Auto-retratos em quarentena (2020)
Esta vida tem de tudo. Escrevo sobre o que vejo, o que sinto, o que me interessa, sobretudo se e quando me apetecer. Se me lembrar, posso até contar a história do sobretudo que perdi num dia em que estava mesmo na lua...
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sexta-feira, 16 de setembro de 2022
Manuel Queiró ( b. 1995)
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Luísa Castelo-Branco
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sexta-feira, setembro 16, 2022
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segunda-feira, 23 de abril de 2018
Manuel Queiró (b. 1995)
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Luísa Castelo-Branco
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sexta-feira, 19 de janeiro de 2018
António Fernando dos Santos ( Tossan)-
Hoje falaram-me de um livro escrito e desenhado por António dos Santos , algarvio de Vila Real de Santo António , conterrâneo e amigo de António Aleixo .
Tossan , que além de poeta, pintor, ilustrador, caricaturista era humorista , contava histórias como poucos Raul Solnado e Mário Viegas disseram que “poderia ter sido um homem do humor” e o maior actor cómico da segunda metade do século XX. ( ler mais em https://almanaquesilva.wordpress.com/tossan/.wordpress.com/)
Tossan , que além de poeta, pintor, ilustrador, caricaturista era humorista , contava histórias como poucos Raul Solnado e Mário Viegas disseram que “poderia ter sido um homem do humor” e o maior actor cómico da segunda metade do século XX. ( ler mais em https://almanaquesilva.wordpress.com/tossan/.wordpress.com/)
Existe um registo audio de 1969 em que o autor declama o poema " Ode ao Futebol" no programa de televisão ZIP-ZIP :
ODE AO FUTEBOL
“Rectângulo verde, meio de sombra meio de sol
Vinte e dois em cuecas jogando futebol
Correndo, saltando, ziguezagueando ao som dum apito
Um homem magrito, também em cuecas
E mais dois carecas com uma bandeira
De cá para lá, de lá para cá
Bola ao centro, bola fora.
Fora o árbitro!
E a multidão, lá do peão
Gritava, berrava, gesticulava
E a bola coitada, rolava no verde
Rolava no pé, de cabeça em cabeça
A bola não perde, um minuto sequer
Zumbindo no ar como um besoiro,
Toda redonda, toda bonita
Vestida de coiro.
O árbitro corre, o árbitro apita
O público grita
Gooooolllllooooo!
Bola nas redes
Laranjadas, pirolitos,
Asneiras, palavrões
Damas frenéticas, gordas esqueléticas
esganiçadas aos gritos.
Todos à uma, todos ao um
Ao árbitro roubam o apito
Entra a guarda, entra a polícia
Os cavalos a correr, os senhores a esconder
Uma cabeça aqui, um pé acolá
Ancas, coxas, pernas, pé,
Cabeças no chão, cabeças de cavalo,
Cavalos sem cabeça, com os pés no ar
Fez-se em montão multidão.
E uma dama excitada, que era casada
Com um marinheiro distraído,
No meio da bancada que estava à cunha,
Tirou-lhe um olho, com a própria unha!
À unha, à unha!
Ânimos ao alto!
E no fim,
perdeu-se o campeonato!”
Mais de meio século depois surge a segunda edição:
(...)" decidimos dar nova vida a este precioso livrinho da autoria de um artista em nada inho, antes pelo contrário, bastante ão, ão. O livrinho que parecia cãodenado ao esquecimento, à semelhança do seu autor, é um Cãopêndio onde o leitor entra em cãotacto com raras espécies caninas representadas pela característica linha de Tóssan, o cãostrutor desta cómica galeria onde somos mesmo cãovidados a deixar a nossa cãotribuição numa página expressamente deixada em branco para o efeito, algures entre o cãoserva e o cãodeirão. Podem fazer a cãoneta, mas acãoselhamos lápis. Fiquem então na cãopanhia do humor de Tóssan e dos sempre fiéis «amigos cães, responsáveis por esta cão incidência.» "( http://www.bruaa.pt/loja/caopendio/ onde também se podem ver algumas imagens)
ODE AO FUTEBOL
“Rectângulo verde, meio de sombra meio de sol
Vinte e dois em cuecas jogando futebol
Correndo, saltando, ziguezagueando ao som dum apito
Um homem magrito, também em cuecas
E mais dois carecas com uma bandeira
De cá para lá, de lá para cá
Bola ao centro, bola fora.
