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sexta-feira, 20 de março de 2020

Rosa - António Zambujo, Rita Sanches, Carolina Pinto e o Rancho de Aldeia Nova de São Bento

Tão bonito..Arrepia.
( A pensar em todos  os que sofrem  e  nos auxiliares, enfermeiros, médicos, administrativos, seguranças, pessoal de transporte e o pessoal de limpeza, os corpos de bombeiros, as forças de segurança, as Forças Armadas que, com tanta bravura, enfrentam este  novo vírus altamente contagioso sem os meios de protecção adequados.  Faz impressão.
(É urgente que o Governo se mexa e lhes dê, efectivamente,  o apoio necessário ! )

domingo, 6 de outubro de 2019

António Zambujo - "Beijos de fogo"

 Muito bonito.

(Hoje, muitos portugueses  beijaram a boca das urnas sem  paixão. 
Não há fumo nem há chama, já vem sendo habitual. 
A boca das urnas é cada vez mais suja e mais feia mas, ainda assim, lá mais um beijinho.....

A normalidade do politicamente correcto é, mais do que inútil, prejudicial.
O direito a votar está a tornar-se um cliché. E assim a democracia portuguesa.
Não, nem tudo isto é fado.
LCB )


 






Silêncio nem uma pena
Quero a minha alma serena
Sem soluços na cidade
Sequei meus olhos chorados
Pus no peito cadeados
P'ra não entrar a saudade

Numa atitude mais louca
Pousei sobre minha boca
Rosas fogo de quem ama
P'ra se me vencer a fome
De querer gritar teu nome
Meus lábios fiquem em chama

Mas a noite é um segredo
Confesso que tenho medo
E ao mesmo tempo desejos
De ouvir silêncios rasgados
De quebrar os cadeados
De te queimar com meus beijos

Mario Rainho / Georgino De Sousa (Fado Georgino)





Silence is not a shame

I want my soul serene

No hiccups in town

I dried my eyes crying

Pus chest padlocks

I can not miss it.



In a crazier attitude

I landed on my mouth

Roses fire of who loves

If I get beat up with hunger

To want to shout your name

My lips are on fire.



But night is a secret.

I confess that I'm afraid

And at the same time wishes

To hear ripped silences

Of breaking the padlocks

Burn with my kisses






quinta-feira, 13 de abril de 2017

Roberta Sá, António Zambujo e Yamandú Costa | "Eu Já Não Sei"

  Esta canção parece  ter como autores Domingos Gonçalves da Costa( letra) e Carlos Rocha( música), mas, também há quem diga que é de Manuel Fernandes... Eu ( já) não sei.
               
  Foi a a minha Mãe quem me deu a conhecer  António Zambujo, há  anos, quando me deu o seu primeiro CD . Apreciadora do fado tradicional e muito crítica em relação às "modernices"  que estragam a canção nacional,  estava no entanto maravilhada com os "trinados deste rapaz".   Ouvi-o durante meses nas viagens de carro e este é, desse álbum, um dos temas da minha eleição.
Há, além do canto , muito mais encanto do que o que existia em versões  antigas como a de Alberto Ribeiro ou a de Carlos Ramos, um fadista que conheço quase desde que nasci. Bem sei que os tempos são outros, os meios imensos, a liberdade de interpretação enorme, mas é notável a forma como António Zambujo consegue tornar as canções tão sentidas, tão suas ... Realmente macia e intimista, a marca inconfundível que deixa por onde passa. ( há  quem não goste .. Já sei)  
  Roberta Sá e Yamandú Costa são dois músicos admiráveis e é também por causa deles que esta versão  é uma preciosidade .
   Um encontro  simples e pouco elaborado  (outras das razões porque gosto de A. Zambujo), que é um exemplo do que em todo o lado se faz e em Portugal,  embora se dêem já alguns passos, é tudo muito avaro, pequenino, talvez de acordo com o tamanho do nosso País... ou não.
  "Há brilhos e brilhos e o teu pode não ficar bem com o meu, sei lá..."
   Ora... Todos sabemos que fazem um brilharete os artistas  que se juntam , trocam experiências e dão ao mundo o prazer de as ouvir e ver



terça-feira, 16 de junho de 2015

António Zambujo - Jogo de sedução

 Comove, emociona, que enorme intérprete! 


Poema: Mário Rainho
Música: Armando Machado - Fado Maria Rita
Ilustração: Fado de Lisboa de Pedro Charters d' Azevedo (acrílico sobre tela)

Jogo de Sedução

Naquele tempo nós dois
Tínhamos manhãs de sois
Dias tristes eram poucos
Nessa era adolescente
Éramos 'dez reis' de gente
Mas completamente loucos
Enquanto no céu bailavam
Andorinhas que chegavam
Antecedendo o verão
Nós descuidados brincando
Sem querer íamos jogando
Um jogo de sedução
Entre beijos escondidos
E desejos proibidos
Como fosse fogo posto
Pelas minhas graças mais tolas
Ramalhetes de papoilas
Vinham pousar em teu rosto
Que memoria, que loucura
Me transporta hoje à lonjura
De verdes campos, lençóis
Deixai-me sombras de infância
Contar a esta distancia
Naquele tempo, nós dois...