Esta vida tem de tudo. Escrevo sobre o que vejo, o que sinto, o que me interessa, sobretudo se e quando me apetecer. Se me lembrar, posso até contar a história do sobretudo que perdi num dia em que estava mesmo na lua...
domingo, 30 de dezembro de 2012
MAN
Dá que pensar....
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Luísa Castelo-Branco
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domingo, dezembro 30, 2012
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Animação e cartoons
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Laura Smith : My Bonny
Encontrei por acaso esta adaptação da canção tradicional "'Bring Back My Bonny To Me', atribuída a H.J. Fuller. Muita gente da minha geração trauteou esta melodia e, tal como esta cantora canadiana, quanto à letra, sabia pouco mais do que o refrão. Laura Smith diz que o resto das palavras apareceu naturalmente um dia, pois a melodia é tão bonita que a canção se cantou para ela...
É uma interpretação com corpo e alma. Belíssima. Arrepia.
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Luísa Castelo-Branco
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sexta-feira, dezembro 28, 2012
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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
O mundo vai começar - Deputado Federal Chico Alencar - PSOL/RJ
O mundo vai começar - Deputado Federal Chico Alencar - PSOL/RJ
O mundo vai começar
Chico Alencar - O Dia - 20/12/2012
O mundo vai mesmo acabar em 2012? Como não há meteoro que vá
nos destruir até o fim do ano, alguns explicam que terminará ‘este mundo’ e
entraremos em outra etapa da Humanidade... Então, que tal aproveitar o embalo
do ‘fim do mundo’ para pôr fim a tanta coisa ruim que existe à nossa volta e
dentro de nós? 2013 só não vai acontecer para os que falecerem. Mas, assim como
conforta acreditar na vida depois da morte, é preciso conferir se acreditamos
na vida antes dela.
Uma regra para o bem viver é colocar a serenidade no lugar
da ansiedade, a doença do século, que nos torna irritadiços e infelizes,
querendo sempre mais do que nossos braços alcançam e nosso estômago pede. Vamos
curtir o paladar do bem mastigado, controlando a voracidade.
Cuidado com isso de vida “normal”: é preciso não ser normal
em demasia. É hora de abrir a inteligência, pois a visão crítica nos faz
crescer. Coloquemos entusiasmo, alma, em tudo o que se fizer. Afinal, esperança
não vem de esperar, mas de um verbo inventado por Paulo Freire, ‘esperançar’.
Todo exercício saudável, até de respiração, prepara melhor
que uma obsessiva e vaidosa malhação. Não basta, porém, o preparo individual.
Ao nosso lado está o Outro, a nos lembrar do necessário espírito coletivo. Para
que todos tenham vez, é preciso praticar a gentileza e jogar fora a estupidez.
Reforcemos a simplicidade de ser, livres de toda empáfia.
Será que é a TV quem nos assiste e o computador quem digita nossos caminhos? A
relação presencial é mais rica do que a virtual. No mundo das máquinas,
indaguemo-nos sempre: estou mesmo integrado à natureza, da qual me sei parte,
ou não passo de um consumista, sem nenhuma arte? Saibamos concluir a construção
desse mundo novo com o que tem o dom de transformar: nossa capacidade de amar.
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Luísa Castelo-Branco
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sexta-feira, dezembro 21, 2012
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Políticas sobretudo
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Zuco 103 - Jussara (Lilian Vieira)
Imagens de obras de arte que podem ser encontradas nas estações de metro por esse mundo fora.
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Luísa Castelo-Branco
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quarta-feira, dezembro 19, 2012
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O sentido do Natal
Revejo esta história de Natal admirada, divertida e encantada com a simplicidade, pureza e humor da encenação e da representação. O que estas crianças conseguem, exprimir o sentido do Natal, não é fácil nestes tempos de artificialidade sufocante ( Uff!!).
Brilhante!
É o postal de Boas Festas que gostaria de pendurar nas árvores de todos aqueles que visitam este blogue. Desejo- lhes um BOM NATAL e espero que entrem com o pé (possível) direito em 2013.
Brilhante!
É o postal de Boas Festas que gostaria de pendurar nas árvores de todos aqueles que visitam este blogue. Desejo- lhes um BOM NATAL e espero que entrem com o pé (possível) direito em 2013.