Fora o árbitro!
E a multidão, lá do peão
Gritava, berrava, gesticulava
E a bola coitada, rolava no verde
Rolava no pé, de cabeça em cabeça
A bola não perde, um minuto sequer
Zumbindo no ar como um besoiro,
Toda redonda, toda bonita
Vestida de coiro.
O árbitro corre, o árbitro apita
O público grita
Gooooolllllooooo!
Bola nas redes
Laranjadas, pirolitos,
Asneiras, palavrões
Damas frenéticas, gordas esqueléticas
esganiçadas aos gritos.
Todos à uma, todos ao um
Ao árbitro roubam o apito
Entra a guarda, entra a polícia
Os cavalos a correr, os senhores a esconder
Uma cabeça aqui, um pé acolá
Ancas, coxas, pernas, pé,
Cabeças no chão, cabeças de cavalo,
Cavalos sem cabeça, com os pés no ar
Fez-se em montão multidão.
E uma dama excitada, que era casada
Com um marinheiro distraído,
No meio da bancada que estava à cunha,
Tirou-lhe um olho, com a própria unha!
À unha, à unha!
Ânimos ao alto!
E no fim,
perdeu-se o campeonato!”
Tossan gostava muito de animais, especialmente de cães e em 1959 publicou Cão Pêndio , " coletânea de trocadilhos fáceis e difíceis sobre a vida canina. "
Mais de meio século depois surge a segunda edição:
(...)" decidimos dar nova vida a este precioso livrinho da autoria de um artista em nada inho, antes pelo contrário, bastante ão, ão. O livrinho que parecia cãodenado ao esquecimento, à semelhança do seu autor, é um Cãopêndio onde o leitor entra em cãotacto com raras espécies caninas representadas pela característica linha de Tóssan, o cãostrutor desta cómica galeria onde somos mesmo cãovidados a deixar a nossa cãotribuição numa página expressamente deixada em branco para o efeito, algures entre o cãoserva e o cãodeirão. Podem fazer a cãoneta, mas acãoselhamos lápis. Fiquem então na cãopanhia do humor de Tóssan e dos sempre fiéis «amigos cães, responsáveis por esta cão incidência.» "( http://www.bruaa.pt/loja/caopendio/ onde também se podem ver algumas imagens)
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Luísa Castelo-Branco
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sexta-feira, janeiro 19, 2018
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domingo, 12 de março de 2017
O desenho na óptica do Arquitecto SIza Vieira
As várias Visões de Alvaro Siza Vieira(excerto de entrevista - Ágata Xavier, Revista Sábado, nº 670)
(...)
Usa alguma caneta para desenhar?
Normalmente é uma Bic que é mais prática e tem qualidade. Lembro-me que fiz uns desenhos, há uns anos já, para uma pousada que queria ter uns desenhos meus nos quartos. Muitos deles fiz em esferográfica, outros, em determinada altura achei que se exigia mais qualidade, então fiz com caneta de tinta da Pelikan. Acontece que com o passar dos anos os desenhos de tinta começaram a desaparecer e os feitos a esferográfica estavam impecáveis.
É mais fácil transmitir uma ideia se a desenhar?
Transmitir uma ideia depende da vontade e da disponibilidade do interlocutor, se ele não quiser aceitar aquela ideia, ela não se transmite.
A relação entre o que pensa e o que desenha é fluída?
Sim, com alguns sobressaltos, muitos desvios, mas, sim, faz parte do pensar. Há um célebre artigo do Álvaro Aalto em que refere exactamente que quando bloqueia o pensamento, muitas vezes desenhando sem qualquer relação com o dilema a resolver, surge a ideia para desbloquear o que estava encravado.
O desenho está na base de tudo?
Às vezes ouço pessoas dizerem que não têm jeito nenhum para o desenho. Só não o desenvolveram , porque jeito tem toda a gente. Qualquer criança faz desenhos maravilhosos, mas muitas vão perdendo, porque essa natural apetência não é apoiada.
(...)

Veja mais em:
http://www.archdaily.com.br/br/01-48388/arte-e-arquitetura-desenhos-ao-jantar-alvaro-siza
Urban Sketchers Portugal: Troca de desenhos com Siza Vieira: Não logo a seguir, mas depois das muitas pessoas terem deixado o Auditório e ainda com jornalistas e arquitectos à volta do Siza Vieira (de ...
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Luísa Castelo-Branco
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domingo, março 12, 2017
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