sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

RON FLETCHER: a sua morte representa uma grande perda para o mundo do PIlates

Quando Joseph Pilates  morreu, em 1967, não deixou testamento nem designou um sucessor para continuar o trabalho de “Pilates”. No entanto, o seu trabalho iria continuar. Clara, sua mulher, prosseguiu liderando  o chamado Pilates Institute, na 8ª Avenida em Nova Iorque, de que Romana Kryzanowska se tornou a directora por volta de 1970. Kryzanowska tinha estudado com Joe e Clara no início dos anos 40 e, depois de um intervalo de 15 anos devido a uma mudança para o Peru, retomou os seus estudos.

A partir da morte de Clara em 1977, dez anos depois da morte de Joseph, os alunos de Pilates abriram os seus próprios Estúdios. Alguns  mantiveram-se fiéis à forma original ortodoxa, como Romana Kryzanowska, outros acrescentaram os seus conhecimentos aos princípios que receberam,  criando a sua própria linha de trabalho, como Carolla Trier, Ron Fletcher, Kathy Stanford Grandt, Eve Gentry e Bruce King.


Ron Fletcher, que era  bailarino de Martha Graham,  procurou  Joe devido a um problema de joelhos crónico, treinou e estudou com ele desde 1940 e , em 1970, abriu um estúdio em Los Angeles que atraiu muitas estrelas de Hollywood. Acredita-se que tenha sido o grande responsável pela divulgação da técnica pelo mundo.
De 1968 a 1971 – após a morte de Joseph Pilates – Ron estudou com Clara Pilates. Nessa altura começou a forjar a ideia de dedicar o resto de sua vida ao desenvolvimento, evolução e disseminação do método Pilates.

Encorajado por Clara,  continuou a desenvolver o método Pilates, incorporando conceitos e técnicas, como a Respiração Percussiva, Fletcher Towelwork, Floorwork e Barrework.
Em 2003, Ron , viu reconhecidos o The Ron Fletcher Program of Study (Programa de Ron Fletcher de Estudo – em tradução livre), que incluía um currículo abrangente e uma escola desenvolvida a fim de divulgar sua visão única do método Pilates. O Programa foi formalmente reconhecido e certificado em 2007 e é actualmente ensinado nos Estados Unidos, bem como em 8 outros países do mundo.
Ron Fletcher será homenageado a 5 de Maio de 2012,em Tucson ,Arizona,EUA.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Falando com a Casa Branca - Raul Solnado -1967

Show de praia

Sexo: masculino
Idade:Meia
Nome: Irresistível da Costa


 Impossível resistir...

 Aterrava na praia  em Agosto.
 Apresentava  um look “estiloso” semi-selvagem/ suburbano , destacando-se na sua figura  a profusão de cabelos revoltos e encanecidos , que contrastavam com os óculos escuros de massa preta Rayban tipo Blues Brothers.  Numa contradição estudada, vestia  uns boxers Calvin Klein que emergiam por baixo de uns calções descaídos, bem compridos e deslizantes, onde se espalhavam, lateralmente a marca  Billabong  e posteriormente os dizeres " Surf me" em maiúsculas.

Homem poupado nas palavras e mais virado para a acção, nem precisava de se anunciar quando chegava ao areal. O seu cheiro particularmente forte e intenso atraía, invariavelmente, todas as atenções. As garinas e as algálias ficavam em picos, como sempre acontecera. Assobiava o "Irrresistable, that's what you are" mas lá no  intimo  trocava  o "you are" pelo " I am ".

 O calor era insuportável e ele balançava-se à beira-mar. Depois de um mergulho aparatoso,  saía da água a escorrer e a correr, sustendo de forma estoica a respiração, para que os peitorais se avolumassem e os abdominais comprimissem . Num ápice, voltava para a escuridão dos seus óculos e, virado para o "resto do mundo", passava o polegar, pela boca ainda molhada e salgada, como tinha aprendido com o  anúncio da Martini. Elas desfaleciam. Ele ,vitorioso, deitava- se de barriga para baixo e, impaciente por poder respirar de novo, libertava explosivamente o ar que só o seu enorme ego lhe permitira reter tão por tanto tempo.

