Esta vida tem de tudo. Escrevo sobre o que vejo, o que sinto, o que me interessa, sobretudo se e quando me apetecer. Se me lembrar, posso até contar a história do sobretudo que perdi num dia em que estava mesmo na lua...
domingo, 10 de fevereiro de 2013
Melody Gardot - Who Will Comfort Me (Live Abbey Road 2009)
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Luísa Castelo-Branco
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domingo, fevereiro 10, 2013
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Música
AMOR FEINHO
Eu quero amor feinho.
Amor feinho não olha um pro outro.
Uma vez encontrado, é igual fé,
não teologa mais.
Duro de forte, o amor feinho é magro, doido por sexo
e filhos tem os quantos haja.
Tudo que não fala, faz.
Planta beijo de três cores ao redor da casa
e saudade roxa e branca,
da comum e da dobrada.
Amor feinho é bom porque não fica velho.
Cuida do essencial; o que brilha nos olhos é o que é:
eu sou homem você é mulher.
Amor feinho não tem ilusão,
o que ele tem é esperança:
eu quero amor feinho.
Adélia Prado
(Adélia Luzia Prado Freitas (Divinópolis - MG, 13 de dezembro de 1935).
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Luísa Castelo-Branco
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domingo, fevereiro 10, 2013
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Poesia
A Morte do Cisne por John Lennon da Silva.mp4
(.....)
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Luísa Castelo-Branco
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domingo, fevereiro 10, 2013
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Dança
sábado, 9 de fevereiro de 2013
A Companheira por Zelia Duncan
Zélia Duncan compôs a música. A letra desta canção é de Luiz Tatit (cuja biografia vale a pena conhecer http://pt.wikipedia.org/wiki/Luiz_Tatit) que também a canta, quanto a mim, sem a "chama" a que neste vídeo se assiste .
Esta interpretação prende e faz sentir cada frase que é dita a cantar.
O poema faz pensar, comove.... A história por ele contada seria tocante, mesmo que só pudesse ser lida.
A Companheira
Eu ia saindo, ela estava ali
No portão da frente
Ia até o bar, ela quis ir junto
"tudo bem", eu disse
Ela ficou super contente
Falava bastante,
O que não faltava era assunto
Sempre ao meu lado,
Não se afastava um segundo
Uma companheira que ia a fundo
Onde eu ia, ela ia
Onde olhava, ela estava
Quando eu ria, ela ria
Não falhava
No dia seguinte ela estava ali
No portão da frente
Ia trabalhar, ela quis ir junto
Avisei que lá o pessoal era muito exigente
Ela nem se abalou
"o que eu não souber eu pergunto"
E lançou na hora mais um argumento profundo
Que iria comigo até o fim do mundo
Me esperava no portão
Me encontrava, dava a mão
Me chateava, sim ou não?
Não
De repente a vida ganhou sentido
Companheira assim nunca tinha tido
O que fica sempre é uma coisa estranha
É companheira que não acompanha
Isso pra mim é felicidade
Achar alguém assim na cidade
Como uma letra pra melodia
Fica do lado, faz companhia
Pensava nisso quando ela ali
No portão da frente
Me viu pensando, quis pensar junto
"pensar é um ato tão particular do indivíduo"
E ela, na hora "particular, é? duvido"
E como de fato eu não tinha lá muita certeza
Entrei na dela, senti firmeza
Eu pensava até um ponto
Ela entrava sem confronto
Eu fazia o contraponto
E pronto
Pensar assim virou uma arte
Uma canção feita em parceria
Primeira parte, segunda parte
Volta o refrão e acabou a teoria
Pensamos muito por toda a tarde
Eu começava, ela prosseguia
Chegamos mesmo, modesta à parte
A uma pequena filosofia
Foi nessa noite que bem ali
No portão da frente
Eu fiquei triste, ela ficou junto
E a melancolia foi tomando conta da gente
Desintegrados, éramos nada em conjunto
Quem nos olhava só via dois vagabundos
Andando assim meio moribundos
Eu tombava numa esquina
Ela caía por cima
Um coitado e uma dama
Dois na lama
Mas durou pouco, foi só uma noite
E felizmente
Eu sarei logo, ela sarou junto
