sábado, 25 de novembro de 2017

Charles Aznavour - Tu t'laisses aller

*Aznavour nº1*


C'est drôle c' que t'es drôle à r'garder
T'es là, t'attends, tu fais la tête
Et moi j'ai envie d' rigoler
C'est l'alcool qui monte en ma tête
Tout l'alcool que j'ai pris ce soir
Afin d'y puiser le courage
De t'avouer que j'en ai marre
De toi et de tes commérages
De ton corps qui me laisse sage
Et qui m'enlève tout espoir

J'en ai assez faut bien qu' j' te l' dise
Tu m'exaspères, tu m' tyrannises
Je subis ton sale caractère
Sans oser dire que t'exagères
Oui t'exagères, tu l' sais maintenant
Parfois je voudrais t'étrangler
Dieu que t'as changé en cinq ans
Tu t' laisses aller, tu t' laisses aller

Ah ! Tu es belle à regarder
Tes bas tombant sur tes chaussures
Et ton vieux peignoir mal fermé
Et tes bigoudis quelle allure
Je me demande chaque jour
Comment as-tu fait pour me plaire ?
Comment ai-je pu te faire la cour
Et t'aliéner ma vie entière ?
Comme ça tu ressembles à ta mère
Qu'a rien pour inspirer l'amour

Devant mes amis quelle catastrophe
Tu m' contredis, tu m'apostrophes
Avec ton venin et ta hargne
Tu ferais battre des montagnes
Ah ! J'ai décroché le gros lot
Le jour où je t'ai rencontrée
Si tu t' taisais, ce s'rait trop beau
Tu t' laisses aller, Tu t' laisses aller

Tu es une brute et un tyran
Tu n'as pas de cœur et pas d'âme
Pourtant je pense bien souvent
Que malgré tout tu es ma femme
Si tu voulais faire un effort
Tout pourrait reprendre sa place
Pour maigrir, fais un peu de sport
Arrange-toi devant ta glace
Accroche un sourire à ta face
Maquille ton cœur et ton corps


Au lieu d' penser que j' te déteste
Et de me fuir comme la peste
Essaie de te montrer gentille
Redeviens la petite fille
Qui m'a donné tant de bonheur
Et parfois comme par le passé
J'aimerais que tout contre mon cœur
Tu t' laisses aller, tu t' laisses aller


Charles Aznavour (1960)


The benefits of good posture - Murat Dalkilinç

Trying to finding a long, healthy and happy spine

*slowly fixes the posture while watching the vídeo* ( Yes!)



"slowly goes back to slouching when video ends"(   well , you sat up straight almost five minutes ; it is a start!)



Perico Sambeat- "Baladas"

Música d'embalar....

Perico Sambeat em quarteto com Javier Colina, Bernardo Sassetti e Borja Barrueta.


sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Onde Nasceu a Ciência e o Juízo?

MOTE

— Onde nasceu a ciência
— Onde nasceu o juízo
Calculo que ninguém tem
Tudo quanto lhe é preciso

GLOSAS

Onde nasceu o autor
Com forças p'ra trabalhar
E fazer a terra dar
As plantas de toda a cor
Onde nasceu tal valor
Seria uma força imensa
E há muita gente que pensa
Que o poder nos vem de Cristo
Mas antes de tudo isto
Onde nasceu a ciência

De onde nasceu o saber
Do homem, naturalmente.
Mas quem gerou tal vivente
Sem no mundo nada haver
Gostava de conhecer
Quem é que formou o piso
Que a todos nós é preciso
Até o mundo ter fim
Não há quem me diga a mim
Onde nasceu o juízo

Sei que há homens educados
Que tiveram muito estudo
Mas esses não sabem tudo
Também vivem enganados
Depois dos dias contados
Morrem quando a morte vem
Há muito quem se entretém
A ler um bom dicionário
Mas tudo o que é necessário
Calculo que ninguém tem

Ao primeiro homem sabido
Quem foi que lhe deu lições
P'ra ter habilitações
E ser assim instruído
Quem não estiver convencido
Concorde com este aviso
— Eu nunca desvalorizo
Aquel' que saber não tem
Porque não nasceu ninguém
Com tudo quanto é preciso

António Aleixo in "Este Livro que Vos Deixo" ( 1969)

"Considerado um dos poetas populares portugueses de maior relevo, afirmando-se pela sua ironia
e pela crítica social sempre presente nos seus versos, António Aleixo também é recordado como homem simples, humilde e semi-analfabeto, e ainda assim ter deixado como legado uma obra poética singular no panorama literário português da primeira metade do século XX."
( ler mais em https://pt.wikipedia.org/wiki/António_Aleixo)

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Classic Sesame Street film- a boy goes to the dance studio

Awesome!

Amália Rodrigues no Café Luso - Fado Mayer

“Amália no Café Luso” é a mais antiga gravação ao vivo conhecido de Amália: um espectáculo completo gravado em dezembro de 1955 quando era “residente” do Café Luso, na época um dos mais prestigiados locais de fado de Lisboa. Na altura, os puristas do fado ficaram chocados com a “audácia” de gravar um disco de fado ao vivo. No entanto, este disco é, por muitos, considerado um dos melhores álbuns de sempre da música popular portuguesa, exactamente porque nele se conjugam a Amália-fadista, o lugar de culto do fado e, ainda, numa cuidada apresentação gráfica, imagens significativas de uma certa Lisboa: da ditadura salazarista; de um tipo de boémia em que se contactavam, sem se misturar fora da alcova, povo e aristocracia, senhores e prostitutas, nobres de nascimento e cantoras de cabaré. “Amália no Café Luso” é quase um álbum conceptual antes de tempo. Amália Rodrigues nesta gravação é acompanhada por Domingos Camarinha e Santos Moreira"



Uma gravação que faz parte da história do Fado.  
Cresci a ouvir este álbum, que já cá esteve uma vez com outro tema .  
 É fascinante ouvir a apresentação de Filipe Pinto, a quase recusa de Amália em gravar "não, isto ( o microfone) faz-me impressão", o barulho na sala e o silencio  logo que se ouvem as primeiras notas do Fado Mayer (com  música de Armandinho)
 

* esta publicação está relacionada com a de 9 /11/2017*