 Enfim livre e triunfante,  suspirava e relaxava…TUDO!!!

    

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Boas Festas!



 No  www.ppnwseattle.com  de Rebecca Leone, encontrei extraordinárias curiosidades , belos presentes para os que, como eu, são fãs do método Pilates.
 Vale a pena espreitar este site onde, entre outras  coisas, se relata a aventura de Rebecca,  ao tentar adquirir através do eBay uma primeira edição do "Return to Life,  dentro do qual se encontravam documentos colaterais do estúdio original de Joe e Clara...   
Este cartão de Boas- Festas,data de 1952 e  mostra Clara "alongando" Joseph Pilates que executa o "Rowing" no Reformer. 

Bom Natal e Feliz Ano Novo!
  

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Pilates: um brinde à sua saúde!


Harold's Planet is a cartoon created by Lisa Swerling & Ralph Lazar. It has been published online since 2003. Subscribe to the free daily cartoon at www.haroldsplanet.com

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Ès um Homem, Se...

És Um HOMEM, Se... Se és capaz de conservar o teu bom senso e a calma,
Quando os outros os perdem, e te acusam disso,

Se és capaz de confiar em ti, quando te ti duvidam
E, no entanto, perdoares que duvidem,

Se és capaz de esperar, sem perderes a esperança
,E não caluniares os que te caluniam,

Se és capaz de sonhar, sem que o sonho te domine,
E pensar, sem reduzir o pensamento a vício,

Se és capaz de enfrentar o Triunfo e o Desastre,
Sem fazer distinção entre estes dois impostores,

Se és capaz de ouvir a verdade que disseste,
Transformada por canalhas em armadilhas aos tolos,

Se és capaz de ver destruído o ideal da vida inteira
E construí-lo outra vez com ferramentas gastas,

Se és capaz de arriscar todos os teus haveres
Num lance corajoso, alheio ao resultado,
E perder e começar de novo o teu caminho,
Sem que ouça um suspiro quem seguir ao teu lado,

Se és capaz de forçar os teus músculos e nervos
E fazê-los servir se já quase não servem,
Sustentando-te a ti, quando nada em ti resta,
A não ser a vontade que diz: Enfrenta!

Se és capaz de falar ao povo e ficar digno
Ou de passear com reis conservando-te o mesmo,

Se não pode abalar-te amigo ou inimigo
E não sofrem decepção os que contam contigo,

Se podes preencher todo minuto que passa
Com sessenta segundos de tarefa acertada,

Se assim fores, meu filho, a Terra será tua,
Será teu tudo que nela existe

E não receies que te o tomem,

Mas (ainda melhor que tudo isto)
Se assim fores, serás um HOMEM.

Rudyard Kipling, 1865 // 1936 Poeta/Autor

José Luís de Abreu Castelo-Branco,meu Pai, faz 82 anos hoje, 1 de Dezembro. O poema que aqui publico, acompanha-o há muito e norteia-lhe a vida. Encontrei-o na sua página de facebook.
Assinalo assim este dia, tão importante para mim e para Portugal.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

O prometido é devido!

