segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Delfim Jr e Danilo di Paolonicola, Campeão do Mundo de Concertina -

Delfim Júnior ( à direita) e Danilo di Paolonicola ,um Italiano  que é, pela sexta vez, o Campeão do Mundo de Concertina, juntaram-se e t(r)ocaram música. Neste espectáculo ( que só tem um defeito : na minha opinião a bateria é não só  perfeitamente escusada,  mas até prejudicial),  o  Italiano acompanha o Português na "Rosinha",  tema tradicional  minhoto, que desconhecia.  "Birou"!
  


 Pois é... filho de peixe sabe nadar.


 E do Pai Delfim muito há a mostar . Merece página especial, um dos melhores cantadores e tocadores de concertina do Alto Minho, Arcos de Valdevez. Lá chegarei.

Raul Solnado - O Homem do Emblema


 Bibó!
(*****)


A Espessura do Tempo: [Especulam, fazem contas]

A Espessura do Tempo: [Especulam, fazem contas]:



Especulam, fazem contas

de somar, subtrair

e também multiplicar,

quando o fim é dividir.


Sobre os lucros que vão tendo,

são avisados, precisos:

Acumulam dividendos.

Só dividem prejuízos.


Domingos da Mota


[inédito]

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

RIVER ~ JONI MITCHELL

Its coming on christmas

Oh I wish I had a river
I could skate away on
But it dont snow here
It stays pretty green
I wish I had a river so long
I would teach my feet to fly
 I made my baby cry

Merry Christmas Mr. Bean part 3/3

E por falar em Natal...
Deixo aqui um trecho deste episódio de Mr Bean.  Rio-me sempre até não poder mais ... é um  género de humor que me encanta.Vale a pena ver o episódio inteiro.

domingo, 20 de dezembro de 2015

LENDA DO BOLO-REI



O Bolo-Rei é o bolo tradicional natalício português por excelência. A sua origem tem várias raízes. 

A ideia de um bolo misturado com fruta cristalizada terá surgido na corte do rei Luís XIV, em França, e com os tempos foi-se espalhando pelo resto da Europa. Chegada a Portugal a receita foi adaptada, adquiriu a forma de coroa com que é vendido actualmente e passou a ser associado à época natalícia.
A introdução da fava vem do tempo dos Romanos, em que era costume durante as festividades eleger-se o “rei da festa” colocando-se uma fava num bolo.
Já a inclusão do brinde como recompensa (ficando o perdedor com a fava) é uma criação portuguesa, embora este costume tenha sido, há uns anos,  proibido por apresentar risco de sufoco, sobretudo para as crianças.
Apesar do nome “Bolo-Rei” não vir, como erroneamente se pensa, do dia de Reis – a nomenclatura “Rei” é apenas uma indicação da riqueza de ingredientes com que é feito, tornando-o no bolo “maior” das festividades – isso não impediu a tradição oral de o associar aos Reis Magos, havendo inclusive uma lenda portuguesa que lhes atribui a origem do bolo e lhe dá simbologia.

Segue-se a história:

Conta a lenda que num país distante viviam três homens sábios que analisavam e estudavam as estrelas e o céu. Estes homens sábios , a que a tradição deu a nomeação de “três Reis Magos”, chamavam-se Gaspar, Melchior e Baltazar .
Uma noite ao  olharem para o céu, viram que se movia uma nova estrela, muito mais brilhante do que as restantes e interpretaram-na como um aviso de que o filho de Deus nascera.
 Resolvidos a segui-la, levaram consigo três presentes: incenso, ouro e mirra, para poder presentear o Messias recém nascido.
Chegados à cidade de Belém, já perto da gruta onde estava o menino Jesus, os Reis Magos depararam-se com um dilema: Qual deles teria o privilégio de oferecer primeiro o seu presente? Esta pergunta gerou a discussão entre os três.
Um artesão que por ali passava ouviu a conversa e propôs uma solução para o problema de maneira a ficarem todos satisfeitos. Pediu à sua mulher que fizesse um bolo e que na massa colocasse uma fava. Mas a mulher não se limitou a fazer um simples bolos e arranjou forma de ali representar os presentes que os três homens levavam. Desta forma fez um bolo cuja côdea dourada simbolizava o ouro, as frutas cristalizadas simbolizavam a mirra e o açúcar de polvilhar simbolizava o incenso.
Depois de cozido o bolo foi repartido em três partes e aquele a quem saiu a fava foi efetivamente o primeiro a oferecer os presentes ao menino Jesus.

Bom Natal /Merry Christmas

Absolutamente Tocante ... Belíssimo... Brilhante.

Se o Natal é a celebração da vida, as cores, os brilhos e as estrelas devem chegar a todos.


sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Fabulosa autobiografia (sim, gostava muito de ler.. é Natal e tudo...para bom entendedor meia palavra basta ...)


"Autor vencedor do prémio «WRITER OF THE YEAR» 2011 pela revista britânica GK. «Das melhores autobiografias de uma estrela rock de sempre.» Rolling Stone «Da música a Mick [Jagger], das drogas às mortes: Richards deixa muito pouco por contar no seu imensamente legível livro de memórias.» Sunday Times –“must read” «A biografia de uma estrela rock mais brutalmente honesta e importante desde há muito tempo.» Washington Post «Como legendário guitarrista dos Rolling Stones, Keith Richards fez mais coisas, foi mais coisas e viu mais coisas do que o leitor ou eu alguma vez sonhámos. Ler Life, a sua autobiografia, deverá despertar (caso tenha um pulso e um QI acima de 100) a estrela de rock que há em si... Acredite que não vai querer perder nem uma palavra. [...] Ler este livro é como fechar-se dentro de um quarto com Keith Richards e perguntar-lhe sobre tudo aquilo que sempre quis saber acerca dos Rolling Stones, e ele responder-lhe de forma completamente honesta.» Liz Phair, New York Times Book Review Já apelidada de Santo Graal das biografias de estrelas de rock, Life foi celebrado como um fenómeno incrível: mais de um milhão de cópias vendidas em menos de um ano. Em Life, Keith revela-nos os seus excessos e fragilidades, mas também todo o seu sentido de humor e coragem. Desde música, sexo, drogas, a lutas de facas, pouco fica por contar neste seu relato entusiástico e vibrante que nos revela os bastidores da maior banda de rock do mundo, os Rolling Stones: o seu nascimento, a passagem de Brian Jones pela banda, as rusgas policiais, os problemas com a lei, a conturbada relação de Keith com Mick Jagger, e a verdade acerca de todos os boatos e mitos que rodeiam uma das mais carismáticas figuras musicais de todos os tempos."

E.. pronto, gosto imenso deste vídeo,

I just Love it


Acrescento: às vezes a internet é tão humana ... Muito obrigada Zé Figueiredo.



quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

People Grinnin' In Your Face-Ruthie Foster

Phenomenal!
"A good friend is hard to find"

Retrato do artista quando coisa

A maior riqueza
do homem
é sua incompletude.
Nesse ponto
sou abastado.
Palavras que me aceitam
como sou
— eu não aceito.
Não aguento ser apenas
um sujeito que abre
portas, que puxa
válvulas, que olha o
relógio, que compra pão
às 6 da tarde, que vai
lá fora, que aponta lápis,
que vê a uva etc. etc.
Perdoai. Mas eu
preciso ser Outros.
Eu penso
renovar o homem
usando borboletas.

Manoel de Barros ( Brasil,1916- 2014)

Manoel de Barros /o LIvro sobre Nada: Pretexto e alguns versos

Pretexto:
"O que eu gostaria de fazer é um livro sobre nada. Foi o que escreveu Flaubert a uma sua amiga em 1852. Li nas Cartas exemplares organizadas por Duda Machado. Ali se vê que o nada de Flaubert não seria o nada existencial, o nada metafísico. Ele queria o livro que não tem quase tema e se sustente só pelo estilo. Mas o nada de meu livro é nada mesmo. É coisa nenhuma por escrito: um alarme para o silêncio, um abridor de amanhecer, pessoa apropriada para pedras, o parafuso de veludo, etc, etc. O que eu queria era fazer brinquedos com as palavras. Fazer coisas desúteis. O nada mesmo. Tudo que use o abandono por dentro e por fora."



