Mostrar mensagens com a etiqueta música portuguesa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta música portuguesa. Mostrar todas as mensagens

sábado, 11 de fevereiro de 2023

Trovante - Um caso mais

Já trocamos nortadas por vento sul
Enquanto demos risadas, foi-se o azul
Nem sei qual deles foi azul demais

Mas não ficará só a sensação de cor
Nem sei o que o coração irá dizer de cor
Se o inverno for, depois, duro demais


sexta-feira, 30 de dezembro de 2022

Conjunto Júlio - Ninguém


 Eu sou Ninguém.
 É a melhor canção feita em Portugal em 2022.
 E que poema arranjaram, tão bonito - A dor que minha alma sente.
 Faltava cá o Conjunto Júlio para celebrar, assim, Luís Vaz de Camões.






A dor que minha alma sente

A dor que minha alma sente
não na sabe toda a gente!

Que estranho caso de amor,
que desejado tormento:
que venho a ser avarento
das dores da minha dor!
Por me não tratar pior,
se se sabe, ou se se sente
não na digo a toda a gente.

Minha dor e a causa dela
de ninguém a ouso fiar:
que seria aventurar
a perder-me ou a perdê-la.
E pois só com padecê-la
a minha alma está contente,
não quero que o saiba a gente.

Anda no peito escondida,
dentro n’alma sepultada;
de mim só seja chorada,
de ninguém seja sentida.
Ou me mate ou me dê vida,
ou viva triste ou contente,
não ma saiba toda a gente.

Luís Vaz de Camões

quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Luís Trigacheiro - "As Mondadeiras"

 Alma



Eu aprendi a cantar

Lavrando em terra molhada

Lá na solidão do campo

Pensando em ti, minha amada

 

As mondadeiras cantando

Suas penas, seus amores

Não cantam, estão rezando

Num altar cheio de flores

 

Num altar cheio de flores

Cada uma é um desejo

Os anjinhos são pastores

A capela o Alentejo

 

As mondadeiras cantando

Suas penas, seus amores

Não cantam, estão rezando

Num altar cheio de flores


terça-feira, 15 de dezembro de 2020

Rui Veloso - Chico Fininho ( concerto acústico )

 Ultimamente tenho ouvido muito este concerto.
 Gosto imenso desta versão de Francisco Subalimentado ( como lhe chamou Tony Silva, o criador de toda a música ró.). É mais redonda.

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Amália - Povo que lavas no rio

 
 Povo que lavas no rio
 E talhas com o teu machado 
As tábuas de meu caixão

 Povo que lavas no rio
 Que talhas com o teu machado
 As tábuas do meu caixão

 Pode haver quem te defenda 
Quem compre o teu chão sagrado
 Mas a tua vida não 

Fui ter à mesa redonda
 Beber em malga que esconda
 O beijo de mão em mão

 Fui ter à mesa redonda 
Beber em malga que esconda
 O beijo de mão em mão

 Era o vinho que me deste
 Água pura, fruto agreste
 Mas a tua vida não

 Aromas, do urze e de lama 
Dormi com eles na cama 
Tive a mesma condição 

Aromas, do urze e de lama 
Dormi com eles na cama 
Tive a mesma condição 

Povo, povo, eu te pertenço
 Deste-me alturas de incenso 
Mas a tua vida não

 Povo que lavas no rio
Que talhas com o teu machado
 As tábuas do meu caixão

 Povo que lavas no rio
 Que talhas com o teu machado 
As tábuas do meu caixão

 Pode haver quem te defenda 
Quem compre o teu chão sagrado
 Mas a tua vida não

Letra: Pedro Homem de Melo

Música: João Campos

domingo, 5 de abril de 2020

Olá Portugal! - A Gente vai Continuar ( Jorge Palma)

Claro que sim.






Tira a mão do queixo não penses mais nisso
O que lá vai já deu o que tinha a dar
Quem ganhou ganhou e usou-se disso
Quem perdeu há-de ter mais cartas p'ra dar
E enquanto alguns fazem figura
Sucumbem à batota
Chega a onde tu quiseres
Mas goza bem a tua rota


Enquanto houver estrada p'ra andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada p'ra andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar

Todos nós pagamos por tudo o que usamos
O sistema é antigo e não poupa ninguém
Somos todos escravos do que precisamos
Reduz as necessidades se queres passar bem
Que a dependência é uma besta
Que dá cabo do desejo
A liberdade é uma maluca
Que sabe quanto vale um beijo

Jorge Palma

sexta-feira, 20 de março de 2020

Rosa - António Zambujo, Rita Sanches, Carolina Pinto e o Rancho de Aldeia Nova de São Bento

Tão bonito..Arrepia.
( A pensar em todos  os que sofrem  e  nos auxiliares, enfermeiros, médicos, administrativos, seguranças, pessoal de transporte e o pessoal de limpeza, os corpos de bombeiros, as forças de segurança, as Forças Armadas que, com tanta bravura, enfrentam este  novo vírus altamente contagioso sem os meios de protecção adequados.  Faz impressão.
(É urgente que o Governo se mexa e lhes dê, efectivamente,  o apoio necessário ! )

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

A Moda do Entrudo

( pr'animar)

"Eu quero ir para o monte
Eu quero ir para o monte
Onde não veja ninguém
Que no monte é qu'eu estou bem"



*Música Tradicional Portuguesa, da Beira Baixa , Castelo Branco. Era cantada ao som de Adufes. 

