Torcem-se, esticam-se, arregalam os olhos, entreolham-se, riem, cochicham, não se contêm, nas barbas do orador. O Pároco prossegue, inflama-se aqui e ali, ruboriza, retoma o tom, retorna à cor, e informa os fiéis da própria paz de espírito. Observante, cintila olho no burro, olho no cigano, socorre-se 'das bagatelas' da Senhora Marquesa de Alorna, impõe uma pausa suficiente, e sorri para chamar 'papa-hóstias' a certos católicos. No discurso que arrancou entremeado de arcaicos vazios, sobre a rica e profusa talha barroca de Manel João da Fonseca, revelou-se um homem - nem tudo o que parece é, nem tudo o que brilha é ouro. Bravo, Reverendo!
Gui Abreu de Lima
Esta vida tem de tudo. Escrevo sobre o que vejo, o que sinto, o que me interessa, sobretudo se e quando me apetecer. Se me lembrar, posso até contar a história do sobretudo que perdi num dia em que estava mesmo na lua...
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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017
Este jeito de escrever...
Publicada por
Luísa Castelo-Branco
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terça-feira, fevereiro 21, 2017
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