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Luísa Castelo-Branco
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quarta-feira, dezembro 19, 2012
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Teatro
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
What is art?- Robert Beverley Hale
Robert
Beverly Hale (1901 -November 14, 1985) was an artist, curator of American
paintings at the Metropolitan Museum of Art, and instructor of artistic anatomy
at the Art Students League of New York and the Pennsylvania Academy of Fine
Art. He was also the author of the well-known book "Drawing Lessons from
the Great Masters" as well as the translator of the classic anatomy text
"Artistic Anatomy" by Dr. Paul Richer.
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Luísa Castelo-Branco
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terça-feira, dezembro 18, 2012
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Erykah Badu - ON & ON
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Luísa Castelo-Branco
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terça-feira, dezembro 18, 2012
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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Arte poética -Vitorino Nemésio
Arte poética
A poesia do abstracto?
Talvez.
Mas um pouco de calor,
A exaltação de cada momento,
É melhor.
Quando sopra o vento
Há um corpo na lufada;
Quando o fogo alteou
A primeira fogueira,
Apagando-se fica alguma coisa queimada.
É melhor!
Uma ideia,
Só como sangue de problema;
No mais, não,
Não me interessa.
Uma ideia
Vale como promessa,
E prometer é arquear
A grande flecha.
O flanco das coisas só sangrando me comove,
E uma pergunta é dolorida
Quando abre brecha.
Abstracto!
O abstracto é sempre redução,
Secura.
Perde;
E diante de mim o mar que se levanta é verde:
Molha e amplia.
Por isso, não:
Nem o abstracto nem o concreto
São propriamente poesia.
A poesia é outra coisa.
Poesia e abstracto, não.
Vitorino Nemésio
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Luísa Castelo-Branco
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segunda-feira, dezembro 17, 2012
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Poesia,
Vitorino Nemésio
domingo, 16 de dezembro de 2012
Les Luthiers - Loas al Cuarto de Baño
Les Luthiers (http://www.lesluthiers.com/) é um grupo de comédia musical Argentino que descobri há pouco tempo e me tem encantado pela sua versatilidade, imaginação e humor refinado. O seu reportório é variadíssimo: tocam tudo o que se possa imaginar: tango, samba, blues, jazz, clássico, etc. Fazendo jus ao nome ( do francês "fabricantes de instrumentos musicais") o grupo faz os instrumentos , alguns muitíssimo sofisticados, que usa nos seus recitais.
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Luísa Castelo-Branco
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domingo, dezembro 16, 2012
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HUMOR,
Les Luthiers
sábado, 15 de dezembro de 2012
Clair De Lune - Claude Debussy (Fantasia - Walt Disney)
(Esta é uma cena apagada de Fantasia de Walt Disney)
"Fantasia surgiu quando a Disney começou a produzir O Aprendiz de Feiticeiro como um curta metragem independente. O resultado ficou tão caro que o estúdio decidiu seguir o conselho do maestro Leopold Stokowski e criar uma antologia de de curtas metragens para recuperar os gastos originais.
Na época de seu lançamento, em 1940, Fantasia não teve uma boa recepção e alguns críticos disseram que estava à frente de seu tempo, além de ser considerado muito surreal para a maioria das pessoas. Somente no final dos anos 60 é que o filme recebeu o respeito e admiração que merece.
A Disney regravou toda a trilha sonora de Fantasia para o relançamento do filme em 1982. Isso foi feito porque a trilha original de 1940 estava velha e muito limitada em termos de fidelidade sonora. Já para o relançamento de comemoração dos 50 anos do filme, em 1990, a Disney decidiu recuperar a trilha original, limpando-a o máximo possível. A limitação de fidelidade não pôde ser corrigida, mas a trilha restaurada continuou sendo usada nas versões atuais do filme.
No relançamento de 1982, a orquestração original de Mussorgsky para "Noite na Montanha" foi usada em vez da versão conduzida por Leopold Stokowski.
Durante a produção do filme, os animadores não receberam instruções para a colorização das cenas. Walt Disney os instruiu a usarem as cores que quisessem no início. Para o segmento da mitologia grega, a composição musical escolhida originalmente foi "Cydalise", de Pierne. Mais tarde, Walt Disney decidiu que ela não era expressiva o suficiente para a história, então escolheu a "Sinfonia Pastoral", de Beethoven, para substituí-la.
Inicialmente, um segmento com a música "Clair de Lune", de Claude Debussy faria parte de Fantasia. Ele chegou a ser animado, mas foi cortado da versão final.