Olá Mãe,

Como sabe, cá em Freixo estamos um bocadinho tristes por causa da Cláudia, ela morreu. Na missa sabia que eu rezei por ela? Mas eu agora tenho um part-time que é cortar os fetos todos do quintal e ganho cinco euros. Eu, a Avó e o Manel, estamos a tentar convencer o Vagazé a ter uma nova cadela (já treinada para não fazer xixi e cocó em casa) mas acho que só com a ajuda de todos é que conseguimos. De resto está a correr tudo bem, apesar de ser um bocadinho seca os primos não estarem cá. Gostava muito de estar com a mãe, o pai e com o Zé, e principalmente quando foram jantar em Lisboa na festa do Zé, apesar de eu não gostar dessas zonas do bairro alto e isso…, sabe parece que fico muito tímido por passar por essas ruas. Aposto que está a correr tudo bem por aí e felizmente podem ir à praia e eu não!. Amanha vamos começar a limpar outra vez a piscina, apesar de ser um bocadinho nojento. Mando-lhe este e-mail com carinho e muito amor. Beijinhos do Pedro.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Recuperação dos comentários feitos ao "Apelo de uma portuguesa indignada"

5 comentários:
M. Luísa.
BRAVO!!!! E mt bem escrito. ;-))
Só não concordo com alguns dos vários nomes apresentados por ti.
Aqui vão alguns alternativos "dos bons":
Prof. Dr. Santana Castilho
Dr. Tiago Caiado Guerreiro (Adv)
Dr. Henrique Pinto (Director da Associação Cais)
Frei Fernando Ventura
Economista Dr. Sérgio Martins de Algés
Henrique Neto (Iberomoldes)
Dr. Manuel Abranches Soveral
Ten-Cor. Aviador João Brandão Ferreira
Diogo Pacheco de Amorim
Rui Moreira (Ass. Comercial do Porto)
Dr. Rui Rio (C. M. Porto)
Mas haverá mais ...
Gostei muito da sua clara perspicácia e argucia!

Viva toda a grande Mulher Patriota, muito em especial aquela que está dentro de si.

Viva Portugal e a sua capacidade de arrumar a casa de patifes como o Sr. Pinto Sousa.
O mais preocupante Luisa é concordar e saber que tudo isto é verdade e estarmos na iminência de ele ser novamente Primeiro Ministro. Não me parece que o Passos o consiga tirar de lá!
Muito bom texto; muitos parabéns.
Extraordinário texto, Lua! Resta desvendar quem serão esses desconhecidos que aparecerão para protagonizar essa mudança certamente necessária. Duvido que a cultura do chico-esperto desapareça de um dia para o outro para dar lugar a outra mais digna de uma sociedade civilizada. Seria um verdadeiro milagre ... Oxalá aconteça ...
Por Portugal,
A Terceira Dimensão - Fotografia Aérea de Portugal
Visita este blog para contemplar Portugal desde outra perspectiva ...

Apelo de uma portuguesa indignada

Desde menino que Pinto de Sousa queria muito ser famoso. Gostava de representar e sabia que provocava emoções, pois era inegável a sua capacidade para se meter na pele de um personagem fazendo crer que as palavras que dizia eram mesmo suas. Não que tenha feito realmente teatro, mas havia cenas da vida real em que, ao fantasiar e dissimular, conseguia ser credível, criar nos outros ilusões que, não sendo mais do que isso, eram tomadas por realidades e puras verdades. Desde cedo ganhou seguidores e no seu círculo tornou-se bastante popular.
No entanto na adolescência concluiu que, mais do que ser conhecido, ambicionava ter poder. Adoptou como lema de vida, a frase maquiavélica “ os fins justificam os meios”. Embora detestasse estudar, havia coisas muito úteis que se aprendiam na escola e que podiam facilitar a ascensão pretendida.
Mais tarde resolveu estudar Engenharia Civil e embora hoje se apresente como engenheiro, há quem ponha em dúvida e não confirme a conclusão do curso. Outros dizem que o terminou ao abrigo de um “regime especial”, não por estar incluído num grupo com necessidades especiais, mas porque de acordo com a frase que desde cedo se tornou o seu lema, usou das capacidades já referidas, para conseguir o canudo. Nada disto se confirma ou desmente. Especula-se.