Com pedaços de mim eu monto um ser atônito.

Tudo que não invento é falso.

Há muitas maneiras sérias de não dizer nada, mas só a poesia é verdadeira.

Não pode haver ausência de boca nas palavras: nenhuma fique desamparada do ser que a revelou.

É mais fácil fazer da tolice um regalo do que da sensatez.

Sempre que desejo contar alguma coisa, não faço nada; mas se não desejo contar nada, faço poesia.

Melhor jeito que achei para me conhecer foi fazendo o contrário.

A inércia é o meu ato principal.

Há histórias tão verdadeiras que às vezes parece que são inventadas.

O artista é um erro da natureza. Beethoven foi um erro perfeito.

A terapia literária consiste em desarrumar a linguagem a ponto que ela expresse nossos mais fundos desejos.

Quero a palavra que sirva na boca dos passarinhos.

Por pudor sou impuro.

Não preciso do fim para chegar.

De tudo haveria de ficar para nós um sentimento longínquo de coisa esquecida na terra — Como um lápis numa península.

Do lugar onde estou já fui embora.


*É o poeta contemporâneo brasileiro mais aclamado nos meios literários. Enquanto ainda escrevia, Carlos Drummond (1902/ 1987) de Andrade recusou o epíteto de maior poeta vivo do Brasil em favor de Manoel de Barros.  A sua obra mais conhecida é o "Livro sobre Nada" de 1996.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

How to Squat - Bodyweight Squat Tutorial

Para contrariar a tendência para a rigidez provocada pelos hábitos e funções diárias , o ser humano precisa de aumentar a flexíbilidade, ganhar amplitude de movimento, agilidade.


Por outro lado é também fundamental ter força, quer para manter a postura correcta na posição sentada ou em qualquer agachamento, quer para voltar à posição vertical em ambas as situações.


"Uma pessoa de 30 anos sem flexibilidade e fora de forma é um velho. Um homem de 60 anos flexível e forte é um jovem"
(Joseph H. Pilates)
Neste vídeo mostra-se como chegar a um agachamento profundo( deep squat) ou amplo.


terça-feira, 17 de novembro de 2015

João Bosco, Paulo Moura e John Patitucci - Incompatibilidade de gênios - Heineken Concerts 95

VIVA O BRASIL!

Um Arraso, Dotô!



João Bosco
John Patitucci
Paulo Moura
César Camargo Mariano
Paulinho da Costa
Jamil Joanes
Marçalzinho
Jurim Moreira
Victor Biglione


"Incompatiblidade de gênios" - João Bosco e Aldir Blanc

Dotô,
jogava o Flamengo, eu queria escutar.
Chegou,
Mudou de estação, começou a cantar.
Tem mais,
Um cisco no olho, ela em vez de assoprar,
Sem dó falou,
sem dó falou ,que por ela eu podia cegar.

Se eu dou,
Um pulo, um pulinho, um instantinho no bar,
Bastou,
Durante dez noites me faz jejuar
Levou,
As minhas cuecas pro bruxo rezar.
Coou,
Meu café na calça prá me segurar

Se eu tô
Devendo dinheiro e vem um me cobrar
Dotô,
A peste abre a porta e ainda manda sentar
Depois,
Se eu mudo de emprego que é prá melhorar
Vê só,
Convida a mãe dela prá ir morar lá

Dotô,
Se eu peço feijão ela deixa salgar
Calor,

Mas veste o casaco veste casaco prá me atazanar
E ontem,
Sonhando comigo mandou eu jogar
No burro,
E deu na cabeça a centena e o milhar

Ai, quero me separar

domingo, 15 de novembro de 2015

UM FILME , UMA CANÇÃO

"Quel est donc ce lien entre nous , cette chose indéfinissable?"

O Filme :

Paris Je t'aime

Réalisation : Tom Tykwer

 Avec:
 Juliette Binoche, Natalie Portman, Leonor Watling and Ludivine Sagnier, Marianne Faithfull, Steve Buscemi, Willem Dafoe, Nick Nolte, Maggie Gyllenhaal, Elijah Wood, Olga Kurylenko, Gérard Depardieu, Emilie Ohana

A Canção:

La même histoire - We're all in the dance - FEIST

J'AIME PARIS- ZAZ

Ne me quitte pas-Jacques Brel

Je ferai un domaine où l'amour será roi , où lámour será loi...

domingo, 18 de outubro de 2015

UM FILME, UMA CANÇÃO


*O filme,
De uma criatividade assombrosa, parece também perguntar: podem as memórias de sentimentos como o medo , a humilhação, o recalcamento e o amor ser "apagadas"?

Eternal Sunshine Of A Spotless Mind - Meet Me In Montauk
( De Michael Gondry com 
 Kate Winslet & Jim Carrey)

  ler,

https://cinephilefix.wordpress.com/2012/11/17/film-analysis-eternal-sunshine-of-the-spotless-mind/

*A cena final, 





 *A canção ,
Everybody's Got To Learn Sometime
( Beck interpreta  um tema original dos  Korgis) 

sábado, 17 de outubro de 2015

Casey Abrams - Why Don't You Do Right

É claro que a versão de Peggy Lee é absolutamente sexy, mas nunca pensei ficar arrepiada ao ouvir um homem interpretar este tema , originalmente cantado por Lil Green em 1941.



sexta-feira, 16 de outubro de 2015

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

As vindimas : notícias do Douro

"Já estou quase a 75% da minha vindima. Sonho com uvas, pessoas, chatices e assuntos a resolver"

"Ontem à tarde terminamos a Maratona das uvas.
"

( Pedro Leal da Costa)


Ora... depois de vindimar é  tempo de  descansar e,  chegado a este ponto, parece-me que  já posso pôr o vídeo no ar.  

PS:  para que não haja discussão,  o termo vindimas é entendido aqui em sentido estrito .

Bom Dia

 Voz : Zizi Possi   
Compositores: Paulo Freire E Swami Jr.




Um dia quero mudar tudo, No outro eu morro de rir,
Um dia tô cheia de vida, No outro não sei onde ir,
Um dia escapo por pouco, no outro não sei se vou me livrar,
Um dia esqueço de tudo, no outro não posso deixar de lembrar,
Um dia você me maltrata, no outro me faz muito bem,
Um dia eu digo a verdade, no outro não engano ninguém,
Um dia parece que tudo tem tudo prá ser o que eu sempre sonhei,
No outro dá tudo errado e acabo perdendo o que já ganhei ...

Logo de manhã... BOM DIA!
Logo de manhã... BOM DIA!
Logo de manhã... BOM DIA!
Logo de manhã... BOM DIA!

Um dia eu sou diferente, no outro sou bem comportada,
Um dia eu durmo até tarde, no outro eu acordo cansada,
Um dia te beijo gostoso, no outro nem vem que eu quero respirar,
Um dia quero mudar tudo no mundo, no outro eu vou devagar
Um dia penso no futuro, no outro eu deixo prá lá,
Um dia eu acho a saída, no outro eu fico no ar
Um dia na vida da gente,
Um dia sem nada de mais...
Só sei que eu acordo e gosto da vida!!!
Os dias não são nunca iguais!

Logo de manhã... BOM DIA!
Logo de manhã... BOM DIA!
Logo de manhã... BOM DIA!
Logo de manhã... BOM DIA!

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Moving Mechanics

Como arrrastar e levantar objectos pesados sem "estragar" a coluna lombar.
Gosto  mesmo destes vídeos.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

João Gilberto - Tin Tin Por Tin Tin

" tin tin por tin tin " in Portuguese language is an expression and means: full detailed, eg: explain something with full details (tin tin por tin tin).

