Deslizante, como o toque delicado da seda na pele....
Esta vida tem de tudo. Escrevo sobre o que vejo, o que sinto, o que me interessa, sobretudo se e quando me apetecer. Se me lembrar, posso até contar a história do sobretudo que perdi num dia em que estava mesmo na lua...
terça-feira, 18 de agosto de 2015
Jacky Terrasson & Stéphane Belmondo-You are the Sunshine of my Life
Publicada por
Luísa Castelo-Branco
à(s)
terça-feira, agosto 18, 2015
0
comentários
Enviar a mensagem por emailDê a sua opinião!Partilhar no XPartilhar no FacebookPartilhar no Pinterest
Etiquetas:
Cover,
Jacky Terrasson,
Jazz,
Música,
Stéphane Belmondo
sexta-feira, 14 de agosto de 2015
" Os amigos "- Camilo Castelo Branco ( 1825-1890)
Eu já contei. Vaidades que eu sentia!
Supus que sobre a terra não havia
Mais ditoso mortal entre os mortais.
Amigos cento e dez, tão serviçais,
Tão zelosos das leis da cortesia,
Que eu, já farto de os ver, me escapulia
Às suas curvaturas vertebrais.
Um dia adoeci profundamente.
Ceguei. Dos cento e dez houve um somente
Que não desfez os laços quase rotos.
- Que vamos nós (diziam) lá fazer?
Se ele está cego, não nos pode ver…
Que cento e nove impávidos marotos!
*Nota biográfica*
Desde 1865 que Camilo começara a sofrer de graves problemas visuais (diplopia e cegueira nocturna). Era um dos sintomas da temida neurosífilis, o estado terciário da sífilis ("venéreo inveterado", como escreveu em 1866 a José Barbosa e Silva), que além de outros problemas neurológicos lhe provocava uma cegueira, aflitivamente progressiva e crescente, que lhe ia atrofiando o nervo óptico, impedindo-o de ler e de trabalhar capazmente, mergulhando-o cada vez mais nas trevas e num desespero suicidário. Ao longo dos anos, Camilo consultou os melhores especialistas em busca de uma cura, mas em vão. A 21 de Maio de 1890, dita esta carta ao então famoso oftalmologista aveirense, Dr. Edmundo de Magalhães Machado:
Illmo. e Exmo. Sr.,
Sou o cadáver representante de um nome que teve alguma reputação gloriosa n’este país durante 40 anos de trabalho. Chamo-me Camilo Castelo Branco e estou cego. Ainda há quinze dias podia ver cingir-se a um dedo das minhas mãos uma flâmula escarlate. Depois, sobreveio uma forte oftalmia que me alastrou as córneas de tarjas sanguíneas. Há poucas horas ouvi ler no Comércio do Porto o nome de V. Exa. Senti na alma uma extraordinária vibração de esperança. Poderá V. Exa. salvar-me? Se eu pudesse, se uma quase paralisia me não tivesse acorrentado a uma cadeira, iria procurá-lo. Não posso. Mas poderá V. Exa. dizer-me o que devo esperar d’esta irrupção sanguínea n’uns olhos em que não havia até há pouco uma gota de sangue? Digne-se V. Exa. perdoar à infelicidade estas perguntas feitas tão sem cerimónia por um homem que não conhece.
Camilo Castelo Branco
A 1 de Junho desse ano, o Dr. Magalhães Machado visita o escritor em Seide. Depois de lhe examinar os olhos condenados, o médico com alguma diplomacia, recomenda-lhe o descanso numas termas e depois, mais tarde, talvez se poderia falar num eventual tratamento. Quando Ana Plácido acompanhava o médico até à porta, eram três horas e um quarto da tarde, sentado na sua cadeira de balanço, desenganado e completamente desalentado, Camilo Castelo Branco disparou um tiro de revólver na têmpora direita. Mesmo assim, sobreviveu em coma agonizante até às cinco da tarde. A 3 de Junho, às seis da tarde, o seu cadáver chegava de comboio ao Porto e no dia seguinte, conforme o seu pedido, foi sepultado perpetuamente no jazigo de um amigo, João António de Freitas Fortuna, no cemitério da Venerável Irmandade de Nossa Senhora da Lapa.
Publicada por
Luísa Castelo-Branco
à(s)
sexta-feira, agosto 14, 2015
0
comentários
Enviar a mensagem por emailDê a sua opinião!Partilhar no XPartilhar no FacebookPartilhar no Pinterest
Etiquetas:
Camilo Castelo Branco,
Literatura,
Poesia
quinta-feira, 13 de agosto de 2015
Fat Freddys Drop - Hope
To the river wide and strong
It won't take long
We can all go together
If we just hold on
It won't take long
We can all go together
If we just hold on
Hope,
I want my child to see the beauty of this place
To walk from the mountains, to the sea
Publicada por
Luísa Castelo-Branco
à(s)
quinta-feira, agosto 13, 2015
0
comentários
Enviar a mensagem por emailDê a sua opinião!Partilhar no XPartilhar no FacebookPartilhar no Pinterest
Etiquetas:
Fat Freddys Drop,
Música
domingo, 2 de agosto de 2015
Manuel Queiró (b.1995)
Retrato
2014
Auto-retrato
2015
(desenho ao vivo)
2015 ( Paint)
© todos os direitos reservados
2016 (Óleo sobre tela)
Publicada por
Luísa Castelo-Branco
à(s)
domingo, agosto 02, 2015
0
comentários
Enviar a mensagem por emailDê a sua opinião!Partilhar no XPartilhar no FacebookPartilhar no Pinterest
Etiquetas:
Arte,
Manuel Queiró-Pintura,
Pintura
Roberta Estrela D'Alva - SLAM BLUES
(...)