Todos sabemos que, no Portugal republicano, a obtenção de um curso superior é sinónimo de competência e, em muitos casos, de uma subida na pirâmide social. Abre muitas portas. Dá importância. Enriquece o nome de família. Nesse aspecto equivale ao título nobiliárquico dos regimes monárquicos. Há até quem lhe atribua tanto valor que, ao dar-se a conhecer, faz preceder o nome do título académico, seja por escrito nos cartões de visita, seja dando-lhe o pretendido realce através de uma determinada inflexão do tom de voz: “ O meu nome é Engenheiro, Doutor, Desembargador tal, tal”. Quem nunca presenciou um destes episódios, poderá confirmar a tendência verificando o que se passa no futebol, “o desporto-rei”. Aí, com as devidas excepções, é habitual que o título de Professor anteceda o nome do treinador. Já os que treinam outras actividades desportivas menos aristocráticas, são apenas conhecidos pelo nome e apelido.

Voltando ao tema central, o que é certo é que Pinto de Sousa, dono de uma vontade férrea, alcançou a fama e o estrelato, não pela via do teatro ou da engenharia civil, mas pulsando os meandros da política. A sofrida (e sofrível) licenciatura que, ao que parece, obteve, fê-lo subir um degrau, mas foram os seus dotes teatrais que o catapultaram para o poder.
Hoje é conhecido internacionalmente pelo nome artístico que adoptou: Eng. José Sócrates, (os nomes próprios que os pais lhe atribuíram).
Eng. Sócrates ou apenas Sócrates.
Não se estranhe a escolha de Pinto de Sousa. Vistas as coisas do ponto de vista dos objectivos do seu utilizador, esta sonante denominação serviu-lhe na perfeição.
Por um lado, Sócrates foi um filósofo da antiguidade grega de quem, pelo menos, todos os que têm a escolaridade obrigatória ouviram falar. A maioria terá retido apenas o nome que dificilmente se esquece. Fica no ouvido.
Por outro lado, uma grande percentagem da população portuguesa só conhece dois homens com esse nome: um é brasileiro e foi um grande jogador futebol, os mais velhos ainda se lembram dele; o outro é português e ainda é (não podemos esquece-lo!) primeiro-ministro. Sem mais nem menos!
Quando daqui a uns anos, se fizerem inquéritos de rua sobre a história de Portugal pós 25 de Abril poucos saberão que cargos ocuparam Spínola, Costa Gomes Pinheiro de Azevedo, Jorge Sampaio, ou mesmo o ainda actualíssimo Durão Barroso. No entanto ninguém hesitará em atribuir o cargo de primeiro-ministro a Sócrates (escrevo com cuidado porque não sei se Pinto de Sousa que, até agora, não deixou a cadeira do poder, permanecerá nela por mais uns anos, ou voltará a ela daqui a uns anos. Tenho a impressão de que ele quer mais. E quando ele quer… parece que não há em Portugal quem seja capaz de lhe dizer “Basta!” Pode acontecer que tudo se repita. Nessa altura, conformados a acomodados como somos, resta-nos esperar que caia da cadeira).
É este o Sócrates que ficará na memória do povo português (ironia das ironias, Sócrates, o filósofo, usava o diálogo como método de trabalho. Era tido na sua época como o mais sábio dos homens, mas humildemente afirmava-se ignorante: “ só sei que nada sei”, dizia). Grande proeza a de Pinto de Sousa: entrou na política, trepou, sentou-se no poder, lá bem no alto, de onde se nos impõe, fazendo de conta que é democrata (até quando?). Urdiu e executou os seus planos com afinco e eficácia. Sócrates governou-se a si próprio, desgovernando Portugal. Ninguém o esquecerá!
Este estado de coisas poderá dar azo, a confusões e discussões acaloradas. Por exemplo, imagino como se fossem verdadeiras, cenas do eterno e popular concurso “ Quem quer ser milionário”, onde quase ninguém ganha nada.
Para responder à pergunta “Quem é Sócrates, o que buscou a sabedoria?”, os concorrentes têm quatro alternativas:
A = Filósofo grego B = Ex Futebolista Brasileiro C = (Ex?) Dirigente socialista Pinto de Sousa D = (Ex?) Primeiro-ministro de Portugal
Será um choque para muitos, sentir-se-ão enganados quando, ao assinalarem como certa a hipótese D, lhes for comunicado que a opção A é a resposta correcta à pergunta em jogo

