Mostrar mensagens com a etiqueta Desenho. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Desenho. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Manuel Queiró (b. 1995)









Untitled Series, charcoal on paper, 70 x 50cm, 201



© todos os direitos reservados

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

António Fernando dos Santos ( Tossan)-

 Hoje falaram-me de um livro escrito e desenhado por  António dos Santos , algarvio  de Vila Real de Santo António , conterrâneo  e amigo de António Aleixo .
  Tossan , que além de  poeta, pintor, ilustrador, caricaturista era humorista , contava histórias como poucos   Raul Solnado e Mário Viegas disseram que “poderia ter sido um homem do humor” e o maior actor cómico da segunda metade do século XX. ( ler mais em https://almanaquesilva.wordpress.com/tossan/.wordpress.com/)
 

Existe um registo audio  de 1969  em que o autor  declama o  poema  " Ode ao Futebol"  no programa de televisão ZIP-ZIP : 


ODE AO FUTEBOL

“Rectângulo verde, meio de sombra meio de sol

Vinte e dois em cuecas jogando futebol

Correndo, saltando, ziguezagueando ao som dum apito

Um homem magrito, também em cuecas

E mais dois carecas com uma bandeira

De cá para lá, de lá para cá

Bola ao centro, bola fora.

Fora o árbitro!

E a multidão, lá do peão

Gritava, berrava, gesticulava

E a bola coitada, rolava no verde

Rolava no pé, de cabeça em cabeça

A bola não perde, um minuto sequer

Zumbindo no ar como um besoiro,

Toda redonda, toda bonita

Vestida de coiro.

O árbitro corre, o árbitro apita

O público grita

Gooooolllllooooo!

Bola nas redes

Laranjadas, pirolitos,

Asneiras, palavrões

Damas frenéticas, gordas esqueléticas

esganiçadas aos gritos.

Todos à uma, todos ao um

Ao árbitro roubam o apito

Entra a guarda, entra a polícia

Os cavalos a correr, os senhores a esconder

Uma cabeça aqui, um pé acolá

Ancas, coxas, pernas, pé,

Cabeças no chão, cabeças de cavalo,

Cavalos sem cabeça, com os pés no ar

Fez-se em montão multidão.

E uma dama excitada, que era casada

Com um marinheiro distraído,

No meio da bancada que estava à cunha,

Tirou-lhe um olho, com a própria unha!

À unha, à unha!

Ânimos ao alto!

E no fim,

perdeu-se o campeonato!”



Tossan gostava muito de animais, especialmente de cães e em 1959 publicou Cão Pêndio , " coletânea de trocadilhos fáceis e difíceis sobre a vida canina. " 




 Mais de meio século depois surge a segunda edição:
  (...)" decidimos dar nova vida a este precioso livrinho da autoria de um artista em nada inho, antes pelo contrário, bastante ão, ão. O livrinho que parecia cãodenado ao esquecimento, à semelhança do seu autor, é um Cãopêndio onde o leitor entra em cãotacto com raras espécies caninas representadas pela característica linha de Tóssan, o cãostrutor desta cómica galeria onde somos mesmo cãovidados a deixar a nossa cãotribuição numa página expressamente deixada em branco para o efeito, algures entre o cãoserva e o cãodeirão. Podem fazer a cãoneta, mas acãoselhamos lápis. Fiquem então na cãopanhia do humor de Tóssan e dos sempre fiéis «amigos cães, responsáveis por esta cão incidência.» "
( http://www.bruaa.pt/loja/caopendio/ onde também se podem ver algumas imagens)



    

domingo, 12 de março de 2017

O desenho na óptica do Arquitecto SIza Vieira


 As várias Visões de Alvaro Siza Vieira(excerto de entrevista - Ágata Xavier, Revista Sábado, nº 670)

(...)
Usa alguma caneta para desenhar?

Normalmente é uma Bic que é mais prática e tem qualidade. Lembro-me que fiz uns desenhos, há uns anos já, para uma pousada que queria ter uns desenhos meus nos quartos. Muitos deles fiz em esferográfica, outros, em determinada altura achei que se exigia mais qualidade, então fiz com caneta de tinta da Pelikan. Acontece que com o passar dos anos os desenhos de tinta começaram a desaparecer e os feitos a esferográfica estavam impecáveis.


É mais fácil transmitir uma ideia se a desenhar?
Transmitir uma ideia depende da vontade e da disponibilidade do interlocutor, se ele não quiser aceitar aquela ideia, ela não se transmite.

A relação entre o que pensa e o que desenha é fluída?
Sim, com alguns sobressaltos, muitos desvios, mas, sim, faz parte do pensar. Há um célebre artigo do Álvaro Aalto em que refere exactamente que quando bloqueia o pensamento, muitas vezes desenhando sem qualquer relação com o dilema a resolver, surge a ideia para desbloquear o que estava encravado.

O desenho está na base de tudo?
Às vezes ouço pessoas dizerem que não têm jeito nenhum para o desenho. Só não o desenvolveram , porque jeito tem toda a gente. Qualquer criança faz desenhos maravilhosos, mas muitas vão perdendo, porque essa natural apetência não é apoiada.
 (...)



Veja mais em:

http://www.archdaily.com.br/br/01-48388/arte-e-arquitetura-desenhos-ao-jantar-alvaro-siza


Urban Sketchers Portugal: Troca de desenhos com Siza Vieira: Não logo a seguir, mas depois das muitas pessoas terem deixado o Auditório e ainda com jornalistas e arquitectos à volta do Siza Vieira (de ...