Patxi Andion - Posiblemente



Posiblemente este muriendo un niño
con el hambre perdida en las orejas.
Posiblemente un preso este escribiendo
una carta llena de angustia y de quejas.

Posiblemente, mientras esto pasa
yo me estaré afeitando las patillas.
Y posiblemente a ustedes, en su casa,
esto ya no les haga ni cosquillas.

Posiblemente a alguno ya le duela,
posiblemente yo le agüe la fiesta
pero no se preocupen, todo esto
esta pasando lejos de estas fiestas,
y ustedes, sólo lo están escuchando,
y yo en un estudio lo estoy contando.

Posiblemente yo ni soy cantante,
posiblemente yo no quiero serlo.
Posiblemente alguno se pregunte
por qué cobro por algo, sin hacerlo.

Posiblemente sea porque espero
que mis palabras sirvan de palanca,
que revienten quietudes minerales,
tapones de cera y otros males.
Posiblemente ansío ser camino
y posiblemente yo me quede en la vereda.

Posiblemente sea un desatino
andar cantando sin ser oído
y responder a golpes de garganta
lo que ustedes no sienten, o se callan;
o se callan, quizás, porque lo sienten.

Posiblemente yo ni soy valiente.
Posiblemente.
Posiblemente.

Posiblemente, de Patxi Andión,1972

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Bon Iver - Woods

I'm up in the woods, I'm down on my mind
I'm building a still to slow down the time
I'm up in the woods, I'm down on my mind
I'm building a still to slow down the time

domingo, 20 de setembro de 2015

A Coat / Um Casaco de W. B. Yeats

A Coat 


I made my song a coat
Covered with embroideries
Out of old mythologies
From heel to throat;
But the fools caught it,
Wore it in the world’s eyes
As though they’d wrought it.
Song, let them take it,
For there’s more enterprise
In walking naked. 


(W. B. Yeats – The Responsibilities, 1914

Um Casaco

Fiz à poesia um casaco
Todo bordado e com rendas
De velhas mitologias,
Do pescoço até aos pés;
Mas os asnos mo roubaram,
Usaram-no aos olhos do mundo,
Como se o tivessem feito.
Poesia, deixa-os usá-lo,
Pois que há muito mais coragem
Em passear-se em pelota.

(Tradução de Jorge de Sena)

domingo, 6 de setembro de 2015

Quien conociera a María amaría a María- Les Luthiers

 Humor elegante e inteligente é aquele que ao fazer rir também se ri de si mesmo.
Les Luthiers , que já aqui estiveram várias vezes,  são geniais, surpreendem e divertem-me sempre.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

domingo, 30 de agosto de 2015

Memories of Joe Pilates from Bob Wernick & Chuck Rapoport


I was looking for one photo( that one were Joseph Pilates was laying down with a man stepping on him) and I found those intersting vídeo and article.
Actually the man was Robert Wernick photographed by Chuck Rapoport , who wrote   
on Setember - 2014:

"ROBERT WERNICK died end of August on the Island of Malta. Bob was the author of the famed Sports Illustrated article on Joe Pilates that ran in February of 1962. It was that article that I was called upon by S.I. to photograph Bob with Joe and Joe in his NY Studio. I met Bob Wernick that day in October 1961 when he was a client of several years working with Joe. I never saw Wernick again until last year in Paris, France - when I walked up to his 5th floor apartment - 84 steps - that he walked twice a day. Bob was 95 years old and still doing his Hundred in bed in the morning and a few of the Series of 5.- Bob was quite a man with an amazing life. You can read his short articles including the one on Mr. Pilates on Wernick's websirte/blog : www.robertwernick.com"
 A)
The article and the photo

Joe Pilates

Learning to be an Animal

There is a happy band of people, of which I am an aspirant member, who are distinguishable anywhere by their springy step and "saved" look from the mass of their contemporaries who shuffle and shamble in untidy corpulence around us. We know that we are saved because we faithfully attend exhausting but exhilarating sessions at the Joseph H. Pilates Universal Gymnasium on Eighth Avenue in midtown Manhattan.

For it is here that Joe Pilates, a white-thatched red-cheeked octogenarian, his wife Clara and Hannah (who came in for a lesson 25 years ago and stayed on) bark their stern commands as we twist and stretch and complain through the exercises forming the core of what Joe, with his Germanic taste for scientific nomenclature, calls Contrology.

Don't ask me what Contrology is. Don't ask Joe either, for orderly exposition is not one of his talents. It has something to do with rational tension and relaxation of the muscles, and it comes from a profound knowledge of bodily kinetics begun three quarters of a century ago when Joe as a child in Germany began observing his fellow children at play and animals bounding through the forest. Later, when he was making a living as a boxer and a circus tumbler he began developing a series of exercises to relax him after an exhausting day.

The full principles of Contrology were revealed to him during World War I. His circus was caught traveling in England when the war broke out in 1914, and Joe and all the others were interned in an abandoned hospital on the Isle of Man. Here, as weeks lengthened into months and years, he watched his fellow-prisoners sink into apathy and despair, with nothing to do but stare at the bare crumbling walls of their prison, nothing to break the daily monotony but the inadequate meals (for the German submarine blockade was slowly starving England) and an occasional walk around the bare courtyard with nothing to look at but an occasional starveling cat streaking after a mouse or a bird.

It was the cats which did it. For though they were nothing but skin and bones - even the most animal-loving prisoners could hardly spare them anything from their own pitiful rations when their own children were begging to be fed - they were lithe and springy and terribly efficient as they aimed for their prey. Why were the cats in such good shape, so bright-eyed, while the humans were growing every day paler, weaker, apathetic creatures ready to give up if they caught a cold or fell down and sprained an ankle? The answer came to Joe when he began carefully observing the cats and analyzing their motions for hours at a time. He saw them, when they had nothing else to do, stretching their legs out, stretching, stretching, keeping their muscles limber, alive. He began working out an orderly series of exercises to stretch the human muscles, all the human muscles. He began demonstrating these exercises to the dejected figures around him, and since they had nothing else to do, they began to do the exercises too. Awkwardly and timorously at first, but under his firm supervision they became more and more confident, more and more bouncy, like cats. They ended the war in better shape than when it started, and when the great influenza epidemic came sweeping over all the countries that had fought in the war, not one of them came down with it.

Once free, he came to America because that is the place to be when you have a new idea. He designed and built machines for carefully graduated stretching exercises, he rented a loft, he opened his Universal Gymnasium, up the street from Stillman's Gym, an institution built to other specifications. Little by little the word got around, people began coming in, people from professions which demand complete and precise control of the whole body, ballet dancers, opera singers, Laurence Olivier, Yehudi Menuhin.

When I came to join this band, he greeted me as he did everybody else. He lay down on his eighty-ear-old back and commanded, "Step on me." I hesitated. "Don't be afraid," he said. "STEP!" Gingerly I put one foot on his belly, one on his chest. "You see," he said. "It's easy."

Later I stood before him in the mandatory black trunks and he poked a scornful finger into my poor bare flesh.

"Typical," he said in ringing Teutonic tones. "Just like all of them! Americans! They want to go 600 miles an hour, and they don't know how to walk! Look at them in the street. Bent over!. Coughing! Young men with gray faces! Why can't they look at the animals? Look at a cat. Look at any animal. The only animal that doesn't hold its stomach in is the pig. Look at them all out on the sidewalk now, like pigs.

"By exercising your stomach muscles you wring out the body, you don't catch colds, you don't get cancer, you don't get hernias. Do animals get hernias? Do animals go on diets? Eat what you want, drink what you want. I drink a quart of liquor a day, plus some beers, and smoke maybe fifteen cigars.

"And what do Americans do? They play golf, they play baseball, they use half of their muscles, a quarter of their muscles. They get fat, they go jogging, they go on crazy diets, they jump up and down in crazy exercises, they have bad backs, they have beer bellies, they slouch, they complain, they have hernias.