O plano original de Walt Disney era relançar Fantasia a cada ano com um segmento musical diferente. Naturalmente, a idéia provou ser muito ambiciosa e não foi levada adiante. Mesmo assim, alguns segmentos chegaram a ser desenhados para essa série de relançamentos. Entre as músicas escolhidas estavam: "O Cisne de Tuonela", de Jean Sibelius; "A Cavalgada das Valquírias", de Richard Wagner; "O Vôo da Abelha", de Rimsky-Koraskov; e "Convite para Valsa", de Carl Maria Weber (este seria estrelado por Peter Pegasus, do segmento "Sinfonia Pastoral").
Originalmente, um segmento com a música "Clair de Lune", de Claude Debussy faria parte de Fantasia. Ele chegou a ser animado, mas foi cortado da versão final.
A música de "O Aprendiz de Feiticeiro" foi a única não gravada pela orquestra da Filadélfia. Ela foi gravada por uma orquestra formada para uma gravação no antigo Pathe Studios, em Culver City, Los Angeles, por volta de 1938, 1939. Todas as outras composições foram gravadas pela orquestra da Filadélfia, na Filadélfia.
Claude Debussy
Claude-Achille Debussy (Saint-Germain-en-Laye, 22 de Agosto de 1862 — Paris, 25 de Março de 1918) foi um músico e compositor francês.
A música inovadora de Debussy agiu como um fenômeno catalisador de diversos movimentos musicais em outros países. Na França, só se aponta Ravel como influenciado, mas só na juventude, não sendo propriamente discípulo. Influenciados foram também Béla Bartók, Manuel de Falla, Heitor Villa-Lobos e outros.
Do Prelúdio à Tarde de um Fauno, com que, para Pierre Boulez, começou a música moderna, até Jogos, toda a arte de Debussy foi uma lição de inconformismo.
Por causa de sua importância foi dado o nome de Debussy a uma cratera do planeta Mercúrio, com mais de 80 km de diâmetro. A cratera foi formada possivelmente pela colisão de um meteoro e é caracterizada por sulcos que, a partir dela, se estendem por vários quilômetros, o que seria uma metáfora da influência do músico. "
Referências
http://www.animatoons.com.br/movies/f...
http://en.wikipedia.org/wiki/Clair_de...)
http://www.youtube.com/user/TepidShar...
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Luísa Castelo-Branco
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sábado, dezembro 15, 2012
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Música,
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ANDRE SARBIB - THIS IS IT - LA VALSE DES LILAS ( Michel Legrand)
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Luísa Castelo-Branco
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sábado, dezembro 15, 2012
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ANDRE SARBIB,
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Música
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Sonny Boy Williamson - Nine below zero
"The colour of this music is blue"
(voyprod on youtube)
(voyprod on youtube)
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Luísa Castelo-Branco
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quinta-feira, dezembro 13, 2012
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Tereza Pizarro Beleza alerta para a existência de uma "revisão constitucional clandestina"
A diretora da Faculdade de Direito da Universidade Nova de
Lisboa, Teresa Pizarro Beleza, alertou hoje para a existência de uma
"revisão constitucional clandestina" em curso, criticando algumas
decisões do Tribunal Constitucional (TC).
Durante a conferência de comemoração dos 50 anos do
Instituto Ciências Sociais, que hoje decorreu na Fundação Calouste Gulbenkian,
Teresa Pizarro Beleza lançou o alerta: "Está em curso uma revisão
constitucional clandestina".
"Há a ideia de
que, em situação de necessidade, vale tudo, inclusivamente passar por cima da
Constituição. Mesmo do lado do Tribunal Constitucional, julgo que há decisões
ou, pelo menos, votos que são criticáveis e que devem ser cuidadosamente
analisados e criticados", defendeu a jurista.
À Lusa, Teresa Pizarro Beleza deu como exemplo a retirada de
alguns direitos dos funcionários públicos, como aconteceu com os cortes dos
subsídios de férias e de natal.
A especialista considera que existe um discurso que tenta
olhar para alguns direitos como sendo "regalias" dos funcionários
públicos. Sem discussão, alerta a jurista, essas mudanças poderão, no futuro,
pôr em causa os direitos de todos.
A professora da Universidade de Direito teme que, por trás
desta argumentação, exista o objetivo de "levar as pessoas a aceitar a
ideia de que existe um grupo privilegiado, que são os funcionários públicos, e
que é preciso começar a cortar nas regalias deles".
