso, ouro e mirra, para poder presentear o Messias recém nascido.
Chegados à cidade de Belém, já perto da gruta onde estava o menino Jesus, os Reis Magos depararam-se com um dilema: Qual deles teria o privilégio de oferecer primeiro o seu presente? Esta pergunta gerou a discussão entre os três.
Um artesão que por ali passava ouviu a conversa e propôs uma solução para o problema de maneira a ficarem todos satisfeitos. Pediu à sua mulher que fizesse um bolo e que na massa colocasse uma fava. Mas a mulher não se limitou a fazer um simples bolos e arranjou forma de ali representar os presentes que os três homens levavam. Desta forma fez um bolo cuja côdea dourada simbolizava o ouro, as frutas cristalizadas simbolizavam a mirra e o açúcar de polvilhar simbolizava o incenso.
Depois de cozido o bolo foi repartido em três partes e aquele a quem saiu a fava foi efetivamente o primeiro a oferecer os presentes ao menino Jesus.

Bom Natal /Merry Christmas

Absolutamente Tocante ... Belíssimo... Brilhante.

Se o Natal é a celebração da vida, as cores, os brilhos e as estrelas devem chegar a todos.


sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Fabulosa autobiografia (sim, gostava muito de ler.. é Natal e tudo...para bom entendedor meia palavra basta ...)


"Autor vencedor do prémio «WRITER OF THE YEAR» 2011 pela revista britânica GK. «Das melhores autobiografias de uma estrela rock de sempre.» Rolling Stone «Da música a Mick [Jagger], das drogas às mortes: Richards deixa muito pouco por contar no seu imensamente legível livro de memórias.» Sunday Times –“must read” «A biografia de uma estrela rock mais brutalmente honesta e importante desde há muito tempo.» Washington Post «Como legendário guitarrista dos Rolling Stones, Keith Richards fez mais coisas, foi mais coisas e viu mais coisas do que o leitor ou eu alguma vez sonhámos. Ler Life, a sua autobiografia, deverá despertar (caso tenha um pulso e um QI acima de 100) a estrela de rock que há em si... Acredite que não vai querer perder nem uma palavra. [...] Ler este livro é como fechar-se dentro de um quarto com Keith Richards e perguntar-lhe sobre tudo aquilo que sempre quis saber acerca dos Rolling Stones, e ele responder-lhe de forma completamente honesta.» Liz Phair, New York Times Book Review Já apelidada de Santo Graal das biografias de estrelas de rock, Life foi celebrado como um fenómeno incrível: mais de um milhão de cópias vendidas em menos de um ano. Em Life, Keith revela-nos os seus excessos e fragilidades, mas também todo o seu sentido de humor e coragem. Desde música, sexo, drogas, a lutas de facas, pouco fica por contar neste seu relato entusiástico e vibrante que nos revela os bastidores da maior banda de rock do mundo, os Rolling Stones: o seu nascimento, a passagem de Brian Jones pela banda, as rusgas policiais, os problemas com a lei, a conturbada relação de Keith com Mick Jagger, e a verdade acerca de todos os boatos e mitos que rodeiam uma das mais carismáticas figuras musicais de todos os tempos."

E.. pronto, gosto imenso deste vídeo,

I just Love it



Acrescento: às vezes a internet é tão humana ... Muito obrigada Zé Figueiredo.


domingo, 21 de dezembro de 2014

Bom Natal, Joyeux Noel, Merry Cristmas!

 Uma Canção , duas versões:

Lou Rawls - Merry Christmas Baby (Capitol Records 1967)



Ramsey Lewis Trio - Merry Christmas Baby (Argo Records 1961)