"So, you want to learn how to do better. It's all up here, in the head. Lie down on the mat. Don't flop down, go down smoothly, like this, cross the arms, cross the legs. Now, legs in the air! Grab your ankles! Of course you can't reach them, no American can. All right, grab your calves. Make it your knees. Straight the knees! Bend forward! Now reach! No, you have to think first! Think! Up!"

It may take months to learn exactly which straining set of muscles and tendons is the object of that Up!

In the meanwhile, the neophyte is ever under someone's scornful eyes or encouraging grunts, learning the Pilates ropes - the varieties of pulls, twists, bends, crouches which he says use 25 percent more muscles than circus acrobatics and fifty or seventyfive percent more than baseball (pfui!) or golf (double-pfui!), No jumping or running, which put unnecessary strain on the heart; in fact, almost everything is done flat on your back or your stomach. No weights ("Do animals lift weights?") No bulging biceps.- Joe is more interested in muscles that will hold you up up than those that will let you knock another fellow down.

The exercises are graduated and have whimsical names: the Teaser, the Forward Rocking, the Saw, the Hanging.

Looking down from the walls of the gym are paintings, photographs sculptures of Joe, naked or loinclothed: spearfishing at 56, representing the Spirit of Air on the floor of the Nebraska state capitol at 60, skiing at 78. There are also photographs with admiring testimonials ("To the greatest,""to the one and immortal Joe"from distinguished alumni, and photostats of articles from American newspapers documenting the horrors of American posture. Through sweat-filled eyes, as you are upside down on one machine, you might see a famous publisher or producer or anchorperson bent double on another. They are all receiving the full lash of Pilatean philosophy.

"Its' the stiffness. You must open up the chest more, two inches more. Up! NO! With this muscle" poking a protuberance about his midriff which will never rise on you or me - "straight the knees! Where are you going - like an elephant?"

"Oh Joe," wails a famous ballerina. "Now you're calling me an elephant."

"I wouldn't insult the elephant. An elephant could walk into this room, and you wouldn't hear it. An elephant walks delicately. But you - clump, clump, CLUMP! Americans! Baseball players! Joggers! Weight-lifters! No wonder they come to me with arthritis! Ulcers! Animals don't have ulcers! Animals don't go on diets! Straight the knees! Out the air!"

So the minutes pass -- flipping and wriggling through the Corkscrew, the Jackknife, the Seal. It's not cheap ($5 a session, which lasts about 45 minutes) but as you go your two or three times a week, the weeks become months, and the abuse becomes scattered with a few congratulatory murmurs. Kindly Clara will admire you new sleekness, gruff Hannah will say, "Well, about time." Perhaps your head is a little higher in the street, above all the young gray faces. Aches and twinges disappear. A day comes when you are able to swing your ankles neatly into two loops hanging down from a bar way up there, stretch your body, get a firm grip on two upright poles - and climb up. You reach the top with grunts of pleasure and suddenly whoop in terror, "How do I get down?" "The same way you got up." Down you come, hand under hand, with gasps and moans and a final yell of triumph. In the hush that follows, Joe bellows out his final accolade:

"Now you are an animal"


©1962 Robert Wernick

Sports Illustrated, February 12, 1962

  B)
The vídeo:

sábado, 29 de agosto de 2015

Perota Chingo - Tonada de luna llena

How Animals Eat Their Food | MisterEpicMann

   Jogar ao "sério"....
  Experimentar em casa.... Não. Não? Não!!!! (que pena....)
     
  

Tão actual

   No prólogo de "As Farpas" *,  que constitui uma análise social  de Portugal em 1871,  alude-se à Carta Constitucional de 1826 . O tema é introduzido assim:  

"Vamos rir, pois. O riso é uma filosofia. Muitas vezes o riso é uma salvação. E em política constitucional , pelo menos, o riso é  uma opinião."

*Folhetos satíricos escritos por Eça de Queirós e Ramalho Ortigão e, mais tarde, reeditados em livro pelo primeiro  com o título "Uma Campanha Alegre")

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

What is "Heroes in Motion®"?




A história de Eve Gentry é conhecida por todos os que, de algum modo, estão envolvidos com o método Pilates.
Era uma bailarina e coreógrafa que trabalhou com Joseph Pilates, a quem os médicos anunciaram que nunca mais poderia realizar determinados movimentos , já que os peitorais lhe tinham sido retirados após uma mastectomia radical.
Joseph Pilates trabalhou em conjunto com a bailarina aplicando, nesse processo,  os seus conhecimentos e experiência. Após um ano Eve Gentry voltava a fazer os mais avançados exercícios , facto que foi demonstrado perante um grupo de médicos nova- iorquinos ( como eu gostaria de ver  esse  filme !) . O veredicto anterior tinha sido posto em causa, por assim dizer, anulado... Uma parte da comunidade clínica de Nova Iorque não gostou e desprezou o trabalho de Pilates , chamando-lhe mentiroso. Diz-se que, desiludido, nunca mais foi o mesmo homem...
O fabuloso projecto "Heroes in Motion" de Elizabeth Larkin ( brilhante professora e estudiosa deste método) que este vídeo apresenta, inspira-se nesse extraordinário episódio de reabilitação, e comprova mais do que nunca  a ideia de que Pilates é um método de exercício físico absolutamente funcional.
   

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

" Os amigos "- Camilo Castelo Branco ( 1825-1890)


Eu já contei. Vaidades que eu sentia!
Supus que sobre a terra não havia
Mais ditoso mortal entre os mortais.


Amigos cento e dez, tão serviçais,
Tão zelosos das leis da cortesia,
Que eu, já farto de os ver, me escapulia
Às suas curvaturas vertebrais.


Um dia adoeci profundamente.
Ceguei. Dos cento e dez houve um somente
Que não desfez os laços quase rotos.


- Que vamos nós (diziam) lá fazer?
Se ele está cego, não nos pode ver…
Que cento e nove impávidos marotos!


*Nota biográfica*

Desde 1865 que Camilo começara a sofrer de graves problemas visuais (diplopia e cegueira nocturna). Era um dos sintomas da temida neurosífilis, o estado terciário da sífilis ("venéreo inveterado", como escreveu em 1866 a José Barbosa e Silva), que além de outros problemas neurológicos lhe provocava uma cegueira, aflitivamente progressiva e crescente, que lhe ia atrofiando o nervo óptico, impedindo-o de ler e de trabalhar capazmente, mergulhando-o cada vez mais nas trevas e num desespero suicidário. Ao longo dos anos, Camilo consultou os melhores especialistas em busca de uma cura, mas em vão. A 21 de Maio de 1890, dita esta carta ao então famoso oftalmologista aveirense, Dr. Edmundo de Magalhães Machado:



Illmo. e Exmo. Sr.,


Sou o cadáver representante de um nome que teve alguma reputação gloriosa n’este país durante 40 anos de trabalho. Chamo-me Camilo Castelo Branco e estou cego. Ainda há quinze dias podia ver cingir-se a um dedo das minhas mãos uma flâmula escarlate. Depois, sobreveio uma forte oftalmia que me alastrou as córneas de tarjas sanguíneas. Há poucas horas ouvi ler no Comércio do Porto o nome de V. Exa. Senti na alma uma extraordinária vibração de esperança. Poderá V. Exa. salvar-me? Se eu pudesse, se uma quase paralisia me não tivesse acorrentado a uma cadeira, iria procurá-lo. Não posso. Mas poderá V. Exa. dizer-me o que devo esperar d’esta irrupção sanguínea n’uns olhos em que não havia até há pouco uma gota de sangue? Digne-se V. Exa. perdoar à infelicidade estas perguntas feitas tão sem cerimónia por um homem que não conhece.