O problema, alertou, é que "as pessoas não se percebem
que daqui se passa para cortar a toda a gente. Porque o princípio da igualdade,
em vez de funcionar a favor das pessoas discriminadas, acaba por estender essa
diminuição de direitos a toda a gente".
"Quer a classe política, quer o próprio Tribunal
Constitucional, quer a generalidade dos cidadãos e cidadãs estão dispostos a
aceitar uma alteração profunda da sociedade portuguesa que vai no sentido
contrário aos valores fundamentais que estão na Constituição: da liberdade,
igualdade, dignidade. E penso que é importante as pessoas tomarem consciência
dessa situação", alertou.
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Luísa Castelo-Branco
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quinta-feira, dezembro 13, 2012
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(in)Justiça-(en)Direito?
Scala & Kolacny Brothers - With Or Without You (U2 Cover)
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Luísa Castelo-Branco
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quinta-feira, dezembro 13, 2012
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COROS,
Cover,
Música,
Scala & Kolacny Brothers
A Liberdade - Manoel de Oliveira
"Hoje a liberdade é tida como um direito absoluto. Mas
não há liberdade absoluta. A liberdade não é sequer um direito. A liberdade é
um dever, um dever fortíssimo. A liberdade é o respeito pelo próximo. O
Espinoza dizia: nós supomo-nos livres porque ignoramos as forças que impedem os
nossos actos. De maneira que há forças que nos são estranhas, não somos nós. Eu
sinto-me um joguete, uma marioneta. Sou conduzido por forças que ignoro. Eu
sinto isso, eu pressinto isso"
Tema - Liberdade Fonte: Notícias Magazine
(DN) / 20040509
Manoel de Oliveira
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Luísa Castelo-Branco
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quinta-feira, dezembro 13, 2012
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Liberdade,
Manuel de Oliveira,
Opinião
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Proper Posture 1947
Extraordinário!
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Luísa Castelo-Branco
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terça-feira, dezembro 11, 2012
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Exercício físico
Publicada por
Luísa Castelo-Branco
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terça-feira, dezembro 11, 2012
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Fernando Namora in 'Marketing'
Marketing
Aqui a meu lado o bom cidadão
escolheu Sagres
que é tudo tudo cerveja
a pausa que refresca
a longa pausa de um longo cigarro King Size.
atenção ao marketing.
Eu não gosto de cerveja
mas tenho de gostar que os outros gostem de cerveja
sobretudo da Sagres
para não contrariar os fabricantes de cerveja.
atenção ao marketing.
Ninguém contraria os fabricantes de cerveja
ninguém contraria os fabricantes do Opel e da Super Silver
nem os fabricantes de alcatifas para panaceias
nem as panaceias nem os códigos e os édredons macios
nem as mensagens de natal dos estadistas
nem os negociantes de armas da Suíça
nem o homem de capa negra que virou as costas ao Palmolive.
Está tudo perfeito e deito-me no conforto de um Lusospuma
a ver as processões passar mesmo sem anjos mesmo sem anjos
que são agora selvagens e voam numa Harley.
Deito-me e obedeço aos fabricantes do Clarim
que é uma alta onda ou uma onda alta
sem esquecer as fitas do John Waine e a chama viva do Butagás
e se calhar sentir fome terei toda a frescura serrana
numa fatia de pão.bu
atenção ao marketing.
Vitonizo-me desodorizo-me atravesso as ruas nas passagens dos peões
louvo quem me dizem para louvar e desconfio dos negros americanos
e dos blousons noirs que não usam Lux
e não compram um frigorífico a prestações
e com o meu escudo invisível
portejo-me dos vírus subversivos
sou um bom cidadão sou um bom cidadão
obedeço ao marketing à General Motors e ao Pentágono.
Dantes tinha problemas era o odor corporal
e eu não o sabia até me higienizar seis vezes ao dia com o sabonete das estrelas
e as paradas marciais e os 5-3 do Eusébio à Coreia
e o talco Cadum que ama demoradamente roucamente tepidamente os corpos que
[merecem ser amados...
Obedeço ao marketing não contrario.