E a euforia bateu em cheio na gente
Sentíamos ter toda felicidade do mundo
Olhava a cidade e achava a coisa mais linda
E ela achava mais linda ainda
Eu fazia uma poesia
Ela lia, declamava
Qualquer coisa que eu escrevia
Ela amava
Isso também durou só um dia
Chegou a noite acabou a alegria
Voltou a fria realidade
Aquela coisa bem na metade
Mas nunca a metade foi tão inteira
Uma medida que se supera
Metade ela era companheira
Outra metade, era eu que era
Nunca a metade foi tão inteira
Uma medida que se supera
Metade ela era companheira
Outra metade, era eu que era
No portão da frente
Ia até o bar, ela quis ir junto
"tudo bem", eu disse
Ela ficou super contente
Falava bastante,
O que não faltava era assunto
Sempre ao meu lado,
Não se afastava um segundo
Uma companheira que ia a fundo
Onde eu ia, ela ia
Onde olhava, ela estava
Quando eu ria, ela ria
Não falhava
No dia seguinte ela estava ali
No portão da frente
Ia trabalhar, ela quis ir junto
Avisei que lá o pessoal era muito exigente
Ela nem se abalou
"o que eu não souber eu pergunto"
E lançou na hora mais um argumento profundo
Que iria comigo até o fim do mundo
Me esperava no portão
Me encontrava, dava a mão
Me chateava, sim ou não?
Não
De repente a vida ganhou sentido
Companheira assim nunca tinha tido
O que fica sempre é uma coisa estranha
É companheira que não acompanha
Isso pra mim é felicidade
Achar alguém assim na cidade
Como uma letra pra melodia
Fica do lado, faz companhia
Pensava nisso quando ela ali
No portão da frente
Me viu pensando, quis pensar junto
"pensar é um ato tão particular do indivíduo"
E ela, na hora "particular, é? duvido"
E como de fato eu não tinha lá muita certeza
Entrei na dela, senti firmeza
Eu pensava até um ponto
Ela entrava sem confronto
Eu fazia o contraponto
E pronto
Pensar assim virou uma arte
Uma canção feita em parceria
Primeira parte, segunda parte
Volta o refrão e acabou a teoria
Pensamos muito por toda a tarde
Eu começava, ela prosseguia
Chegamos mesmo, modesta à parte
A uma pequena filosofia
Foi nessa noite que bem ali
No portão da frente
Eu fiquei triste, ela ficou junto
E a melancolia foi tomando conta da gente
Desintegrados, éramos nada em conjunto
Quem nos olhava só via dois vagabundos
Andando assim meio moribundos
Eu tombava numa esquina
Ela caía por cima
Um coitado e uma dama
Dois na lama
Mas durou pouco, foi só uma noite
E felizmente
Eu sarei logo, ela sarou junto
E a euforia bateu em cheio na gente
Sentíamos ter toda felicidade do mundo
Olhava a cidade e achava a coisa mais linda
E ela achava mais linda ainda
Eu fazia uma poesia
Ela lia, declamava
Qualquer coisa que eu escrevia
Ela amava
Isso também durou só um dia
Chegou a noite acabou a alegria
Voltou a fria realidade
Aquela coisa bem na metade
Mas nunca a metade foi tão inteira
Uma medida que se supera
Metade ela era companheira
Outra metade, era eu que era
Nunca a metade foi tão inteira
Uma medida que se supera
Metade ela era companheira
Outra metade, era eu que era
Luiz Tatit
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sábado, fevereiro 09, 2013
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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Mário Laginha Trio - Valsa nº 2 Op. 34
Já não é valsa... talvez seja um bolero....
O resultado é belíssimo. Um arranjo genial que Chopin elogiaria se pudesse ouvir.
A song by Frederic Chopin, arranged by Mário Laginha and included on his trio album Mongrel Chopin (ONC, 2010).
With Mário Laginha on piano, Bernardo Moreira on double bass and Alexandre Frazão on drums.
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Luísa Castelo-Branco
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quarta-feira, fevereiro 06, 2013
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domingo, 3 de fevereiro de 2013
Pedro Abrunhosa & Bandemónio - Socorro
Goste-se ou não ,este funk com letra e música de Pedro Abrunhosa, marcou o panorama musical dos anos 90 em em Portugal.