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Salada - "Crime Perfeito"

E depois de tanto tempo estou aqui neste lugar....que pinta! 


Zé Nabo - guitarra
Zé Carrapa - guitarra
Guilherme Inês - bateria
Zé da Ponte - baixo
Quico - Teclas



sábado, 9 de novembro de 2019

Rodrigo Rebelo de Andrade, "Fado Franklim (sextilhas)" - "Eu queria cantar-te um fado"

    Canta com  tanto sentimento.....  
 

Eu queria cantar-te um fado
Que toda a gente ao ouvi-lo
Visse que o fado era teu.

Fado estranho e magoado,
Mas que pudesses senti-lo
Tão na alma como eu.

E seria tão diferente
Que ao ouvi-lo toda a gente
Dissesse quem o cantava.

Quem o escreveu não importa
Que eu andei de porta em porta
Para ver se te encontrava.

Eu hei-de por nalguns versos
O fado que é dos teus olhos
O fado da tua voz.

Nossos fados são diversos
Tu tens um fado eu tenho outro
Triste fado temos nós.

António de Sousa Freitas

domingo, 6 de outubro de 2019

António Zambujo - "Beijos de fogo"

 Muito bonito.

(Hoje, muitos portugueses  beijaram a boca das urnas sem  paixão. 
Não há fumo nem há chama, já vem sendo habitual. 
A boca das urnas é cada vez mais suja e mais feia mas, ainda assim, lá mais um beijinho.....

A normalidade do politicamente correcto é, mais do que inútil, prejudicial.
O direito a votar está a tornar-se um cliché. E assim a democracia portuguesa.
Não, nem tudo isto é fado.
LCB )


 






Silêncio nem uma pena
Quero a minha alma serena
Sem soluços na cidade
Sequei meus olhos chorados
Pus no peito cadeados
P'ra não entrar a saudade

Numa atitude mais louca
Pousei sobre minha boca
Rosas fogo de quem ama
P'ra se me vencer a fome
De querer gritar teu nome
Meus lábios fiquem em chama

Mas a noite é um segredo
Confesso que tenho medo
E ao mesmo tempo desejos
De ouvir silêncios rasgados
De quebrar os cadeados
De te queimar com meus beijos

Mario Rainho / Georgino De Sousa (Fado Georgino)





Silence is not a shame

I want my soul serene

No hiccups in town

I dried my eyes crying

Pus chest padlocks

I can not miss it.



In a crazier attitude

I landed on my mouth

Roses fire of who loves

If I get beat up with hunger

To want to shout your name

My lips are on fire.



But night is a secret.

I confess that I'm afraid

And at the same time wishes

To hear ripped silences

Of breaking the padlocks

Burn with my kisses






sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Declaração de intençoes : amor em Dó maior .- Aldina Duarte

 Pode nem se gostar de fado, mas é inegável a Alma da interpretação,  o sentimento e o sentido do filme .




Passa o tempo e não apaga
A memória que a semente
Guarda da mão que a plantou
Quem diz que o amor se acaba
Ou quer esconder o que sente
Ou nunca na vida amou

Eu tive um amor tão grande
Que quando o perdi, não nego
Já não quis amar ninguém
E, por mais que a razão mande
Meu coração ficou cego
Aos encantos de quem vem


Quem nunca esconde o que sente
Vai contar hoje essa história
De um amor que não vingou
Passa o tempo, e a semente
Guarda consigo a memória
Da mão que um dia a plantou
Quem nunca esconde o que sente
Não pode esquecer a história


Maria do Rosário Pedreira



*Filmado em várias aldeias portuguesas

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Lello Minsk Manuel João Vieira ) & Shegundo Galarza - "Deixa lá falar"( Maria de Fátima Bravo)

   deixa lá dizer  a quem diz ....  Eu digo: esta interpretação é  belíssima.


Letra/musica João Nobre/Nóbrega e Sousa


Com orquestração do maestro Shegundo Galarza, o terceiro projecto de estúdio de Manuel João Vieira, (artista plastico e eterno candidato à Presidência da República) é um conjunto de canções nostálgicas de antigamente, vestidas com novas abordagens poéticas , numa roupagem jazz e outras melodias de cariz romântico. [...São músicas da noite, com mais ou menos glamour; outras vezes de cabarets fumarentos, bafientos, de casinos de meia tigela. São músicas sérias, animadas por um piano e uma percussão latino-americana.

 A verão original por, Maria de Fátima  Bravo, é notável.