Camilo Castelo Branco



A 1 de Junho desse ano, o Dr. Magalhães Machado visita o escritor em Seide. Depois de lhe examinar os olhos condenados, o médico com alguma diplomacia, recomenda-lhe o descanso numas termas e depois, mais tarde, talvez se poderia falar num eventual tratamento. Quando Ana Plácido acompanhava o médico até à porta, eram três horas e um quarto da tarde, sentado na sua cadeira de balanço, desenganado e completamente desalentado, Camilo Castelo Branco disparou um tiro de revólver na têmpora direita. Mesmo assim, sobreviveu em coma agonizante até às cinco da tarde. A 3 de Junho, às seis da tarde, o seu cadáver chegava de comboio ao Porto e no dia seguinte, conforme o seu pedido, foi sepultado perpetuamente no jazigo de um amigo, João António de Freitas Fortuna, no cemitério da Venerável Irmandade de Nossa Senhora da Lapa.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Fat Freddys Drop - Hope

To the river wide and strong
It won't take long
We can all go together
If we just hold on

Hope,

I want my child to see the beauty of this place
To walk from the mountains, to the sea

domingo, 2 de agosto de 2015

Manuel Queiró (1995) - Pintura





Retrato

2014










Auto-retrato



2015


Retrato
(desenho ao vivo)



2015 ( Paint)  

© todos os direitos reservados






                                                                  2016 (Óleo sobre tela)

© todos os direitos reservados










2016




Roberta Estrela D'Alva - SLAM BLUES

(...)
Paixão é Julieta.
Amor é Fermina Daza.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Por Una Cabeza de Carlos Gardel

 The Melody...

They say this it's not Tango, it lacks the feelings, the emotion and the passion of tango . Well, I'm not from Argentina, I feel this is a magical performance.


Itzhak Perlman(!!!!!) - Violin
John Williams- conductor





The song and the Lirycs,




Por una cabeza

De un noble potrillo

Que justo en la raya

Afloja al llegar

Y que al regresar

Parece decir:

No olvidéis, hermano

Vos sabés, no hay que jugar




Por una cabeza

Metejón de un día

De aquella coqueta

Y risueña mujer

Que al jurar sonriendo

El amor que está mintiendo

Quema en una hoguera

Todo mi querer




Por una cabeza

Todas las locuras

Su boca que besa

Borra la tristeza

Calma la amargura

Por una cabeza

Si ella me olvida

Qué importa perderme

Mil veces la vida

Para qué vivir




Cuantos desengaños

Por una cabeza

Yo juré mil veces

No vuelvo a insistir

Pero si un mirar

Me hiere al pasar

Su boca de fuego

Otra vez quiero besar




Basta de carreras

Se acabó la timba

¡Un final reñido

Ya no vuelvo a ver!

Pero si algún pingo

Llega a ser fija el domingo

Yo me juego entero.

¡Qué le voy a hacer!

 Alfredo Le Pera / Carlos Gardel



...And the movies clips.




sexta-feira, 17 de julho de 2015

A liberdade individual não pode existir senão depois de conquistada...



Diálogos sobre a tirania


A liberdade individual não pode existir senão depois de conquistada a liberdade social, e, principalmente, a económica. De que me serve a liberdade de escrever um romance se, por uma questão de temperamento, só posso escrever concentradamente, e tenho de ir para um escritório todos os dias?

Ora a liberdade económica existe pela existência do capital. É impossível universalmente; e o socialismo, em vez de ser uma libertação económica, é uma ausência completa de liberdade. O socialismo torna extensivo a toda a gente o servismo da maioria. Não são os escravos que querem libertar-se: são os escravos que querem escravizar tudo. Se eu sou corcunda, sejam todos corcundas,.

É esta a razão por que, sem querer mas sabiamente, a Natureza fez o homem construir o privilégio. A aristocracia é a maneira de se poder pensar livremente. Disse-se que a maioria dos escritores tinham sido favorecidos pelas circunstâncias financeiras domésticas. Tomou-se isso por lamentável para os que não foram favorecidos. Mas o contrário é que é o sentimento bom: há que regozijar-nos com os que foram escolhidos, e não que lamentar os que o não foram, a não ser sentimentalmente.

Bem diziam os homens da Idade Média, concebendo a liberdade, não como um direito, mas como um privilégio.


Fernando Pessoa

1918 (?)


Ultimatum e Páginas de Sociologia Política. Fernando Pessoa. (Recolha de textos de Maria Isabel Rocheta e Maria Paula Morão. Introdução e organização de Joel Serrão.) Lisboa: Ática, 1980. -

Wagner Tiso Trio | Samba de uma nota só (T. Jobim / N. Mendonça)

E quem quer todas as notas: ré, mi, fá, sol, lá, si, dó.
Fica sempre sem nenhuma, fique numa nota só!

Wagner Tiso - piano
Vitor Biglione - guitarra
Marcio Malard - violoncelo

sábado, 11 de julho de 2015

Pedro Abrunhosa - DVD Coliseu 2011 - "É Preciso Ter Calma" com Edgar Caramelo

"Coméquié? Põe-tem-pé!"
Edgar Caramelo, no Sax, de corpo e alma. Fabuloso!



(...)
Juízo, não tenho medo, não temo
só tremo de pensar...
mas não penso, e tenso te faço viajar
com a voz.
Lembro Novembro passado
quando os dias eram curtos
e as noites de fado,
rasgado, cantado, sentido.
No Deus que criámos
aprendemos a viver, de cor,
meu amor,
e agora, é hora,
tudo fica por fazer,
quero-te dizer mais uma vez
que te amo, talvez, te quero,
te espero e desespero por ti,
e que isso só por si
me chega p'ra viver,
mesmo quando só houver...
silêncio...
imenso,
e dor, e pior meu amor,
a lembrança que descansa
os olhos teus nos meus...
Adeus.
Pedro Abrunhosa

Posture (1928)


Excelente!
( velhos são os trapos...)

terça-feira, 7 de julho de 2015

O Povo Que Ainda Canta - Alto Minho

 É de muito  valor o programa, de Tiago Pereira, que passa na RTP2.
  Obviamente o 14º episódio tem, para mim, um sabor especial. 

.

domingo, 5 de julho de 2015

"NÃO", disseram hoje os Gregos

  CANTICO NEGRO

"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?


Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.


Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...


Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!

José Régio

  

Teoria Prática dos domingos- Ricardo Tété

Porque serão os Domingos assim tão compridos?

sábado, 4 de julho de 2015

Brilhante!

"Portugal é e devia ser o unico sítio onde o meu voto manda, mas alguém anda a encolher o meu voto e o meu voto manda cada vez menos. Não gosto, não aceito e preotesto. O voto é a arma do Povo. "

domingo, 28 de junho de 2015

JJ. Cale and Leon Russell – Sensitive Kind

Don't take her for granted, she has a hard time
Don't misunderstand her or play with her mind
Treat her so gently, it will pay you in time
You've got to know she's the sensitive kind...

A relação do humor e do emocional com o inconsciente e... a imaturidade

Em conversa, a propósito do seu livro/ biografia " Ora, como eu dizia.....", com Ricardo Araújo Pereira( autor do prefácio), publicada na revista Visão  de 25 de Junho, Jonh Cleese afirma que,



 Protagonizada por  Jonh Cleese , uma das cenas absurdas,imaturas,  dos Monty Python que me faz chorar de tanto rir, óptimo antídoto  para quando o estado de ânimo está "descaido".... 

terça-feira, 16 de junho de 2015

António Zambujo - Jogo de sedução

 Comove, emociona, que enorme intérprete! 


