Dois actores brilhantes.
"O vestido da mulher é como o arame farpado: protege a propriedade, mas deixa ver o material"
Extraordinária, esta frase.
Uma cena que retrata certos usos e costumes das mulheres e dos homens num Portugal já... antigo (será?).
Felizmente a tradição já não é o que era : hoje em dia há direitos, há tortos, há quem se deixe entortar , quem se queira endireitar e.... assim. De resto, continua tudo na mesma - o que não é tradicional, quero dizer (e mesmo que o fosse, porque não também?). Depois, há sempre a tradição boa e a tradição má e a mais ou menos....
( nada disso, disse.)
LCB
Esta vida tem de tudo. Escrevo sobre o que vejo, o que sinto, o que me interessa, sobretudo se e quando me apetecer. Se me lembrar, posso até contar a história do sobretudo que perdi num dia em que estava mesmo na lua...
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domingo, 7 de abril de 2019
Maria da Céu Guerra e Artur Semedo (Impossivel Evasão de Eduardo Geada , 1983 -, adaptação de um conto de Urbano Tavares Rodrigues)
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Luísa Castelo-Branco
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domingo, abril 07, 2019
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domingo, 17 de março de 2019
Je Suis Nouvelle Zélande
"If you are neutral in situations of injustice, you have chosen the side of the oppressor. "
Desmond Mpilo Tutu
Desmond Mpilo Tutu
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Luísa Castelo-Branco
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domingo, março 17, 2019
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quarta-feira, 10 de junho de 2015
Dia De Portugal- A tradição existe mas já não é a mesma coisa
Sócrates não é um preso político , é um político preso."
( Ana Sá Lopes - editorial do Jornal I)
O prisioneiro 44 recusou legitimamente a alteração, proposta pelo M.P., da medida de coacção a que tem estado sujeito. Não aceitou ir para casa com pulseira electrónica.
Qualquer cidadão português tem, nos termos da lei, o mesmo direito.
Facto é que o antigo primeiro-ministro recusou ANTECIPADAMENTE a alteração da medida de coacção por CARTA DIFUNDIDA PELOS MEDIA . A missiva do prisioneiro 44 vende, gera polémica, discussão e audiências. Por isso pôde pressionar a Justiça(???!) , por ser figura pública e ter ocupado um alto cargo político. Usou e abusou desse estatuto. Este procedimento ,a sua permissão e divulgação são, em democracia , eticamente reprováveis sob todos os aspectos.
Se um cidadão anónimo , nas mesmas condições, tivesse tal pretensão, a carta que escrevesse nem saíria da prisão ou, se tal acontecesse, ficaria, até à próxima limpeza, na" gaveta dos ignorados". Para a comunicação social , salvo raríssimas excepções conscientes, qualquer português que não "venda" é apenas isso, ou seja: ninguém.
Os crimes de colarinho branco são difíceis de provar, sempre foram e o avanço da novas tecnologias é uma faca de dois gumes.
A justiça em Portugal é IGUALMENTE lenta para todos os portugueses (quantos estarão presos preventivamente há mais de seis meses?). O prisioneiro 44 queixa-se disso agora e parece querer acelerá-la, especialmente para si, pressionando , usando da influência e da importância que muitos portugueses ainda lhe dão. Esquecem-se de que , para ele, foram importantes apenas aqueles que lhe permitiram atingir os seus fins. Então como agora serve-se de todos os meios ao seu alcance.
A intimidação e a permissividade retiram nitidez à democracia .
Hoje celebra-se o dia de Portugal e gosto de ser portuguesa. Apesar de tudo o meu país é livre, mas não tanto quanto gostaria que fosse. A tradição existe, mas já não é a mesma coisa.
LCB
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Luísa Castelo-Branco
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quarta-feira, junho 10, 2015
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da Lua sobre ...,
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sábado, 11 de janeiro de 2014
Quem deve ir para o Panteão Nacional?
Tem razão Carlos Amaral quando afirma:
A Assembleia da República decreta, nos termos da alínea c) do artigo 161.º da Constituição, para valer como lei geral da República, o seguinte:
Artigo 1.º
O Panteão Nacional, criado pelo Decreto de 26 de Setembro de 1836, fica instalado em Lisboa, na Igreja de Santa Engrácia.
Artigo 2.º
1 - As honras do Panteão destinam-se a homenagear e a perpetuar a memória dos cidadãos portugueses que se distinguiram por serviços prestados ao País, no exercício de altos cargos públicos, altos serviços militares, na expansão da cultura portuguesa, na criação literária, científica e artística ou na defesa dos valores da civilização, em prol da dignificação da pessoa humana e da causa da liberdade.
2 - As honras do Panteão podem consistir:
a) Na deposição no Panteão Nacional dos restos mortais dos cidadãos distinguidos;
b) Na afixação no Panteão Nacional da lápide alusiva à sua vida e à sua obra.