Ninguém contraria os fabricantes das ideias e os fabricantes do Fula
que é o da cor do sol
ninguém pisa os riscos brancos do tráfego
nem chama os bombeiros sem concorrer ao sorteio
concorro concorro e vejo nos sinaleiros o pai natal vestido de Scotchgard
ninguém sai do emprego antes de assinar o ponto a horas fixas
e gastar o dinheiro da semana sábado à tarde
no Dardo que é tudo a prestações e é mesmo em frente da Música no Coração.
Fazendo Portugal mais alegre com o folclore da TV e a tinta Robbialac
não contrario obedeço obedeço e meto os meninos na cama
quando me dizem vamos dormir.
atenção ao marketing.
Sagres é uma boa cerveja
e eu acabarei por gostar da Sagres
como gosto do Rexina.
Sagres é a pausa que refresca e tem vitaminas
todas as bebidas da televisão têm vitaminas
mesmo as do programa literário que é detergente
e eu uso-as e sou um cidadão perfeito
e até já consigo adormecer com hipnóticos
depois de tomar o Tofa descafeinado
e no Verão visto calções de banho de fibras sintéticas
para me banhar na Torralta
cidadão perfeito perfeitamente bronzeado com o Ambre Solaire.
Também vou arear as caçarolas e os nervos e os miolos
com um pó azul de que não me lembra o nome
não me lembra mas a culpa já não é minha
porque na mesma noite
massajado com Aqua Velva
fiz a barba com Gillette, e Schick e Nacet
e fui não sei aonde sempre com a mesma lâmina
e oito dias depois (eu era actor ou toureiro?)
a lâmina ainda me escanhoou mais uma barba
antes de eu descer no aeroporto
onde me esperava um agente do marketing.
Os produtores viram-me à descida do avião
primeiro julgaram que era o filho da Sophia Loren
ou o Onassis mas era eu
e gostaram da minha barba bem feita.
(Da barba bem feita
ou do casaco Dralon que não se amarrotara
durante a viagem da Polinésia para Lisboa?)
Confesso que já não me lembra mas a culpa não é minha
pois na mesma noite
fui o homem de não sei quê que marca o rumo
por vestir regras ou camisas ou calças que não enrugam
e fartei-me de assistir a discursos e a inaugurações
e fartei-me de comer chocolates Regina e pescada congelada
e de lavar a roupa com Ajax e com o Rino
e de me banhar com Omo ou seja uma onda de brancura
e fiz-me mecânico de automóveis
só para que o cavaleiro da armadura branca
me tocasse com a sua lança mágica
e me pusesse branco branco branco
três vezes branco como as páginas do Reader’s
de cérebro irrepreensivelmente lexivizado
pelos locutores da televisão pela oratória dos políticos
e passado a ferro com um ferro eléctrico automático
que talvez fosse – ou não? – uma enceradora Philips.
Tudo coisas admiráveis e desesperadamente necessárias
que eu devo ao marketing
e me são cozinhadas num abrir e fechar de olhos
nas palavras de pressão
de todo o bom cidadão.
E no intervalo bebi café puro o do gostinho especial
Sical Sical que é um luxo verdadeiro
Por pouco dinheiro.
Vitonizadi esterilizado comprando e concorrendo
esqueci-me de amar do amor das árvores e do rio
esqueci-me de mim tão entretido estava a admirar a Lisnave
esqueci-me do rio e dos barcos
e da saudade de pedra do Fernando Pessoa
e esqueci-me de sonhar que era marinheiro.
Concorra concorra foi isso que não reparei
que uma rapariga cortou as veias
talves fosse com uma Diplomatic
que tem o fio e o silvo de uma espada a degolar avestruzes.
No programa só havia bombeiros
nem uma rapariga a cortar as veias (não era a Caprília)
nem o rio nem o amor nem a raiva da Venezuela.
Se mágoa sentia era a de ter esquecido
dar murros no espião da Missão Impossível
(atenção ao marketing)
e já não saí de casa para ver o rio
só pelo gosto de me aquecer com um Ignis.
E na mesma noite noite boa noite branca
fumei Estoril Valetes Kayakes e bebi Compal
depois da Salus e da Schweppes
fumei quilómetros e quilómetros de prazer
quilómetros e mais quilómetros – há um Ford no meu futuro –
mais facturas mais fomes mais prazer
e agora já não sei qual dos cigarros com filtro
me soube melhor.
