Esta vida tem de tudo. Escrevo sobre o que vejo, o que sinto, o que me interessa, sobretudo se e quando me apetecer. Se me lembrar, posso até contar a história do sobretudo que perdi num dia em que estava mesmo na lua...
Eu sei que toda a gente já viu ou ouviu falar nesta palestra , neste vídeo. No entanto dada a sua importância acho que deve ficar aqui, assim como o que Bill Gates diz devia ficar para sempre na memoria individual de cada um de nós e na colectiva da humanidade. Sempre que volto a ouvir estas palavras, fico espantada com a sabedoria e clarividência deste homem e revoltada com a ideia de que as suas previsões tenham sido ignoradas por quem tem o poder, no mundo inteiro, de governar , orientar e proteger o indivíduo , as famílias, a sociedade ( obviamente penso primeiro e imediatamente em governos, e organizações mundiais, europeias, nacionais de saúde, económicas e de segurança ).
Pergunto-me : Quem mais sabia o que podia acontecer e calou, quando tinha o dever de prevenir actuar, colocando assim milhões de seres humanos em perigo e nesta situação catastrófica?
Quem merece a nossa confiança? O que significa ser livre?
O que é a tolerância?
Que valor tem, actualmente e realmente, a vida humana ?
Vale a pena viver até mais tarde? E reparo que, afinal, esta tragédia que ceifa vidas, reduziu a poluição em "três tempos", mas agora, além da tristeza que sentimos , temos medo de sair de casa e recomeçar .
Nunca fui esmerada em nada, mas há uma coisa em que sou particularmente desleixada: não sei qual é a data de anos da maioria dos meus amigos, nem a idade que têm. Nem dos meus filhos, nem sequer da minha Mãe. Só não me falhava o dia de anos do meu Pai, porque era a 1 de Dezembro, data marcante em Portugal e feriado (interrompido temporariamente). Temos , a minha Mãe e eu, falado disso ao telefone (vivemos longe uma da outra), porque vai fazer anos este mês. Eu insisto nos oitenta e sete ( muitas vezes, confesso, é já de propósito: faz rir ) e ela logo : “ não, não, só tenho 85 e não é a 31, é a 30!“ Tem sido tema recorrente, mas ontem também conversámos sobre Espanha e Itália de como estão a sofrer e são corajosos. Então ela comoveu-se e disse-me que a rádio que ouve (não sei qual é) tem tocado muitas vezes uma canção do tempo dela que se chama Come Prima. Pedi-lhe e cantarolou-ma É um clássico da música italiana. Deixo aqui a versão original.
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