Paixão é Julieta.
Amor é Fermina Daza.
Paixão é Julieta.
Amor é Fermina Daza.
Publicada por
Luísa Castelo-Branco
à(s)
domingo, agosto 02, 2015
0
comentários
Enviar a mensagem por emailDê a sua opinião!Partilhar no XPartilhar no FacebookPartilhar no Pinterest
Etiquetas:
Música,
Poesia,
Roberta Estrela D'Alva
quinta-feira, 23 de julho de 2015
Por Una Cabeza de Carlos Gardel
The Melody...
They say this it's not Tango, it lacks the feelings, the emotion and the passion of tango . Well, I'm not from Argentina, I feel this is a magical performance.
They say this it's not Tango, it lacks the feelings, the emotion and the passion of tango . Well, I'm not from Argentina, I feel this is a magical performance.
Itzhak Perlman(!!!!!) - Violin
John Williams- conductor
The song and the Lirycs,
Por una cabeza
De un noble potrillo
Que justo en la raya
Afloja al llegar
Y que al regresar
Parece decir:
No olvidéis, hermano
Vos sabés, no hay que jugar
Por una cabeza
Metejón de un día
De aquella coqueta
Y risueña mujer
Que al jurar sonriendo
El amor que está mintiendo
Quema en una hoguera
Todo mi querer
Por una cabeza
Todas las locuras
Su boca que besa
Borra la tristeza
Calma la amargura
Por una cabeza
Si ella me olvida
Qué importa perderme
Mil veces la vida
Para qué vivir
Cuantos desengaños
Por una cabeza
Yo juré mil veces
No vuelvo a insistir
Pero si un mirar
Me hiere al pasar
Su boca de fuego
Otra vez quiero besar
Basta de carreras
Se acabó la timba
¡Un final reñido
Ya no vuelvo a ver!
Pero si algún pingo
Llega a ser fija el domingo
Yo me juego entero.
¡Qué le voy a hacer!
Alfredo Le Pera / Carlos Gardel
...And the movies clips.
John Williams- conductor
The song and the Lirycs,
Por una cabeza
De un noble potrillo
Que justo en la raya
Afloja al llegar
Y que al regresar
Parece decir:
No olvidéis, hermano
Vos sabés, no hay que jugar
Por una cabeza
Metejón de un día
De aquella coqueta
Y risueña mujer
Que al jurar sonriendo
El amor que está mintiendo
Quema en una hoguera
Todo mi querer
Por una cabeza
Todas las locuras
Su boca que besa
Borra la tristeza
Calma la amargura
Por una cabeza
Si ella me olvida
Qué importa perderme
Mil veces la vida
Para qué vivir
Cuantos desengaños
Por una cabeza
Yo juré mil veces
No vuelvo a insistir
Pero si un mirar
Me hiere al pasar
Su boca de fuego
Otra vez quiero besar
Basta de carreras
Se acabó la timba
¡Un final reñido
Ya no vuelvo a ver!
Pero si algún pingo
Llega a ser fija el domingo
Yo me juego entero.
¡Qué le voy a hacer!
Alfredo Le Pera / Carlos Gardel
...And the movies clips.
Publicada por
Luísa Castelo-Branco
à(s)
quinta-feira, julho 23, 2015
0
comentários
Enviar a mensagem por emailDê a sua opinião!Partilhar no XPartilhar no FacebookPartilhar no Pinterest
Etiquetas:
Um filme,
uma canção
sexta-feira, 17 de julho de 2015
A liberdade individual não pode existir senão depois de conquistada...
Diálogos sobre a tirania
A liberdade individual não pode existir senão depois de conquistada a liberdade social, e, principalmente, a económica. De que me serve a liberdade de escrever um romance se, por uma questão de temperamento, só posso escrever concentradamente, e tenho de ir para um escritório todos os dias?
Ora a liberdade económica existe pela existência do capital. É impossível universalmente; e o socialismo, em vez de ser uma libertação económica, é uma ausência completa de liberdade. O socialismo torna extensivo a toda a gente o servismo da maioria. Não são os escravos que querem libertar-se: são os escravos que querem escravizar tudo. Se eu sou corcunda, sejam todos corcundas,.
É esta a razão por que, sem querer mas sabiamente, a Natureza fez o homem construir o privilégio. A aristocracia é a maneira de se poder pensar livremente. Disse-se que a maioria dos escritores tinham sido favorecidos pelas circunstâncias financeiras domésticas. Tomou-se isso por lamentável para os que não foram favorecidos. Mas o contrário é que é o sentimento bom: há que regozijar-nos com os que foram escolhidos, e não que lamentar os que o não foram, a não ser sentimentalmente.
Bem diziam os homens da Idade Média, concebendo a liberdade, não como um direito, mas como um privilégio.
Fernando Pessoa
1918 (?)
Ultimatum e Páginas de Sociologia Política. Fernando Pessoa. (Recolha de textos de Maria Isabel Rocheta e Maria Paula Morão. Introdução e organização de Joel Serrão.) Lisboa: Ática, 1980. -
Ultimatum e Páginas de Sociologia Política. Fernando Pessoa. (Recolha de textos de Maria Isabel Rocheta e Maria Paula Morão. Introdução e organização de Joel Serrão.) Lisboa: Ática, 1980. -
Publicada por
Luísa Castelo-Branco
à(s)
sexta-feira, julho 17, 2015
0
comentários
Enviar a mensagem por emailDê a sua opinião!Partilhar no XPartilhar no FacebookPartilhar no Pinterest
Etiquetas:
FERNANDO PESSOA Sociologia,
Politica
Subscrever:
Mensagens (Atom)