Ritmo, balanço, não lhe falta e o poema é um estrondo!
Já não como há cinco dias
Ritmo, balanço, não lhe falta e o poema é um estrondo!
Já não como há cinco dias
não durmo há mais de um mês,
desde que te conheci
a minha vida é como vês.
Passo os dias a pensar
não sei o que fazer,
eu nem quero acreditar
no que me foi acontecer.
Só queria estar sozinho
e não pensar mais em amor,
sempre que conheço alguém
fico de mal a pior.
Li no "Metro" o teu anúncio,
de carácter pessoal
limitavas-te a dizer...
Curioso como sou
apressei-me a responder,
só para te perguntar
o que é que isso quer dizer.
Guardei o jornal no bolso
para te falar depois,
mas decorei o teu número
937812.
Liguei-te às seis da tarde,
devias estar a acordar,
essa voz rouca e quente
num suave murmurar.
Fiquei quase sem fala,
estive mesmo a desligar
do outro lado dizias...
Socorro!! Estou a apaixonar-me
É impossível resistir a tanto charme.
Foste-me buscar de carro
levaste-me à beira-mar,
nas tuas mãos a 4L
mais parece um Jaguar!
Sentados na esplanada
a tomar um cimbalino,
foi então que percebi
essa coisa do destino.
Nesse dia aconteceu
nunca mais vou esquecer
- o mar, o sol, o céu, a praia -
todo um mundo de prazer,
acendes um cigarro
afagas-me o cabelo,
disseste então assim...
Não percebo o que é que queres,
nem o que estás a dizer,
só sei que tu consegues
mostrar o que é ser mulher,
quando nós nos separamos
não nos vimos por um mês,
trinta dias a pensar
em te ter mais uma vez.
Depois vi-te na Indústria
a dançar ao som do Prince
senti-me devorado
pelo teu olhar de lince.
Com ar discreto e decidido
chegaste-te ao pé de mim,
sussurraste-me ao ouvido...
Refrão
Encontrei-te então na baixa
(sem nada que o justifique)
ali ficámos toda a tarde
nos sofás do Magestic,
Falaste-me do mundo
d'outras terras e lugares,
mostraste-me perfumes
de oceanos e mares.
Ali sentado viajei,
ali p'ra sempre quis ficar,
contigo perto dos olhos
os lábios quase a beijar.
Falaste da cidade,
casas, ruas e pessoas
e disseste sem vaidade...
Tenho ouvido muita coisa
mas nunca tão bela assim,
seduzir e encantar,
são coisas novas p'ra mim.
O que eu gosto mais contigo
(se queres saber o que eu acho)
é que consigo ser homem,
sem dar uma de macho.
Já não como há cinco dias,
não durmo há mais de um mês,
desde que te conheci
a minha vida é como vês.
Passo os dias a pensar
já não sei o que fazer
eu nem quero acreditar
no que me foi acontecer.
Pedro Abrunhosa
Pedro Abrunhosa
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Luísa Castelo-Branco
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domingo, fevereiro 03, 2013
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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
The astounding eyes of Rita - Anouar Brahem -خط عربي
Anouar Brahem (em árabe أنور ابراهم) (nascido em 20 de outubro de 1957) é compositor e tocador de alaúde, considerado como inovador na sua área. As audiências de jazz são o público-alvo das suas performances, em que a múcica tradicional árabe se funde com a música folk e o jazz. Foi reconhecido no seu país no final de 1980 e começou a gravar por volta de 1990.
Sobre a beleza e as características da caligrafia árabe pode ler-se mais em http://www.alfurqan.pt/caligrafia1.asp
"A caligrafia árabe foi considerada, desde a aurora do Islão, como uma arte estética de grande importância porque ela reflecte o espírito da civilização árabe-islâmica. Ao formar os caracteres da escrita à sua maneira, com muito gosto e finura, a caligrafia provou que as letras se podiam transformar nas suas mãos num instrumento dócil capaz de fazer resplandecer a beleza e extrema delicadeza dos caracteres árabes.
Isso permitia-lhes criar uma multitude de obras de arte que, até agora, enfeitiçam os espíritos e cativam a imaginação"
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Luísa Castelo-Branco
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sexta-feira, fevereiro 01, 2013
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