Artigo 3.º
1 - A concessão das honras do Panteão é da competência exclusiva da Assembleia da República.
2 - O acto referido no número anterior será sempre fundamentado e reveste a forma de resolução da Assembleia da República.
Artigo 4.º
As honras do Panteão não poderão ser concedidas antes do decurso do prazo de um ano sobre a morte dos cidadãos distinguidos.
Artigo 5.º
São revogados o Decreto de 26 de Setembro de 1836 e a Lei n.º 520, de 29 de Abril de 1916.
Artigo 6.º
A presente lei entra em vigor no primeiro dia após a sua publicação.
Aprovada em 12 de Outubro de 2000.
O Presidente da Assembleia da República, António de Almeida Santos.
Promulgada em 14 de Novembro de 2000.
Publique-se.
O Presidente da República, JORGE SAMPAIO.
Referendada em 16 de Novembro de 2000.
O Primeiro-Ministro, António Manuel de Oliveira Guterres.
" (...)lembro que a Lei nº 28/2000* estipula que “as honras do Panteão destinam-se a homenagear e a perpetuar a memória dos cidadãos portugueses que se distinguiram por serviços prestados ao País, no exercício de altos cargos públicos, altos serviços militares, na expansão da cultura portuguesa, na criação literária, científica e artística ou na defesa dos valores da civilização, em prol da dignificação da pessoa humana e da causa da liberdade.” Portanto, posto isto, conviria em primeiro lugar nacionalmente definir se o futebol é uma Arte Portuguesa exclusiva, se representa realmente os valores da civilização que representamos e se dignifica a pessoa humana. Tal como o FADO foi, quer queiram ou não, definido como Elemento Maior da Cultura Portuguesa e, de igual modo, Património Imaterial da Humanidade. Então, a meu ver, e depois de estabelecidas e compreendidas as regras do jogo, poderíamos continuar a ser coerentes na escolha de quem deve ir ou não para o Panteão Nacional de Santa Engrácia.
E para terminar esta dissertação por certo polémica para muitos, lembro, para minha estranheza e perplexidade, que existem, sem que a maioria dos portugueses ainda saiba, várias personagens marcantes da história portuguesa do século XIX e XX que não estão no Panteão Nacional (o de Santa Engrácia), como Eça de Queiroz, D. Pedro IV, Alexandre Herculano, Antero de Quental, Fernando Pessoa, Egas Moniz, Aristides de Sousa Mendes, Sophia de Mello Breyner Andersen ou José Saramago. Pois bem, e tal como foi referido no início deste texto, sem querer debater quem tenha ou não o direito de ir para o Panteão Nacional, finalizo dizendo que este é o mundo que está sendo criado, um mundo onde tudo é invertido. É neste mundo, alucinado pela pós-modernidade e governado por loucos que vivemos as nossas vidas. A pergunta é: até quando? Até quando deixarmos que esses insanos nos digam o que fazer e como viver; e até lá, seremos governados pela tirania deste tão evidente relativismo moral!"
Publicado em 08/01/2014 por lusofonias.net
*Lei n.º 28/2000
de 29 de Novembro
Define e regula as honras do Panteão Nacional
E para terminar esta dissertação por certo polémica para muitos, lembro, para minha estranheza e perplexidade, que existem, sem que a maioria dos portugueses ainda saiba, várias personagens marcantes da história portuguesa do século XIX e XX que não estão no Panteão Nacional (o de Santa Engrácia), como Eça de Queiroz, D. Pedro IV, Alexandre Herculano, Antero de Quental, Fernando Pessoa, Egas Moniz, Aristides de Sousa Mendes, Sophia de Mello Breyner Andersen ou José Saramago. Pois bem, e tal como foi referido no início deste texto, sem querer debater quem tenha ou não o direito de ir para o Panteão Nacional, finalizo dizendo que este é o mundo que está sendo criado, um mundo onde tudo é invertido. É neste mundo, alucinado pela pós-modernidade e governado por loucos que vivemos as nossas vidas. A pergunta é: até quando? Até quando deixarmos que esses insanos nos digam o que fazer e como viver; e até lá, seremos governados pela tirania deste tão evidente relativismo moral!"
Publicado em 08/01/2014 por lusofonias.net
*Lei n.º 28/2000
de 29 de Novembro
Define e regula as honras do Panteão Nacional
A Assembleia da República decreta, nos termos da alínea c) do artigo 161.º da Constituição, para valer como lei geral da República, o seguinte:
Artigo 1.º
O Panteão Nacional, criado pelo Decreto de 26 de Setembro de 1836, fica instalado em Lisboa, na Igreja de Santa Engrácia.
Artigo 2.º
1 - As honras do Panteão destinam-se a homenagear e a perpetuar a memória dos cidadãos portugueses que se distinguiram por serviços prestados ao País, no exercício de altos cargos públicos, altos serviços militares, na expansão da cultura portuguesa, na criação literária, científica e artística ou na defesa dos valores da civilização, em prol da dignificação da pessoa humana e da causa da liberdade.