Foram todos foram todos de certeza
pois se me dizem que preciso de Omo
do Ajax do Estoril do Dralon
do esquentador e das alcatifas sem nódoas
não me preocupo não te preocupes
o Meraklon não preocupa ninguém
mando para o diabo o amor e o rio e a rapariga que cortou as veias
não me preocupo não me preocupo
digo pois pois ao Jota Pimenta e ao Escort
e hei-de virar-me do avesso para os possuir.
Os corpos que merecem ser amados merecem o talco Cadum.
Numa onda de brancura obedeço ao marketing. Sou um bom cidadão.
E na mesma noite
vi umas bombas que caíam muito ao longe
numa lonjura mais longe que a Lua
onde as pessoas podiam estar quietas a fumar Marialvas
e a lavarem-se com Rino que lava lava lava
lava três vezes mais lava ou mata que se farta
e me ajuda a ser bom cidadão.
atenção ao marketing.
Vi uns homens a inaugurarem estátuas
e vi fardas e paradas e conferências
e crianças a sorrir
para os homens sorridentes que inauguravam estátuas
e vi homens que falavam e pensavam por mim
a escolherem por mim o bom e o mau
de modo a que eu não possa ser tentado
a confundir o mau com o bom ou vice-versa ou vice-versa.
Deitado no conforto de um Lusospuma
vi os porcalhões dos hippies nas ruas de Estocolmo
bem longe nas ruas de Estocolmo
mesmo a pedirem uns safanões
dos homens que acariciam crianças
e têm todas as verdades na mão
só para que eu seja um bom cidadão.
É isto: marco o rumo. As minhas cuecas marcam o rumo.
Preciso e gosto de uma data de coisas
e só agora o sei.
Menos da Sagres. Mas acabarei por gostar.
Ninguém contraria o marketing por muito tempo.
Ninguém contraria os fabricantes de bem fazer
o bom cidadão.
E tudo graças ao marketing.
Fernando Namora
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Luísa Castelo-Branco
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terça-feira, dezembro 11, 2012
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Fernando Namora,
Poesia
domingo, 9 de dezembro de 2012
Cantares ao Desafio - Alto Minho, Portugal
Augusto Canário & Amigos no programa "Chakall e Pulga" da SIC
Publicada por
Luísa Castelo-Branco
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domingo, dezembro 09, 2012
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Cantares ao desafio,
FOLCLORE,
Minho,
Portugal
Vira do Minho de Carolina Serpa Marques
Carolina Serpa Marques nasceu no Porto em 1966.
Em 1989 terminou a Licenciatura em Direito na Universidade
Católica do Porto e desde 1991 leciona na Universidade Lusíada do Porto.
Dedica-se à pintura como autodidata, executando retratos por
encomenda.
Em 2010 é selecionada como finalista do Prémio Carmen
Miranda.
Expôs individualmente na Galeria dos Benfeitores da Santa
Casa da Misericórdia do Porto - Outubro de 2010, Trinc’Arte, Porto-Junho 2011,
Clik, Porto- Dezembro 2011 e Janeiro2012, Vivacidade- Espaço Criativo-
Fevereiro 2012. Participou em exposições coletivas na
Fundação Eng.º António de
Almeida, Porto (1995),
Museu Municipal Carmen
Miranda, Marco de Canavezes (2010) e Casa das Artes de V.N Famalicão
(2012). Encontra-se representada na coleção da Santa Casa da Misericórdia do
Porto e em coleções particulares, em Portugal e no estrangeiro.
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Luísa Castelo-Branco
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domingo, dezembro 09, 2012
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Carolina Serpa Marques,
Pintura
sábado, 8 de dezembro de 2012
Oscar Niemeyer- A vida é um sopro
Oscar Ribeiro de Almeida Niemeyer Soares Filho (Rio de Janeiro, 15 de dezembro de 1907 – Rio de Janeiro, 5 de dezembro de 2012) foi um arquiteto brasileiro, considerado uma das figuras-chave no desenvolvimento da arquitetura moderna.
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Luísa Castelo-Branco
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sábado, dezembro 08, 2012
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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
JOAQUIN SABINA - Contigo.
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Luísa Castelo-Branco
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quinta-feira, dezembro 06, 2012
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Música
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
O Acordo Ortográfico - Miguel Esteves Cardoso
O Acordo Ortográfico
Dantes, cada país exercia o direito inalienável de escrever
a língua portuguesa como queria. As variações ortográficas tinham graça e
ajudavam a estabelecer a identidade cultural de cada país. Agora, com o Acordo
Tortográfico, a diferença está em serem os Portugueses a escreverem como todos
os outros países querem.