Poema: Mário Rainho
Música: Armando Machado - Fado Maria Rita
Ilustração: Fado de Lisboa de Pedro Charters d' Azevedo (acrílico sobre tela)

Jogo de Sedução

Naquele tempo nós dois
Tínhamos manhãs de sois
Dias tristes eram poucos
Nessa era adolescente
Éramos 'dez reis' de gente
Mas completamente loucos
Enquanto no céu bailavam
Andorinhas que chegavam
Antecedendo o verão
Nós descuidados brincando
Sem querer íamos jogando
Um jogo de sedução
Entre beijos escondidos
E desejos proibidos
Como fosse fogo posto
Pelas minhas graças mais tolas
Ramalhetes de papoilas
Vinham pousar em teu rosto
Que memoria, que loucura
Me transporta hoje à lonjura
De verdes campos, lençóis
Deixai-me sombras de infância
Contar a esta distancia
Naquele tempo, nós dois...

sábado, 13 de junho de 2015

Quem diria!


 Eu , do Minho natural, encontrei esta imagem, publicada  na revista Sábado de hoje,  que relata sucintamente a primeira edição  das Marchas Populares de Santo António de Lisboa.   

 Aproveito  para mostrar  um  tema tradcional da minha terra onde,  além da melodia e do intrumental, destaco as quadras que são cantadas, a afinação( aconselho o uso de auscultadores) e as imagens de alguns dos trajes regionais minhotos. Ah! e a alegria é tão óbvia, que só não sente quem não quer. 

quarta-feira, 10 de junho de 2015



"Sócrates não é um preso político , é um político preso."
( Ana Sá Lopes - editorial do Jornal I)

O prisioneiro 44 recusou legitimamente a alteração, proposta pelo M.P., da medida de coacção a que tem estado sujeito. Não aceitou ir para casa com pulseira electrónica.


Qualquer cidadão português tem, nos termos da lei, o mesmo direito.

Facto é que o antigo primeiro-ministro recusou ANTECIPADAMENTE a alteração da medida de coacção por CARTA DIFUNDIDA PELOS MEDIA . A missiva do prisioneiro 44 vende, gera polémica, discussão e audiências. Por isso pôde pressionar a Justiça(???!) , por ser figura pública e ter ocupado um alto cargo político. Usou e abusou desse estatuto. Este procedimento ,a sua permissão e divulgação são, em democracia , eticamente reprováveis sob todos os aspectos.

Se um cidadão anónimo , nas mesmas condições, tivesse tal pretensão, a carta que escrevesse nem saíria da prisão ou, se tal acontecesse, ficaria, até à próxima limpeza, na" gaveta dos ignorados". Para a comunicação social , salvo raríssimas excepções conscientes, qualquer português que não "venda" é apenas isso, ou seja: ninguém.

Os crimes de colarinho branco são difíceis de provar, sempre foram e o avanço da novas tecnologias é uma faca de dois gumes.

A justiça em Portugal é IGUALMENTE lenta para todos os portugueses (quantos estarão presos preventivamente há mais de seis meses?). O prisioneiro 44 queixa-se disso agora e parece querer acelerá-la, especialmente para si, pressionando , usando da influência e da importância que muitos portugueses ainda lhe dão. Esquecem-se de que , para ele, foram importantes apenas aqueles que lhe permitiram atingir os seus fins. Então como agora serve-se de todos os meios ao seu alcance.

A intimidação e a permissividade retiram nitidez à democracia .

Hoje celebra-se o dia de Portugal e gosto de ser portuguesa. Apesar de tudo o meu país é livre, mas não tanto quanto gostaria que fosse. A tradição existe, mas já não é a mesma coisa.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Leonard Bernstein: Young People's Concerts | What is Melody? (Part 1 of 4)

"You see, people usually think of a melody as a tune, something you go out whistling, that's easy to remember, that "sticks in your mind." What's more, a tune almost never goes out of the range of the normal human singing voice - that is, too high or too low. Nor should a tune have phrases that last longer than a single normal breath in singing it. After all, melody is the singing side of music, just as rhythm is the dancing side. But the most important thing about a tune is that usually it is complete in itself — that is, it seems to have a beginning, middle and end, and leaves you feeling satisfied — in other words, it's a song, like Gershwin's Summertime, or Schubert's Serenade. "
More in http://www.leonardbernstein.com/ypc_script_what_is_melody.htm

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Wedding Crashers: The Perfect Girl in Typography

Amazing!
http://thebrainsalad.blogspot.pt/

This motion graphic was made by 3D and motion graphics artist Brain Cain.
The scene in the beginning of the movie Wedding Crasher, where Jeremy (Vince Vaughn) says what he really thinks about the idea of dating.

The movie clip

terça-feira, 19 de maio de 2015

domingo, 10 de maio de 2015

Gary Clark Jr and John Mayer - Born Under A Bad Sign

Once more , the blues.
Just love  this cover.


 “I've been down since I began to crawl. If it wasn't for bad luck, I wouldn't have no luck at all”

Case of the Blues-Abraham Laboriel

  Someone said:

"If you dont understand the blues, here's what you do:

1. get drunk

2. burn all your money and possesions except your instrument

3. fall in love with the wrong woman

4. stay drunk

5.Stop  thinking with your head and think with your soul instead"


Aquele bêbado- Carlos Drummond de Andrade

— Juro nunca mais beber — e fez o sinal da cruz com os indicadores. Acrescentou: — Álcool.
O mais ele achou que podia beber. Bebia paisagens, músicas de Tom Jobim, versos de Mário Quintana. Tomou um pileque de Segall. Nos fins de semana, embebedava-se de Índia Reclinada, de Celso Antônio.

— Curou-se 100% do vício — comentavam os amigos.

Só ele sabia que andava mais bêbado que um gambá. Morreu de etilismo abstrato, no meio de uma carraspana de pôr do sol no Leblon, e seu féretro ostentava inúmeras coroas de ex-alcoólatras anônimos.

ANDRADE, C. D. Contos plausíveis. Rio de Janeiro: Record, 1991.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

terça-feira, 28 de abril de 2015

Shirley Ellis : The Nitty Gritty 1963 HD


Fabulástico!

One Art By Elizabeth Bishop

The art of losing isn’t hard to master;
so many things seem filled with the intent
to be lost that their loss is no disaster.

Lose something every day. Accept the fluster
of lost door keys, the hour badly spent.
The art of losing isn’t hard to master.

Then practice losing farther, losing faster:
places, and names, and where it was you meant
to travel. None of these will bring disaster.

I lost my mother’s watch. And look! my last, or
next-to-last, of three loved houses went.
The art of losing isn’t hard to master.

I lost two cities, lovely ones. And, vaster,
some realms I owned, two rivers, a continent.
I miss them, but it wasn’t a disaster.

—Even losing you (the joking voice, a gesture
I love) I shan’t have lied. It’s evident
the art of losing’s not too hard to master
though it may look like (Write it!) like disaster.



Que bem dito, em português, por Antonio Abujamra !




A arte de perder não é nenhum mistério
tantas coisas contém em si o acidente
de perdê-las, que perder não é nada sério.
Perca um pouco a cada dia. Aceite austero,
a chave perdida, a hora gasta bestamente.
A arte de perder não é nenhum mistério.
Depois perca mais rápido, com mais critério:
lugares, nomes, a escala subsequente
da viagem não feita. Nada disso é sério.
Perdi o relógio de mamãe. Ah! E nem quero
lembrar a perda de três casas excelentes.
A arte de perder não é nenhum mistério.
Perdi duas cidades lindas. Um império
que era meu, dois rios, e mais um continente.
Tenho saudade deles. Mas não é nada sério.
Mesmo perder você ( a voz, o ar etéreo, que eu amo)
não muda nada. Pois é evidente
que a arte de perder não chega a ser um mistério
por muito que pareça (escreve) muito sério.


Sobre o autor: Elizabeth Bishop é uma autora americana, considerada um das mais importantes poetas do século XX a escrever na língua inglesa.
 Em 1976, foi a primeira mulher a receber o prêmio internacional Neustadt de Literatura e continua sendo o único americano a recebê-lo.

domingo, 19 de abril de 2015

segunda-feira, 13 de abril de 2015

"Só Nós Dois"

Encanta-me a interpretação de Anabela ( cantora bastante desvalorizada) de " Só nós dois", canção que Tony de Matos tornou famosa no filme "A Canção da Saudade"



 A versão original,



quinta-feira, 2 de abril de 2015

To Know You, Is To Love You (SAMBA)

 Samba, uma comédia salpicada de emoção, mostrou- me  esta canção. Fundamental.