2 - As honras do Panteão podem consistir:
a) Na deposição no Panteão Nacional dos restos mortais dos cidadãos distinguidos;
b) Na afixação no Panteão Nacional da lápide alusiva à sua vida e à sua obra.
Artigo 3.º
1 - A concessão das honras do Panteão é da competência exclusiva da Assembleia da República.
2 - O acto referido no número anterior será sempre fundamentado e reveste a forma de resolução da Assembleia da República.
Artigo 4.º
As honras do Panteão não poderão ser concedidas antes do decurso do prazo de um ano sobre a morte dos cidadãos distinguidos.
Artigo 5.º
São revogados o Decreto de 26 de Setembro de 1836 e a Lei n.º 520, de 29 de Abril de 1916.
Artigo 6.º
A presente lei entra em vigor no primeiro dia após a sua publicação.
Aprovada em 12 de Outubro de 2000.
O Presidente da Assembleia da República, António de Almeida Santos.
Promulgada em 14 de Novembro de 2000.
Publique-se.
O Presidente da República, JORGE SAMPAIO.
Referendada em 16 de Novembro de 2000.
O Primeiro-Ministro, António Manuel de Oliveira Guterres.
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terça-feira, 18 de junho de 2013
Sobre poderes, deveres , direitos e abuso de direitos
No dia da greve de professores aos Exames Nacionais :
"E se o governo estava mesmo preocupado com os alunos, podia perfeitamente ter adiado uns míseros dias os exames, que os sindicatos já tinham afirmado que não marcariam outra greve, não podia? Podia."( lido no Facebook)
E se os professores, que são educadores, se preocupassem com os alunos não poderiam fazer greve fora da época de exames? Podiam e deviam. A greve conferiria outra dignidade e credibilidade às sua reivindicações.
A greve é um direito? É . Mas o exercício de um direito não pode nunca prejudicar princípios de ética fundamentais.
"E se o governo estava mesmo preocupado com os alunos, podia perfeitamente ter adiado uns míseros dias os exames, que os sindicatos já tinham afirmado que não marcariam outra greve, não podia? Podia."( lido no Facebook)
E se os professores, que são educadores, se preocupassem com os alunos não poderiam fazer greve fora da época de exames? Podiam e deviam. A greve conferiria outra dignidade e credibilidade às sua reivindicações.
A greve é um direito? É . Mas o exercício de um direito não pode nunca prejudicar princípios de ética fundamentais.
LCB
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da lua sobre...
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Tereza Pizarro Beleza alerta para a existência de uma "revisão constitucional clandestina"
A diretora da Faculdade de Direito da Universidade Nova de
Lisboa, Teresa Pizarro Beleza, alertou hoje para a existência de uma
"revisão constitucional clandestina" em curso, criticando algumas
decisões do Tribunal Constitucional (TC).
Durante a conferência de comemoração dos 50 anos do
Instituto Ciências Sociais, que hoje decorreu na Fundação Calouste Gulbenkian,
Teresa Pizarro Beleza lançou o alerta: "Está em curso uma revisão
constitucional clandestina".
"Há a ideia de
que, em situação de necessidade, vale tudo, inclusivamente passar por cima da
Constituição. Mesmo do lado do Tribunal Constitucional, julgo que há decisões
ou, pelo menos, votos que são criticáveis e que devem ser cuidadosamente
analisados e criticados", defendeu a jurista.
À Lusa, Teresa Pizarro Beleza deu como exemplo a retirada de
alguns direitos dos funcionários públicos, como aconteceu com os cortes dos
subsídios de férias e de natal.
A especialista considera que existe um discurso que tenta
olhar para alguns direitos como sendo "regalias" dos funcionários
públicos. Sem discussão, alerta a jurista, essas mudanças poderão, no futuro,
pôr em causa os direitos de todos.
A professora da Universidade de Direito teme que, por trás
desta argumentação, exista o objetivo de "levar as pessoas a aceitar a
ideia de que existe um grupo privilegiado, que são os funcionários públicos, e
que é preciso começar a cortar nas regalias deles".
O problema, alertou, é que "as pessoas não se percebem
que daqui se passa para cortar a toda a gente. Porque o princípio da igualdade,
em vez de funcionar a favor das pessoas discriminadas, acaba por estender essa
diminuição de direitos a toda a gente".
"Quer a classe política, quer o próprio Tribunal
Constitucional, quer a generalidade dos cidadãos e cidadãs estão dispostos a
aceitar uma alteração profunda da sociedade portuguesa que vai no sentido
contrário aos valores fundamentais que estão na Constituição: da liberdade,
igualdade, dignidade. E penso que é importante as pessoas tomarem consciência
dessa situação", alertou.
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Luísa Castelo-Branco
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quinta-feira, dezembro 13, 2012
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