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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Manuel António Pina, os gatos , os poemas , o provérbio....


"(....)Dou-me bem com os gatos* porque eles, os animais em geral, estão muito próximos do Ser. Como estão alguns personagens literários. Relaciono-me com eles com alguma melancolia, porque "quem me dera ter a tua inconsciência, e a consciência dela" - como escreve Pessoa." - ( excerto do artigo publicado a 26/4/2009, na Pública) 


*Tinha oito.


"
À noite todos os poemas são pardos"- M.A.P.
(como os gatos, lá diz o provérbio....)

sexta-feira, 19 de outubro de 2012


Regresso devagar ao teu
sorriso como quem volta a casa. Faço de conta que
não é nada comigo. Distraído percorro
o caminho familiar da saudade,
pequeninas coisas me prendem,
uma tarde num café, um livro. Devagar
te amo e às vezes depressa,
meu amor, e às vezes faço coisas que não devo,
regresso devagar a tua casa,
compro um livro, entro no
amor como em casa.

Manuel António Pina