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sexta-feira, 25 de abril de 2014

Richie Havens Sings "Freedom"


I Love Freedom



It was August 15, 1969 when Richie Havens played the first notes of what would become a three-day celebration , the Woodstock.
A democracia portuguesa teve início a 25 de Abril de 1974 e, 40 anos depois há quem diga que, ainda está em construção… Pois não falta por aí quem lhe queira retirar o alvará e embargar obra. 

Liberdade

Os Homens não o podem ser se não forem livres.
(Salvador Espriu)

domingo, 28 de abril de 2013

Carmen Souza canta " Os Bravos" de Zeca Afonso

Carmen Souza é uma cantora e compositora,  nascida em Lisboa em 1981 numa família cabo-verdiana. (https://www.facebook.com/carmensouzaofficial)




Arranjo- Carmen Souza e Theo Pas'cal
Carmen Souza - Voz
Theo Pas'cal -Contrabaixo
Jonathan Idiagbonya - Piano
Sebastian Scheriff - Percursão




Os Bravos
Eu fui à terra do bravo
Bravo meu bem
Para ver se embravecia
Cada vez fiquei mais manso
Bravo meu bem
Para a tua companhia

Eu fui à terra do bravo
Bravo meu bem
Com o meu vestido vermelho
O que eu vi de lá mais bravo
Bravo meu bem
Foi um mansinho coelho

As ondas do mar são brancas
Bravo meu bem
E no meio amarelas
Coitadinho de quem nasce
Bravo meu bem
P'ra morrer no meio delas


Zeca Afonso

sábado, 27 de abril de 2013

João Pedro Pais canta " Vejam Bem" de Zeca Afonso

Introdução: "Verdes Anos" de Carlos Paredes
Brilhante!




Vejam bem
Que não há
Só gaivotas
Em terra
Quando um homem
Se põe
A pensar

Quem lá vem
Dorme à noite
Ao relento
Na areia
Dorme à noite
Ao relento
Do mar


E se houver
Uma praça
De gente
Madura
E uma estátua
De febre
A arder


Anda alguém
Pela noite
À procura
E não há
Quem lhe queira
Valer

Vejam bem
Daquele homem
A fraca
Figura

Desbravando
Os caminhos
Do pão


E se houver
Uma praça
De gente
Madura
Ninguém vai
Levantá-lo
Do chão


Vejam bem
Que não há
Só gaivotas
Em terra
Quando um homem
Se põe
A pensar


Quem lá vem
Dorme à noite
Ao relento de areia
Dorme à noite
ao relento do mar


Zeca Afonso

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Fausto Bordalo Dias e José Afonso -Não canto porque sonho

Do álbum "P'ro que der e vier", letra de Eugénio de Andrade e música de António Pedro Braga e Fausto Bordalo Dias.




Não canto porque sonho.
Canto porque és real.
Canto o teu olhar maduro,
teu sorriso puro,
a tua graça animal.

Canto porque sou homem.
Se não cantasse seria
mesmo bicho sadio
embriagado na alegria
da tua vinha sem vinho.

Canto porque o amor apetece.
Porque o feno amadurece
nos teus braços deslumbrados.
Porque o meu corpo estremece
ao vê-los nus e suados.


Eugénio de Andrade

Cristina Branco canta "Menino d'oiro" de Zeca Afonso ( letra e música)



O meu menino é d'oiro
É d'oiro fino
Não façam caso que é pequenino
O meu menino é d'oiro
D'oiro fagueiro
Hei-de levá-lo no meu veleiro.



Venham aves do céu
Pousar de mansinho
Por sobre os ombros do meu menino
Do meu menino, do meu menino
Venha comigo venham
Que eu não vou só
Levo o menino no meu trenó.

Quantos sonhos ligeiros
p'ra teu sossego
Menino avaro não tenhas medo
Onde fores no teu sonho
Quero ir contigo
Menino de oiro sou teu amigo

Venham altas montanhas
Ventos do mar
Que o meu menino
Nasceu p'r'amar
Venha comigo venham
Que eu não vou só
Levo o menino no meu trenó.

O meu menino é d'oiro
É d'oiro é de oiro fino ....

Venham altas montanhas
Ventos do mar ....

quarta-feira, 24 de abril de 2013

De Abril , canções mil..... Há uma música do povo

Por estes dias  publicarei, principalmente, interpretações de canções portuguesas  de que gosto especialmente , cujos autores ou/e letras  foram  marcantes no panorama  musical, político e social  pós 25 de Abril de 1974. Tentarei mostrar que a música  dessa época não se resume às canções de intervenção e que, por outro lado, há hoje em dia quem, nesta área,  recrie, modernize, promova e dignifique magistralmente os conteúdos originais , sem revivalismos e nostalgias que  me parecem estéreis.  Realmente a música e a poesia são linguagens universais, para todos e de todos. As emoções e sensação de bem- estar  que provocam permanecem  ao longo dos tempos e  são independentes de conjunturas polítco-económicas e socais. 


Hoje,  24 de Abril de 2013, começo com " Há uma música do povo" adaptação do poema de Fernando Pessoa que transcrevo na íntegra. A música é de  Mário Pacheco, filho do guitarrista António Pacheco que acompanhou alguns dos maiores fadistas portugueses ( estou a lembrar-me  de Hermínia Silva com o seu célebre  "anda Pacheco!").
Esta  melodia é normalmente cantada como fado, sendo muito conhecida a versão de Mariza. 

 O arranjo e trompete  de João Moreira são belíssimos e a  interpretação de Paula Oliveira, cheia graves e profundidade, arrepia. Recriação em jeito de jazz que envaidece a enorme alma portuguesa.     

*24/4/2019 - o vídeo foi cortado ...resta o solo de trompete de João Moreira.  



Há uma música do povo
Há uma música do povo,

Nem sei dizer se é um fado

Que ouvindo-a há um ritmo novo

No ser que tenho guardado...

Ouvindo-a sou quem seria

Se desejar fosse ser...

É uma simples melodia

Das que se aprendem a viver...



E ouço-a embalado e sozinho...

É isso mesmo que eu quis ...

Perdi a fé e o caminho...

Quem não fui é que é feliz.



Mas é tão consoladora

A vaga e triste canção ...

Que a minha alma já não chora

Nem eu tenho coração ...



Sou uma emoção estrangeira,

Um erro de sonho ido...

Canto de qualquer maneira

E acabo com um sentido! 


Fernando Pessoa