Os Portugueses, no fundo, assinaram um Pacto Ortográfico que
soube a Pato. Ninguém imagina os Espanhóis, os Franceses ou os Ingleses a
lançarem-se em acordos tortográficos, a torto e a direito, como os Portugueses.
Cada país – seja Timor, seja o Brasil, seja Portugal – tem o direito e o dever
de deixar desenvolver um idioma próprio, Portugal já tem uma língua e uma
ortografia próprias. Há já bastante tempo. O Brasil, por sua vez, tem
conseguido criar um idioma de base portuguesa que é riquíssimo e que se
acrescenta ao nosso. Os países africanos que foram colónias nossas avançam pelo
mesmo caminho. Tentar «uniformizar» a ortografia, em culturas tão diversas, por
decretos aleatórios que ousam passar por cima dos misteriosos mecanismos da
língua, traduz um insuportável colonialismo às avessas, um imperialismo
envergonhado e bajulador que não dignifica nenhuma das várias pátrias
envolvidas. É uma subtracção totalitária.
A ortografia brasileira tem a sua razão de ser, e a sua
identidade própria. Quando lemos um livro brasileiro, desde um «Pato Donald» ao
Guimarães Rosa, essas variações são perfeitamente compreensíveis. Até achamos
graça, como os Brasileiros acham graça à nossa. Tentar «uniformizar»
artificialmente a ortografia, para além das bases mínimas da Convenção de 1945,
é da mesma ordem de estupidez que pretender que todos aqueles que falam
português falem com a pronúncia de Celorico ou de Salvador da Bahia. É
ridículo, é anticultural e é humilhante para todos nós. Se não tivessem já
gozado, era caso para mandá-los gozar com o Camões.
As línguas são indissociáveis das culturas e das histórias
nacionais, e elas são diferentes em todos os países que hoje falam português à
maneira deles. A maneira deles é a maneira deles, e a nossa é a nossa. A única
diferença é que Portugal já há muito achou a sua própria maneira, tanto mais
que a pôde ensinar a outros povos, e é um ultraje e um desrespeito pretender
que passemos a escrever como os Moçambicanos ou como os Brasileiros. Eles são
países novinhos. Nós somos velhinhos. E não faz sentido ensinar os velhinhos a
dizer gugudadá, só para que possam «falar a mesma língua» que as criancinhas.
Dizem que é «mais conveniente». Mais conveniente ainda era
falarmos todos inglês, que dá muito mais jeito. Ou esperanto. Dizem que a
informática não tem acentos. É mentira. Basta um esforçozinho de nada, como já
provaram os Franceses e já vão provando alguns programadores portugueses. Dizem
que é mais racional. Mas não é racional andar a brincar com coisas sérias. A
nossa língua e a nossa ortografia são das poucas coisas realmente sérias que
Portugal ainda tem. É irracional querer misturar a política da língua com a
língua da política.
O que vale é que, neste mesmo momento, muitos Portugueses –
escritores, jornalistas e outros utentes da nossa língua – estão a organizar-se
para combater esta inestética monstruosidade. Que graça tinha se se fizesse um
Acordo Ortográfico e nenhum português, brasileiro ou cabo-verdiano o
obedecesse. Isso sim, seria um acordo inteligente. Concordar em discordar é a
verdadeira prova de civilização.
Miguel Esteves Cardoso
Publicada por
Luísa Castelo-Branco
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terça-feira, dezembro 04, 2012
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Acordo Ortográfico,
Crónica,
Miguel Esteves Cardoso,
Opinião
Odetta Live in concert 2005, "House of the Rising Sun"
Esta é uma velha canção folk (ninguém sabe quem a fez), que conta a triste vida de uma prostituta de Nova Orleães ; por isso é tradicionalmente
cantada por uma mulher.
Há muitas e boas versões de "Rising Sun Blues" ( "The House of the Rising Sun" ou apenas "House of the Rising Sun" ).Por
exemplo as dos The Animals ,Bob Dylan, Nina Simone , tiveram muto sucesso. Mas esta
interpretação é diferente. Tocante. Excelente! Acrescentando dor e tristeza à sua
voz, Odetta deu a
esta canção tudo o que ela sempre pediu: ALMA !
Publicada por
Luísa Castelo-Branco
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terça-feira, dezembro 04, 2012
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