Disse Bernard Shaw que a única coisa que a História nos ensina é que a História nada nos ensina. Não é bem assim: aqui, como muitas outras vezes, Shaw sacrifica a frase à frase. O que verdadeiramente a História nos ensina é que ninguém aprende nada com a História. O mesmo homem que como historiador tiver apontado certas "leis" históricas, que induziu do seu estudo de factos, procederá frequentemente, se for estadista, em contrário do que ele mesmo estabeleceu como historiador. Assediado com a acusação de que, de teórico a prático, se contradisse, alegará a pressão das circunstâncias, introduzindo assim uma excepção ao que declarara ser lei natural, insusceptível portanto de a ela haver excepções.
Esta vida tem de tudo. Escrevo sobre o que vejo, o que sinto, o que me interessa, sobretudo se e quando me apetecer. Se me lembrar, posso até contar a história do sobretudo que perdi num dia em que estava mesmo na lua...
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quinta-feira, 11 de junho de 2020
Fernando Pessoa - Livro do Desassosego ( excerto)
Disse Bernard Shaw que a única coisa que a História nos ensina é que a História nada nos ensina. Não é bem assim: aqui, como muitas outras vezes, Shaw sacrifica a frase à frase. O que verdadeiramente a História nos ensina é que ninguém aprende nada com a História. O mesmo homem que como historiador tiver apontado certas "leis" históricas, que induziu do seu estudo de factos, procederá frequentemente, se for estadista, em contrário do que ele mesmo estabeleceu como historiador. Assediado com a acusação de que, de teórico a prático, se contradisse, alegará a pressão das circunstâncias, introduzindo assim uma excepção ao que declarara ser lei natural, insusceptível portanto de a ela haver excepções.
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Luísa Castelo-Branco
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quinta-feira, junho 11, 2020
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terça-feira, 2 de junho de 2020
Contra- Corrente - José Manuel Fernandes sobre a as alterações à Lei da Nacionalidade
Sefarditas (em hebraico ספרדים, sefaradi; no plural, sefaradim) é o termo usado para referir aos descendentes de judeus originários de Portugal e Espanha. A palavra tem origem na denominação hebraica para designar a Península Ibérica (Sefarad, ספרד ). Falam a língua sefardi, também chamada judeu-espanhol e ladino, como língua litúrgica.
Estes judeus de Sefarad possuíam tradições, línguas, hábitos e ritos diferenciados dos seus irmãos Asquenazes (que viviam na Europa
Central e Europa de Leste )**
Este ficheiro multimédia * pode ser ouvido directamente em Observador e, por exemplo, também aqui:
https://justica.gov.pt/Como-obter-nacionalidade-portuguesa/E-descendente-de-judeus-sefarditas-portugueses
https://consuladoportugalsp.org.br/nacionalidade-portuguesa-para-descendentes-de-judeus-sefarditas/
* em geral a wikipédia.org é a fonte inicial de informação na internet que pode ser complementada ou/ e corrigida por quem queira aprofundar os temas )
** ficheiro digital multimédia = podcast
(se temos expressões em português, bem sei que são às vezes mais compridas, porque usamos tantos anglicismos?)
Estes judeus de Sefarad possuíam tradições, línguas, hábitos e ritos diferenciados dos seus irmãos Asquenazes (que viviam na Europa
Central e Europa de Leste )**
( * nota: em geral a wikipédia.org é a fonte inicial de informação na internet que pode ser complementada ou/ e corrigida por quem queira e aprofundar os temas )
Sobre este assunto pode também consultar as informações disponibilizadas pelo portal português da Justiça e pelo consulado português em São Paulo ( Brasil) .
https://justica.gov.pt/Como-obter-nacionalidade-portuguesa/E-descendente-de-judeus-sefarditas-portugueses
https://consuladoportugalsp.org.br/nacionalidade-portuguesa-para-descendentes-de-judeus-sefarditas/
* em geral a wikipédia.org é a fonte inicial de informação na internet que pode ser complementada ou/ e corrigida por quem queira aprofundar os temas )
** ficheiro digital multimédia = podcast
(se temos expressões em português, bem sei que são às vezes mais compridas, porque usamos tantos anglicismos?)
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Luísa Castelo-Branco
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terça-feira, junho 02, 2020
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quarta-feira, 27 de maio de 2020
Eça de Queirós em O Conde d'Abranhos:
“(…) os governos democráticos conseguem tudo, com mais segurança própria e toda a admiração da plebe, curvando a espinha e dizendo com doçura: – Por aqui, se fazem favor! Acreditem que é o bom caminho!
Tomemos um exemplo: o eleitor que não quer votar com o Governo. Ei-lo, aí, junto da urna da oposição, com o seu voto hostil na mão, inchado do seu direito. Se, para o obrigar a votar com o Governo o empurrarem às coronhadas e às cacetadas, o homem volta-se, puxa de uma pistola – e aí temos a guerra civil. Para que esta brutalidade obsoleta? Não o espanquem, mas, pelo contrário, acompanhem-no ao café ou à taberna, conforme estejamos no campo ou na cidade, paguem-lhe bebidas generosamente, perguntem-lhe pelos pequerruchos, metam-lhe uma placa de cinco tostões na mão e levem-no pelo braço, de cigarro na boca, trauteando o Hino, até junto da urna do Governo, vaso do Poder, taça da Felicidade! Tal é a tradição humana, doce, civilizada, hábil, que faz com que se possa tiranizar um País, com o aplauso do cidadão e em nome da Liberdade.”
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quarta-feira, maio 27, 2020
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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020
Nigel Farage’s final speech to European Parliament
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Luísa Castelo-Branco
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quarta-feira, fevereiro 05, 2020
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terça-feira, 22 de outubro de 2019
Minas Não! Vida Sim! nem no Soajo, nem em lugar algum
Em luta contra o Mau Ambiente.
"Em que é que a exploração de lítio é diferente da de feldspato? Em nada. Trata-se de uma pedreira, onde se faz o desmonte de pedra e uma parcela dessa pedra é minério de lítio"( Ministro do Ambiente)
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Luísa Castelo-Branco
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terça-feira, outubro 22, 2019
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