Samba migrated to France 10 years ago from Senegal, and has since been plugging away at various lowly jobs. Alice is a senior executive who has recently undergone a burnout. Both struggle to get out of their dead-end lives Samba's willing to do whatever it takes to get working papers, while Alice tries to get her life back on track until fate draws them together.
Samba Official Trailer 1 (2015) - Charlotte Gainsbourg, Omar Sy Tahar Rahim Movie HD

segunda-feira, 30 de março de 2015

José Afonso - "Quem diz que é pela rainha"

Tão actual.

Letra popular / José Afonso
Musica de José Afonso
Arranjo e direcção musical de Julio Pereira / José Afonso




Quem diz que é pela rainha
Nem precisa de mais nada
Embora seja ladrão
Pode roubar à vontade
Todos lhe apertam a mão
É homem de sociedade

Acima da pobre gente
Subiu quem tem bons padrinhos
De colarinhos gomados
Perfumando os ministérios
É dono dos homens sérios
Ninguém lhe vai aos costados

quarta-feira, 25 de março de 2015

COM O FOGO NÃO SE BRINCA


Com o fogo não se brinca
porque o fogo queima
com o fogo que arde sem se ver
ainda se deve brincar menos
do que com o fogo com fumo
porque o fogo que arde sem se ver
é um fogo que queima
muito
e como queima muito
custa mais
a apagar
do que o fogo com fumo

Adília Lopes

De Um Jogo Bastante Perigoso (1985)

quarta-feira, 11 de março de 2015

domingo, 8 de março de 2015

RECEITA PARA FAZER AZUL- NUNO JÚDICE,1994

Se quiseres fazer azul,
pega num pedaço de céu e mete-o numa panela grande,
que possas levar ao lume do horizonte;
depois mexe o azul com um resto de vermelho
da madrugada, até que ele se desfaça;
despeja tudo num bacio bem limpo,
para que nada reste das impurezas da tarde.
Por fim, peneira um resto de ouro da areia
do meio-dia, até que a cor pegue ao fundo de metal.
Se quiseres, para que as cores se não desprendam
com o tempo, deita no líquido um caroço de pêssego queimado.
Vê-lo-ás desfazer-se, sem deixar sinais de que alguma vez
ali o puseste; e nem o negro da cinza deixará um resto de ocre
na superfície dourada. Podes, então, levantar a cor
até à altura dos olhos, e compará-la com o azul autêntico.
Ambas as cores te parecerão semelhantes, sem que
possas distinguir entre uma e outra.
Assim o fiz – eu, Abraão ben Judá Ibn Haim,
iluminador de Loulé – e deixei a receita a quem quiser,
algum dia, imitar o céu.


RECIPE FOR MAKING THE COLOUR BLUE
If you wish to make the colour blue
take a piece of sky and put it in a pot
large enough to place on the flame of the horizon.
Stir into the blue a pinch of early morning red
until it dissolves. Pour everything
into a brass bowl that has been well washed
to eliminate all of the afternoon’s impurities.
Finally, sift in a few smidgens of gold from the sand
of midday until the colour adheres to the bottom of the bowl.
To prevent the colours from separating with time,
drop a charred peach pit into the liquid.
It will disintegrate, leaving no telltale
sign, not even – from the black ash – an ochre trace
on the golden surface. You may then raise the colour
to eye level and compare it with genuine blue.
The two colours will look so alike
that you cannot distinguish one from the other.
This was how I did it – I, Abraham ben Judah Ibn Haim,
illuminator from the town of Loulé. And I left the recipe
for whoever, one day, would imitate the sky.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Stacey Kent - close your eyes

(...)

Zygmunt Bauman - sobre os laços humanos, redes sociais, liberdade e segurança

Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, idealizador do conceito "modernidade líquida".
 A superficialidade das relações na pós modernidade , a manipulação dos meios de comunicação e a superficialidade das redes sociais.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

art of motion Talk: About Contemporary Pilates

Yes, this makes a lot of sense.
You must try to feel it.

Dexy's Midnight Runners Reminisce (Part Two)

"We were both 16, they were sweet, warm nights and it's a fond memory now. We decided we should adopt a song, a song that was current. She wanted "I'll Say Forever, My Love" by Jimmy Ruffin, I wanted it to be "Lola" by The Kinks(...)Well, she won. It was never really acknowledged but "I'll Say Forever" became the song."



"The overall theme of these columns has been the interplay between place, song and listener in acting as a


trigger for memories or impressions.The ability of music to do this is well known, a Proustian effect by which hearing even a snatch of a song can bring recognition of the past in a present moment(...)


(...)Songs, of course, aren’t usually written with this mind – they are, more likely, intended for the moment.

(...) The track here, however, Reminisce Pt 2 by Dexys Midnight Runners, takes a step back by being a song not primarily about a place but about memories –in this case, of a teenage love affair – recalled by songs of the time.This came from their 1985 album, Don’t Stand Me Down.(...)




There is, however, something troubling about this reminiscence – the date the song recalls and the tunes it is remembered by don’t match up. The words place the romance in the summer of 1969. However, the two songs in the running for the couple’s special tune, Lola by the Kinks andI’ll Say Forever My Love by Jimmy Ruffin, came from the summer of 1970(...)Likewise, the two songs played on the radio and by which Kevin Rowland remembers that summer - Wedding Bell Blues andLeaving On a Jet Plane – weren’t summer songs at all by the time they reached the UK. Wedding Bell Blues was an early Laura Nyro song, performed by her at the Monterey Festival in 1967, but the USA and UK hit was by the Fifth Dimension, reaching the UK charts in January 1970. Similarly, Peter, Paul and Mary’s version of Leaving On A Jet Plane was on the radio in the winter of 1969 and in the charts in early 1970.

(...)In a real sense, this doesn’t matter and could be poetic licence. This is a song, not a historical record, and there may be good reasons for the switch in year and telescoping songs over a period of time into one summer. (...)Perhaps, in the same way, a lost love is more appropriately remembered by I’ll Say Forever My Loverather than, say, by Middle of the Road and Chirpy Chirpy Cheep Cheep.
(...)Perhaps, too, it merely shows that memory is fallible though, in truth, both Leaving On A Jet Plane and Wedding Bell Blues do sound like summer songs. It is human for the mind to recast the past. It didn’t always snow at Christmas ; the first gig you went to wasn’t really the Sex Pistols at the 100 Club; and it wasn’t always a golden summer on Cromer beach. It only becomes dangerous if you go searching for a rewritten past and expect to find it in the present. This is an odd song.(...)It does make me think about the past though, and realise that the distance between now and this song is greater than between the song and the young love it describes. In the interplay of past and present it has itself become a marker along the way."
Read more in http://songsaboutplaces.blogspot.pt/2011/04/reminisce-part-2.html







sábado, 21 de fevereiro de 2015

Keith Jarret "The Melody at Night, With You"- Be my Love


(...)



"The Melody at Night, With You is a  solo album by American pianist   Keith Jarret recorded at his home studio in 1998 and released on the ECM label in 1999. It was recorded during his bout with  chronic fatigue sindrome and was dedicated to Jarrett's second and then-wife, Rose Anne: "For Rose Anne, who heard the music, then gave it back to me".

In an interview in Time magazine in November 1999, he explained ″I started taping it in December of 1997, as a Christmas present for my wife. I'd just had my Hamburg Steinway overhauled and wanted to try it out, and I have my studio right next to the house, so if I woke up and had a half-decent day, I would turn on the tape recorder and play for a few minutes. I was too fatiqued to do more. Then something started to click with the mike placement, the new action of the instrument,... I could play so soft,... and the internal dynamics of the melodies... of the songs... It was one of those little miracles that you have to be ready for, though part of it was that I just didn't have the energy to be clever.″

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Féloche - Silbo



Il existe un endroit où les hommes parlent comme les oiseaux.
Sur l'île de La Gomera, on entend "el silbo" en écho.