Não é verdade que toda a gente sabe que Sócrates é (até quando?) o primeiro-ministro português? E com certeza que buscou a sabedoria e a encontrou, pois ele é que sabe, aliás sabe-a toda! Na Grécia não há nenhum primeiro-ministro chamado Sócrates, nem sequer um primeiro-ministro que tenha encontrado a verdade como o nosso (ainda?). Por isso a Ângela da Alemanha, que também sabe muito, gosta tanto dele e não gosta nada dos gregos que enganaram toda a gente, estão cheios de buracos. Como pode a resposta D estar errada?
Aliás, admitindo que temos alguns buraquitos, em breve ficaremos sem eles. Há vários anos que, todos os dias, se vêem funcionários do estado (muitos!) a tapar buracos nas ruas. Ultimamente há sempre um polícia que protege esses trabalhadores. Os automobilistas, ao ver tal ajuntamento e ocupação da via pública, não percebiam que eles estavam a trabalhar, irritavam-se e não obedeciam à ordem de parar. Parar? Para ver o quê? Inicialmente, alguns, ainda pensaram em acidente (todos nós sabemos como é mórbida a nossa curiosidade e nos faz ser “solidários, abrandar olhar …) Quando perceberam que não era nada disso, e repararam que estavam a chegar atrasados ao trabalho por causa dos tapa-buracos, começaram as desobediências, o chinfrim das buzinas e gritavam-se piadas insultuosas que chamavam aos coitados abre-buracos para estragar a vida de quem tem que trabalhar … Quanta Ignorância, injustiça e selvajaria (o ainda primeiro-ministro diz selvajaria pá. Vi na televisão). Tudo obras necessárias! Esconder os buracos é imprescindível! Portugal tem que apresentar-se arranjadinho à Europa! Todo roto, ela não o quer!

Sócrates e os seus rapazes sabem muito bem de que é que Portugal precisa. Proclamam até que mais ninguém o sabe e advertem: quem se lhes opõe é totalmente irresponsável!


Bom, já chega de brincadeira. Nós portugueses somos assim: a ironia e o sarcasmo aliviam-nos nos momentos mais críticos da vida. “ Pobrete, mas alegrete “ é um velho ditado luso.

Estamos em democracia (?) e declaro que estou indignada! Sinto-me ofendida na minha dignidade e no meu orgulho de ser portuguesa. Há muito tempo! Este homem é maquiavélico e manipula as pessoas a quem deveria servir, como poucos na História de Portugal. Fazendo jus ao seu lema, usa qualquer meio para alcançar os seus fins, que mais não são do que objectivos absolutamente particulares. O povo português e o seu bem-estar nunca lhe interessaram.
Qualificar Sócrates como bom actor é difamar todos aqueles que contribuem para que a representação seja considerada uma arte! Afirmar que é mestre do ardil e da manha, um embusteiro que mente com quantos dentes tem, é coloca-lo no lugar que lhe compete. Mascara-se de cordeirinho para os “parceiros” europeus, rapaz impoluto e bem comportado. Cá dentro é o Lobo Mau.
Actor que ficou na Historia foi Ronald Reagan, considerado por muitos um óptimo presidente da E.U.A. Serviu o seu país. Sócrates serve-se do nosso, denegrindo e enxovalhando as pessoas, desrespeitando as instituições, trabalhando para os media sempre em falso registo, enganando todos, mas principalmente quem nele votou a troco de promessas que ele sabia serem falsas.
Que me interessa que lá fora seja aplaudido de pé? Esses, desconhecem e (ou) não lhes interessa saber que, aplaudem um embusteiro que também os enganaria e prejudicaria se pudesse. Mas não pode.
A nós Sócrates pretende tirar-nos a soberania. Eu tenho orgulho em ser portuguesa. Não lhe admito essa insolente ousadia.
Não tenho capacidade de fazer mais do que isto. Resolvi escrever sobre o que me vai na alma, apregoando a minha revolta perante o lodo que invadiu e sujou o meu País à beira-mar plantado.