Entre deux montagnes amarées aux nuages,
Un "guache" siffle pour s'inviter à dîner.

Au menu ? Un "mojo" piquant qui monte aux yeux.
Et, à nouveau, un sifflement pour se dire adieu.

A le voir crapahuter, le pied agile, les jambes arquées,
On ne le distingue dans l'argile que par le son de son sifflet.

La "lucha canaria" pour protéger son île,
"El silbo" pour braver la "Guardia civil".

Refrain:
C'est une île au paradis où les humains sifflent aussi.
Le plus beau chant du plus bel oiseau, c'est le silbo gomero.
C'est le silbo gomero.

La "guagua" escalade les jardins en escalier.
Sous le volcan d'la ballade, "el silbo" perce la fumée.

Et me voilà, petit géant, prêt à siffler dans le vent,
Les deux-trois mots que j'ai gardés s'envolent vers toi.
Gomero ! Bonifacio !

Refrain
Le plus beau chant du plus bel oiseau, c'est le "silbo gomero".

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- Silbo : sifflement en espagnol, langage sifflé de l'île de La Gomera (Canaries).
- Guache : berger de chèvre, goatherdsmen.
- Mocho : sauce à base d'ail et de cumin, accompagnant des pommes de terre.
- Lucha canaria : lutte canarienne, sport traditionnel.
- Guardia civil : force de police à statut militaire.
- Guagua : réseau de bus publics, appelés guagua Canaries (prononcé UAUA).
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Adília Lopes - Colorado? Claro?( Jornal o Público -Crónicas)

 Adília Lopes é uma  escritora , poetisa   imprevisível ,  dona de uma imaginação e cultura prodigiosas que lhe permitem abordar e estabelecer ligações entre "alhos e bugalhos" com um fio de raciocínio admirável.
 Nesta crónica , fala de cores , de pintores, da cópia , reprodução, clonagem, d
o lado bom e do lado mau da vida,  da sociedade cinzenta  em que vivemos e muito mais...
 
Junto  imagens  dos quadros mencionados,  The Umbrellas( Les Parapluies) de  Renoir e  "The Kiss"( "Der Kuss")  de Klint e  vídeos sobre a vida e obra  destes grande pintores.


Colorado? Claro? 
Segunda-feira, 17 de Junho de 2002

Penso que mostrar só o lado cor-de-rosa das coisas é pecar por omissão. Mas mostrar só o lado negro das coisas é pecar também e também por omissão. É preciso mostrar o lado ultravioleta e infravermelho. O lado verde, o lado azul, o lado branco. Gosto de ver. Não sou nada "voyeur" (o feminino deve ser "voyeuse"). Não há, é claro, perversão nenhuma nisto. Gosto de cores, de todas as cores. Do amarelo gritante, berrante, garrido, chilreante da casa em frente. E gosto de ver claramente visto e claramente vista. Gosto de participar e de ajudar.

Pierre-Auguste Renoir (1841-1919), o pintor impressionista, pai do realizador de cinema Jean Renoir, descobriu numa tabacaria o segredo da pintura. Entrou para comprar tabaco a pensar na pintura e nos seus problemas. O empregado mostrou-lhe duas caixas e perguntou-lhe:

- Colorado? Claro?

Renoir respondeu:

- Colorado! Claro!

Mas esta era a resposta à questão que o preocupava de facto: o que é a pintura? Renoir comprou as duas caixas de tabaco e saiu.

Conheço esta história em terceira mão. Vem em Inglês no livro "Renoir" de Colin Hayes, Spring Books, Londres, 1961, p.24. O autor diz que este episódio da vida de Renoir está relatado por Albert André na sua biografia do pintor, "Renoir", Paris, 1923. A terceira mão de que falo é o próprio Renoir a contar a história, vivida por si, a outra pessoa. Originalmente a história acontece com duas palavras espanholas: Colorado, Claro. Dois adjectivos que são também dois nomes próprios. Em Francês, com Renoir e Albert André, em Inglês com Colin Hayes e aqui em Português comigo mantém-se o Espanhol.

Não vale a pena dizer que os quadros de Renoir são lindos e que os devem ver e rever. Uma das coisas mais maravilhosamente democráticas deste meu tempo é haver chapéus-de-chuva com a reprodução estampada do quadro de Renoir "The umbrellas". A minha amiga e vizinha Maria da Luz comprou um chapéu destes em Viena. E ainda mais maravilhosamente democrático é ser cada vez mais fácil poder ir a Londres ver face a face o verdadeiro quadro de Renoir na National Gallery.

Conversar com Renoir face a face e tomar café com ele no café Danúbio como faço com a Maria da Luz seria fantástico. Acredito piamente que um dia, não muito longe, não muito perto, no tempo que há-de vir, no espaço prometido, isso terá lugar, acontecerá.

As reproduções de obras de arte fazem mais bem do que mal porque embora as adulterem e banalizem, familiarizam-nos com elas. Ponho aqui, no entanto, duas questões que me parecem fundamentais. Uma caixa de bombons Baci (quer dizer beijos em italiano) com a reprodução de "O beijo" de Klimt na tampa não são beijos: são bombons, são chocolate. E uma reprodução do quadro "O beijo" de Klimt não é o quadro "O beijo" de Klimt. Nunca estudei Biologia, mas sei que um clone de Klimt não pintará outra vez "O beijo". Sabemos que o único acontece uma vez e não se repete. E só há únicos. A reprodução fez sempre muita confusão. Cito J. L. Borges (texto intitulado "Tlön, Uqbar, Orbis Tertius" incluído no livro "Ficciones"), traduzo, "um dos heresiarcas de Uqbar declarou que os espelhos e a cópula são abomináveis porque multiplicam o número dos homens". Apetecia-me escrever muito mais sobre este assunto mas esta crónica já está com 3 788 caracteres. Tem no máximo 4 500 caracteres. Vou parar. Não quero meter o Rossio na Betesga.

Nem tudo são rosas. A par de mim e de tanta gente que se deleita com Renoir há os que não querem, não podem ou perderam a capacidade de se deleitar com Renoir. Há tempos, ao sair do Centro Comercial das Amoreiras, vinda da capela, um pobre, dos muitos que andam por lá à volta, veio ter comigo. Ia-lhe dar uma esmola, mas ele disse-me que não queria dinheiro. Pediu-me que lhe comprasse um croissant com queijo. Não valia a pena dar-lhe o dinheiro porque os seguranças não deixam entrar os maltrapilhos. Voltei atrás, comprei-lhe o croissant com queijo não sem pensar que podia ser um aldrabão que me estava só a gozar. Mas não. Vi-o comer o croissant. Conversámos mais. Passa ali o dia e também, é claro, não o deixam entrar para ir à casa de banho. Fiquei com a impressão de que era um pobre sério. Pus-me a pensar se o deixariam entrar no Centro Comercial das Amoreiras só para ir à capela. Provavelmente não. Isto escandalizou-me, horrorizou-me. Passei a frequentar a igreja de S. Domingos, ao Rossio, as marcas do fogo não foram apagadas e na porta principal há um cartaz discreto mas bem visível que diz "Assistência de emergência". Aí se dão em bom Português moradas e telefones para encontrar em Lisboa comida, abrigo, duche, trabalho, advogado, etc.

Não é fatal que a sociedade do bem-estar exija a sociedade do mal-estar. Mais do que não ser fatal, não é sensato. E é imoral.

O chapéu-de-chuva da Maria da Luz é Made in China, feito possivelmente por chinesas operárias pagas ao preço da chuva.
Adília Lopes