Ouvindo-os falar, reconheço em várias figuras públicas capacidades que lhes permitiriam, se quisessem, unir-se e trabalhar em prol da reconstrução de Portugal. Não me interessa saber se pertencem ou não a algum partido. Importante é o facto de serem conhecidos do povo em geral que os respeita (ainda) e ouve as suas opiniões. Trata-se de gente reconhecidamente competente, alguns com experiência de governo, que nos media escrevem e falam constantemente sobre o Estado da Nação, que mostram saber como funcionam a União Europeia e os tão temidos e dominadores mercados. Pessoas que nos têm alertado e aberto os olhos para o buraco e degradação em que Pinto de Sousa nos meteu. No entanto até agora não fizeram mais do que isso. São meros treinadores de bancada. Ora numa altura destas, em que se exigem tamanhos sacrifícios a um povo que não vislumbra alternativas, esta atitude incomoda, irrita. Estamos fartos de palavras! Queremos actos que devolvam à política e à governação a ética essencial que lhes foi retirada. Precisamos de voltar a acreditar que os políticos e governantes exercem as funções que lhes foram confiadas de forma honesta e digna, servindo aqueles que representam. É urgente poder voltar a confiar em quem nos governa.

Enorme desafio este, que exige patriotismo, espírito de sacrifício, renúncia de comodidades e coragem. O povo português, que está a ser injustamente sacrificado e punido por crimes cometidos por quem o devia guiar e proteger mas o enganou, dará o devido valor a quem, por causa de Portugal e dos portugueses, se abalançar nessa gigantesca tarefa de governar o país.

Teriam tempo de se apresentar em eleições formando um movimento suprapartidário, anunciando medidas que os partidos não apontam, dizendo a verdade aos eleitores repudiando objectivos que neste momento são impossíveis de cumprir, prometendo apenas desempenhos dignos, sérios, honrados e leais, tendo em vista o necessário crescimento económico do nosso pais, que só será possível com o restabelecimento da confiança e da credibilidade de que fomos ilicitamente privados.
Os partidos políticos com assento parlamentar não se entendem. Tornaram-se abstracções em que é difícil acreditar. As guerras os jogos politiqueiros em que estão permanentemente envolvidos, denotam a imoralidade de uma classe política corrompida e total falta de respeito pelos portugueses lhes atribuíram o poder/dever de os representar. São também todos eles os responsáveis pela perigosa debilidade da nossa democracia.

Sem obedecer a nenhuma ordem, estou a lembrar-me de personalidades que estão na ribalta, como Miguel Cadilhe, Bagão Félix, António Lobo Xavier. António Barreto, Pacheco Pereira, Clara Ferreira Alves, Miguel Sousa Tavares, Marcelo Rebelo de Sousa, Maria João Avillez, Manuela Ferreira Leite, António Costa, Medina Carreira, Adriano Moreira, Marques Guedes, Ana Gomes Morais Sarmento e tantos outros.
Seria também fundamental, numa altura destas, que profissionais e técnicos altamente qualificados, mas de momento afastados da vida pública, aparecessem. Não falo em nomes neste caso. Peço apenas que não se escondam e ofereçam os seus préstimos ao país que também é o deles.
Apelo ao sentido patriótico destas pessoas para que se juntem a nós e contribuam para que, com empenho altruísmo, abnegação, trabalho, sacrifício e esforço de todos os portugueses, possamos recuperar a auto-estima, dignidade e independência que nos foram roubadas.
Por Portugal!
 Luísa Castelo-Branco